12 de out. de 2012
Parabéns ao Professor.
21 de ago. de 2012
O Individualismo e o patrimonialismo no Brasil O Público e o Privado
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim
22 de jul. de 2012
O problema da violência, um problema para os pais.
Muitos socos, muitos chutes e muito sangue escorriam pela tela da TV, enquanto inspirava jovens a irem a ruas e academias de luta para praticarem golpes que a principio seriam de defesa pessoal, mas infelizmente estamos lidando com um esporte que tudo pode, que todos podem praticar e não adianta dizer que os atletas pregam boas praticas e que é um esporte como qualquer outro, que não é, esse esporte está indo para os lares para a sala de aula, quem pôde ver a luta do “atleta” Anderson Silva tido como um verdadeiro mestre por que é calmo e tem voz fina, me senti assistindo um jogo de futebol ao ver o Sr Galvão Bueno narrar: “ direita, esquerda, direita, esquerda, esquerda, direita...” e comentar ao total foram nove golpes, parecia o Galvão dizer: “ lá vai Ronaldo, driblou um , driblou dois, driblou Três...”, permito aqui me dizer que nunca havia assistido uma luta, mas resolvi assistir depois de presenciar que nas ruas haviam até apostas, como se fosse rinha de briga de galos, e ao final ouvir o jargão : “ Brrasilllllll”, poderia ter sido um homicídio culposo via televisão, e o a Brasil teria um vencedor, a TV dita o que o povo deve ver, e o povo aceita. Os Engenheiros do Hawaii diziam: A história se repete, mas a força deixa a estória mal contada, e o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante fascinada.
15 de jun. de 2012
10 de jun. de 2012
22 de mai. de 2012
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33ª SEMANA DE HISTÓRIA DO UNICEUB
TEMA: LEITURAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA
22/maio
(terça-feira)
Local: Salas de Aula do Bloco 6
19h30- 22h30: Simpósios Temáticos
ST 01: Sala 6106
ST 02: Sala 6107
ST 03: Sala 6108
Sessão I- Mesas de Comunicações Coordenadas
“A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL- 1822” por VÍTOR ANDRADE.
Data: 21 a 25 de maio de 2012
Introdução
A Semana de História do UniCEUB consiste em um importante espaço de articulação entre pesquisa e formação acadêmica para nossos estudantes. Em sua 33ª edição propomos ampliar o seu âmbito de atuação, debatendo publicamente temas relevantes para a historiografia produzida no Brasil. Este evento concede um espaço privilegiado ao debate dos estudos e pesquisas que vêm sendo desenvolvidas pelos docentes, pós-graduandos e graduandos em História e de áreas afins do Centro Universitário de Brasília e de outras instituições do Distrito Federal. O tema desta edição foi escolhido em reunião do colegiado, após consulta prévia entre os estudantes, sendo intitulado “Leituras Contemporâneas da História”. Tal tema busca contemplar as diferentes possibilidades de leitura e produção no campo historiográfico, enfatizando novas abordagens inscritas na contemporaneidade e em especial, os diálogos interdisciplinares estabelecidos nos meios acadêmicos entre a história e outros campos de conhecimento.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES- 33ª Semana de História do UniCEUB
21/maio
(segunda-feira)
Local: Auditório do Bloco 8
19h30
- Apresentação do Coral UniCEUB
- Conferência de Abertura com Prof. Dr. Marcos Silva (USP)
“Escrever e Ler História- Perspectivas Contemporâneas”: Comentário do Palestrante: Habituamo-nos a ler e escrever uma Historiografia erudita que circula entre pares, pessoas que, como
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nós, têm formação universitária em História ou áreas próximas. Essa tradição favorece uma leitura e uma escrita rigorosas técnica e teoricamente, conquista importante. Em contrapartida, limita a circulação do conhecimento que produzimos, transforma-o numa espécie de protocolo de reconhecimento entre iguais ou de exclusão daqueles que são considerados incapazes para atingirem um nível de excelência acadêmica. Um desafio que os profissionais de História enfrentam é ultrapassar aquele limite, preservando patamares de qualidade em sua produção. O debate sobre Ensino e Difusão (escritos para-didáticos ou de divulgação, organização de exposições, internet etc.) é uma via para procurar realizar aquela superação.
- Coquetel com Lançamento de Livros: “RIMBAUD ETC. - HISTÓRIA E POESIA” (Hucitec, 2011); e “VER A HISTÓRIA - O ENSINO VAI AOS FILMES” (Hucitec, 2011).
22/maio
(terça-feira)
Local: Salas de Aula do Bloco 6
19h30- 22h30: Simpósios Temáticos
ST 01: Sala 6106
ST 02: Sala 6107
ST 03: Sala 6108
Sessão I- Mesas de Comunicações Coordenadas
19h- 19h15: Intervenção Cultural (Centro Acadêmico de História)
ST 01 (Sessão I)- História, Raça e Gênero- Coordenação: Prof. Joelma Rodrigues e Prof. Salatiel Ribeiro
“Africana womanism: outra perspectiva sobre raça e gênero” por Joelma Rodrigues da Silva (UniCEUB)
“Mulheres mágicas: autonomia e cura de corpos, saberes populares tradicionais e a construção de conhecimentos não-hegemônicos” por Jéssika da Silva Montanha (UniCEUB)
“Sobre mulheres e mitos: representações históricas sobre gênero” por Aline Casulari Pinhate (UniCEUB)
“Homossexualidade e ambiente escolar: a teoria queer como proposta para formação inicial e continuada de professores” por Vinícius Lopes Torres (UniCEUB)
ST 02 (Sessão I)- Direito, Justiça e Memória- Coordenação: Prof. Ana Catarina Zema e Prof. Marcelo Tadeu dos Santos
“As políticas do perdão e a reconciliação na Austrália e no Canadá” por Ana Catarina Zema de Resende (UniCEUB/ UnB)
“Marbury v. Madison (1803): o judiciário americano e a conquista de sua autonomia” por Eduardo Ubaldo Barbosa (UnB/ UniCEUB)
“A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL- 1822” por VÍTOR ANDRADE.
“A construção mitológica do herói – de Gilgamesh a Tiradentes” por Denilson Alexandre Coelho (UniCEUB)
ST 03 (Sessão I)- Fontes Documentais e Pesquisa Histórica- Coordenação: Prof. Cristiane Portela e Prof. Deusdedith Jr.
“Historiografia goiana: quando a história escrita se torna documentos” por Deusdedith Rocha Jr (UniCEUB/ UnB)
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“Brasília para além do mito fundador: W3 Sul memória coletiva” por Marcelo Emanuel dos Santos (UniCEUB)
“Eu até hoje sou amigo do Núcleo Bandeirante: identidade local e fontes documentais para uma história do DF” por Henrique Medeiros Alves Fernandes (UniCEUB)
“Pensar Brasília, pensar história, pensar cinema” por Anna Lorena Morais (UniCEUB)
“Cinema é mais do que agente da história” por Jéssyca Lorena Alves Bernardino (UniCEUB)
23/maio
(quarta-feira)
Local: Salas de Aula do Bloco 6
19h30- 22h30: Locais dos Simpósios Temáticos
ST 01: Sala 6106
ST 02: Sala 6107
ST 03: Sala 6108
Sessão II- Mesas de Comunicações Coordenadas
19h- 19h15: Intervenção Cultural (Centro Acadêmico de História)
ST 01 (Sessão II)- História, Raça e Gênero- Coordenação: Prof. Joelma Rodrigues e Prof. Salatiel Ribeiro
“A representação do feminino como exercício de subversão no discurso fílmico de Glauber Rocha” por Salatiel Ribeiro (UniCEUB/ UnB)
“O processo de construção da identidade do jovem negro” por Lívia Gomes de Luccas (UniCEUB)
“Três ensaios conjugados sobre a questão quilombola” por Ylian Augusto César Thediga Pires (UniCEUB)
“Reflexões sobre identidade negra e análise da revolta dos malês no livro didático de história” por Manuela de Novaes e Silva Alves (UniCEUB)
ST 02 (Sessão II)- Direito, Justiça e Memória- Coordenação: Prof. Ana Catarina Zema e Prof. Marcelo Tadeu dos Santos
“Repreender o mal e conservar o bem: o papel do monarca no antigo regime em Portugal” por Marcelo Tadeu dos Santos (UniCEUB)
“Um estudo das teorias de Benjamin aplicadas à poética de Maiakovski” por Rafael Rangel Goulart (UniCEUB)
“O Presidente Negro” por Bruna Santana Fernandes (UniCEUB)
“Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: compreensões de cidadania por Miguel Alves dos Santos” por Gleno Ervandil Faria da Costa e Julio Cesar Fernandes de Souza (UniCEUB)
“Política e Cotidiano em Santa Maria” por Aline Corrêa Viana (UniCEUB)
ST 03 (Sessão II)- Fontes Documentais e Pesquisa Histórica- Coordenação: Prof. Cristiane Portela e Prof. Deusdedith Jr.
“Reflexões sobre um percurso metodológico: notas sobre pesquisa histórica e documental” por Cristiane de Assis Portela (UniCEUB/ArPDF/UnB)
“Representações acerca dos indígenas de Goiás: investigando a revista do IHGB (1839-1889)” por Isabel Escobar Crescencio (UniCEUB/ UnB)
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“Águas Lindas: uma história contada por anônimos” por André Magalhães de Souza (UniCEUB)
“Brasília: quase uma segregação perfeita” por Joseil Geraldo Martins (UniCEUB)
”Entre sonhos, utopias e realidade: a presença da mulher no cotidiano dos movimentos sindicais” por Aurora da Silva Pereira; José Rubevan de Oliveira Lucena e Nayara Magalhães dos Santos (UniCEUB)
24/maio
(quinta-feira)
Local: Auditório do Bloco 8
19h30
- Conferência de Encerramento- Prof. Ms. Leandro Bulhões (UnB)
“Olhos novos para o novo: dilemas e perspectivas do fazer e viver a história”
Comentário do palestrante: “Olhos novos para o novo”! Esta frase, proferida pelo poeta baiano Pedro Kilkerry, em 1913, traz à tona a necessidade da novidade de espírito dos sujeitos em relação às inúmeras possibilidades de interação destes com os movimentos da história. Nesta perspectiva, o “novo” é um fenômeno que perpassa um “todo” constituído pelos eventos e indivíduos. Como a vida, a historiografia também é constituída de movimento. De que modo as recentes abordagens, temáticas e metodologias do fazer historiográfico podem transformar a História, a sociedade e os sujeitos?
- Coquetel com exposição de livros para aquisição
25/maio
(sexta-feira)
Local: Ginásio de Esportes do Bloco 4
19h30- 22h30
Atividade Cultural de Encerramento (CA de História)
21 a 25/maio
(de segunda a sexta)
Locais:
Hall do Bloco 6
e
Hall do Bloco 8
Exposição Fotográfica – Arquivo Público do DF (ArPDF)
Tema: Brasília- retratos de uma história
Realização:
Curso de História do Centro Universitário de Brasília
Centro Acadêmico de História
Apoio:
Arquivo Público do DF
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Formato do evento e descrição
Durante a semana de 21 a 25 de maio de 2012 serão organizadas conferências, simpósios temáticos, mesas de comunicações coordenadas, lançamentos de livros, exposição de trabalhos em banners, exposição fotográfica e atividades culturais.
As inscrições são gratuitas e feitas online, por meio do site do UniCEUB e/ou do e-mail (historia@uniceub.br). As atividades acontecerão em dois espaços: Bloco 6 e Bloco 8. O Bloco 6 é o espaço reservado para os simpósios temáticos com apresentação de comunicação coordenada e atividades culturais. Para as Conferências e Lançamentos de Livros será utilizado o Auditório do Bloco 8.
As conferências possibilitam contextualizar o campo de produção historiográfica no Brasil, estabelecendo interlocução com pesquisadores reconhecidos nacionalmente pela relevância de sua produção. É o caso de nossos conferencistas que farão a abertura e encerramento do evento: Prof. Dr. Marcos Silva (USP) e Prof. Msc. Leandro Santos Bulhões (UnB).
Os lançamentos e exposição de livros permitem divulgar a produção acadêmica dos historiadores da instituição e de pesquisadores convidados.
Os simpósios temáticos serão organizados pelos/pelas professores/professoras do Curso de História com o objetivo de abordar temas relevantes para o campo de produção da História, apresentando diferentes perspectivas historiográficas. Os temas são propositalmente abrangentes e dialogam entre si, o que nos permite alcançar o público alvo do evento: graduandos, estudantes egressos da instituição e pós-graduandos já envolvidos em atividades de pesquisa. Cada simpósio será coordenado por dois professores. Os simpósios serão compostos por mesas de comunicações coordenadas, espaço destinado para apresentação de trabalhos diversos, inscritos individualmente e previamente selecionados pelos coordenadores. Além do tempo disposto para a comunicação individual (15 min.), será reservado um momento para o debate entre os participantes da mesa e o público.
SIMPÓSIO TEMÁTICO 01- HISTÓRIA, RAÇA E GÊNERO- Coordenação: Prof. Joelma Rodrigues e Prof. Salatiel Ribeiro
Proposta do Simpósio: Este simpósio configura-se como um espaço de troca de experiências de pesquisa entre profissionais da História e aspirantes. Tem como objetivo especular procedimentos teóricos e metodológicos que auxiliem na compreensão dos processos e dos dispositivos por intermédio dos quais as noções de realidade (e os papéis sociais) se cristalizam. Tem como foco os estudos que envolvem questões de raça e de gênero, e busca – a partir de uma perspectiva culturalista e pós-estruturalista – abordar as diversas estratégias de relações de força que condicionam (e são condicionados por) certos tipos de saber ligados àquelas categorias.
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SIMPÓSIO TEMÁTICO 02- DIREITO, JUSTIÇA E MEMÓRIA- Coordenação: Prof. Ana Catarina Zema e Prof. Marcelo Tadeu dos Santos
Proposta do Simpósio: O objetivo deste simpósio é o de estabelecer uma discussão que abarque a complexa relação entre justiça, direito e memória, procurando um diálogo que demonstre as possibilidades em torno de abordagens que se pautam no campo da História Social e Politica. Dentro desta perspectiva, abre-se a possibilidade de uma gama de novas análises, encontros e publicações em que os olhares sobre as questões politicas ultrapassam as velhas fórmulas limitadas pelas ações dos grandes homens e dos grandes feitos. Neste contexto, surgem novos estudos sobre o papel do direito e da justiça, onde a memória aparece como espaço de disputas que são configuradas por complexas teias de relações de poder e antigos conceitos são abordados a partir de novas perspectivas. Assim, pretendemos redimensionar as noções e conceitos acerca das ações individuais e coletivas, na medida em que são ampliadas as perspectivas das relações do politico nos vários âmbitos da vida social. Trata-se de um esforço no sentido de demonstrar a importância que os estudos sobre as ações politicas formais e informais, memória, biografias, cotidiano e cultura são fatores que enriquecem essa nova perspectiva no campo historiográfico.
SIMPÓSIO TEMÁTICO 03- FONTES DOCUMENTAIS E PESQUISA HISTÓRICA-Coordenação: Prof. Cristiane Portela e Prof. Deusdedith Rocha Jr.
Proposta do Simpósio: Este simpósio busca constituir um espaço para interlocução entre pesquisadores – profissionais acadêmicos e em formação – que reflitam acerca das diferentes perspectivas de pesquisa histórica, e em especial àqueles que têm se dedicado à utilização de fontes documentais para tratar da história local e/ou regional - leia-se a história de Brasília e do Distrito Federal - em uma compreensão ampla e que sinalize novas proposições historiográficas. A expectativa é a de que possamos estreitar relações e articular uma rede de contatos para a troca de experiências, de forma que se estimule a contribuição mútua entre os historiadores e outros profissionais que trabalham com temas relacionados à história local/regional, incentivando assim o desenvolvimento de novas pesquisas que tratem o tema.
PRAZOS E ORIENTAÇÕES PARA ENVIO DE COMUNICAÇÕES INDIVIDUAIS
Para apresentação de trabalho nos simpósios temáticos:
As propostas de comunicação deverão ser encaminhadas até 15/05/2012 para o e-mail historia@uniceub.br, com o seguinte formato: resumo de 10 (dez) linhas, em fonte times new roman, tamanho 12 e espaçamento simples. Deve conter: título, nome completo, titulação e vínculo institucional do proponente e 03 (três) palavras-chave.
Para publicação dos textos completos nos anais do evento:
Para a publicação dos trabalhos nos Anais do evento, os proponentes devem encaminhar até 30/05/2012 o texto completo apresentado no simpósio, observando as seguintes características: o texto deverá conter entre 08 e 12 laudas, ser escrito em fonte times new roman, espaçamento1,5. As citações devem ser apresentadas com espaçamento simples, recuo 4,0 à esquerda, fonte 11.
6 de mai. de 2012
22 de abr. de 2012
A História nacional passa a ser contada a partir de 1500, com a chegada de Pedro Álvares Cabral ao país em 22 de abril de 1500. Esse é o marco precursor do Brasil, mesmo tendo evidências de termos sido visitados anteriormente por wikings, chineses e por Vicente Pizón, navegador espanhol que posteriormente integrou a primeira armada de Cristóvão Colombo,teria chegado ao Norte do País, ficando a terra descoberta conhecida como “Santa Maria da Consolação”. A versão é de que Pizón teria avistado o Rio Amazonas e pela dimensão do rio ter pensado que se tratava de um mar e ao provar a água, teria pronunciado: “A Água desse mar é doce”, assim denominado: “Mar Dulce”.
Como se pode perceber as evidências sobre a verdadeira origem do Brasil são muitas vezes contestadas, o próprio tratado de Tordesilhas de 1494, que servia para dividir terras descobertas e a descobrir, era um forte indício de que seriam encontradas novas terras, a disputa para definir se a primeira terra a ser avistada foi o cabo de Santo Agostinho (Pernambuco) ou a ponta do Mucuripe (Fortaleza) serve para defender que o Brasil pertencia à Espanha. O certo é que em janeiro de 1500 essas terras, hoje incorporadas ao Brasil, faziam parte da Espanha.
O fato concreto e sem proselitismos patrióticos é que em abril de 1500, Pedro Álvares Cabral, mesmo sabendo que o Brasil não foi descoberto e sim explorado, pois nativos já habitavam o território, povos que mais tarde seriam chamados de índios pela historiografia e Pinzon haveria capturado alguns indigenas para levar em sua fragata. Ao que tudo indica Cabral teria se perdido em alto mar a procura das Índias e, ao avistar terra firme, achou que chegara as Índias nomeando aos que o recebiam de índios. O Rei de Portugal poderia ter enviado outros homens para mercantilizar com as Índias e, por que enviar Cabral que era um especialista em alto mar? Cabral não seria recebido nas Índias como foi recebido no Brasil, esperando cerca de três dias para descer em terra firme, esses fatos servem para demonstrar que já se sabia da existência do Brasil, que diga-se de passagem era o nome do pau-brasil, uma arvore nativa que ao ser partida ao meio tem ao centro cor parecida com brasa, e o diminutivo de brasa, na época, era brasil.
A Colônia
A partir de abril de 1500 o Brasil fazia parte da colônia de Portugal, e comumente neste período havia saques de piratas de várias partes do mundo à terras exploradas, a navios, etc... Assim era necessário que Portugal marcasse território, o governo do Rei D.João III, percebeu que seria mais fácil descentralizar o poder estatal e decidiu dividir as terras, formando capitanias. Cabral teria aportado aqui cerca de dois meses após Pinzon.
Essas capitanias eram hereditárias, ou seja, passadas de geração a geração, na verdade funcionavam como uma concessão de terras que eram doadas pelo Reino português a família de nobres para que povoassem e administrassem a colônia, com o objetivo de conseguir lucro e proteger a terra de invasões. A população no Brasil era de cerca de 70.000 habitantes, o que significa que não ouve sentimento de pátria. Os índios também não tinham sentimento patriótico já que essa organização e modo de pensar não faziam parte do modo de vida deles, eles queriam apenas suas terras sagradas e viver livres de incomodação.
O fato de ser perigoso, caro e não produtiva a colônia fez com que muitos nobres desistissem do negócio, assim o governo de Portugal resolveu criar os governos-gerais, que era um cargo nomeado pelo Rei. Era o cargo mais alto e importante da colônia, assim a capital nesse momento seria Salvador na Bahia. Também foram criadas as câmaras municipais como medida de descentralização administrativa, no intuito de tentar manter o controle de Portugal.
Nesse momento é possível identificar que o objetivo não era apenas de explorar, era também de povoar, mas povoar para lucrar e proteger, assim são criadas as cidades de Recife e Rio de Janeiro. Os jesuítas colaboram com este processo, mesmo se sabendo que o objetivo seria converter índios e servir de certa forma a coroa.
O Pacto Colonial firmou ainda mais o compromisso de enviar portugueses às terras novas, no intuito de iniciar uma cultura agrária, principalmente açúcar. O Brasil foi o maior exportador de açúcar dos séculos XVI e XVII, assim as primeiras povoações não-portuguesas, foram africanas e holandesas. Porém, o pacto deixava bem claro que a Colônia só podia negociar com a Metrópole, e com isso começava a surgir alguns descontentamentos e alguns comerciantes já insatisfeitos com a metrópole, um breve sinal de sentimento nativo, motivado por interesses econômicos.
A metrópole então dependia muito da colônia, e agora com o litoral povoado e protegido, produzindo muito, era hora de desbravar o interior do Brasil. Foram criados os “Bandeirantes”, que eram sertanistas, eram índios aliados aos portugueses, caboclos, e outros homens conhecedores das terras brasileiras. Pode-se falar aqui de conhecimento geográfico da terra, além de astrologia, geologia, podendo assim imaginar o que seria possível encontrar nessas terras despovoadas até então. Aqui já há indícios de formação da identidade, de um conhecimento, mas não autonomia. Também não eram nobres que desbravavam as matas, não eram cultos, e sim gente conhecedora de terras mas sem alto poder aquisitivo, assim como boa parte da civilização brasileira durante toda a sua história.
O objetivo até aqui não é citar apenas fatos como os tratados, ou como a economia e sim respaldar os fatos que geraram o povoamento no Brasil, e a construção de uma identidade, mesmo sendo colônia, para mais tarde quando for citada a República podermos fazer uma avaliação de nacionalidade. É evidente que a partir do momento em que se criam raízes é difícil retornar a situação de origem, os corajosos portugueses que vieram no inicio da colonização, tiveram filhos aqui, comercializavam e trabalhavam, mais cedo ou mais tarde iriam requerer direitos, independência, como realmente veio a acontecer.
15 de abr. de 2012
Professor sim!!! Bandido Não!!!
*Vítor Andrade.'.
Os professores do Brasil já têm problemas demais para resolver, tais como baixos salários, falta de moradia, insegurança, motivação, e o Estado não consegue resolve-los, sempre envolto de greves que assola o país. Por fim, apareceu esses dias a operação Monte Carlo que tem por finalidade apurar supostos crimes de jogos ilegais, entre outros crimes.
Surpreendeu a todos nós vermos um promotor de justiça e senador envolvido com pessoas de conduta imoral e ilegal, pois é, e o que deixou-nos ainda mais tristes foi ouvir nas escutas da Policia Federal o Senador chamar o bicheiro de ” PROFESSOR”, Ora, por acaso nós professores temos a fama de praticarmos crimes de jogos ilegais e lavagem de dinheiro? Com qual autoridade este senhor que por enquanto ainda é senador, tem para chamar o bicheiro de “PROFESSOR”? Exercemos uma profissão que tem por objetivo formar cidadãos, homens e mulheres para servirem a sociedade com justiça e lealdade, numa profissão que ganha bem abaixo do salário de um senador da República, e muito menos que os milhares de reais e dólares que estes dois senhores estavam ganhando com irregularidades.
Já vi e ouvi inúmeros adjetivos para professor, mas sermos comparados com um bandido, essa foi o fim. Todo professor deve repudiar tal conduta e repassar sua indignação que já não são poucas e agora termos nossa profissão que não nos foi imposta ou colocada em nossas mãos por necessidade, mas sim por amor e dedicação, é duro ler e ouvir a minha profissão ser usada para esconder o nome de um corrupto, ficamos ao menos três anos na faculdade, passamos por seleções, cursos, pós, nos dedicamos ao que fazemos, para isso?
Espero que os alunos leiam o que foi dito por estes dois senhores, este senhor não pode ser considerado nem “professor do crime” ,pois nós não nos prestamos a tais condutas e quem faz isso deve receber outro codinome ou adjetivo. Por isso peço aos que ainda continuam cometendo crimes, não usem o nome “PROFESSOR”, em seus atos ilegais, não manche nossa categoria, não utilize na sua falta de ética e conduta a profissão que é a redentora deste país, que sofre mas continua firme, por que a luta continua, por tanto PROFESSORES SIM, bandidos jamais!
*Vìtor Andrade
Professor de História
Diretor do Sindicatos dos Professores em Estabelecimentos Particulares do DF-SINPROEP-DF
5 de abr. de 2012
A Fase do “Porque?” nunca acaba, Porque?
Vítor Andrade
A fase do por que, ou melhor dos porquês? É um assunto não apenas comportamental correspondente a fase da criança, mas que aflige os adultos no aspecto social e político. Segundo Piaget o período de desenvolvimento do individuo inicia-se no intra-uterino e vai até aproximadamente aos 16 anos que é o construtivismo seqüencial.
O Período intuitivo que vai aproximadamente dos 4 aos 7anos de idade é justamente o período que nós denominamos a fase dos porquês? Mas na vida política e social adulta, concluí que nada é concreto e tudo é abstrato. Outro dia me perguntava por que o Metrô-DF, está fechando o espaço cultural e a biblioteca nas estações e no lugar coloca caixa eletrônico? Muito abstrato.
Todos os dias eu me pergunto por que eu pago impostos duas vezes, eu pago imposto suficiente para o Estado me fornecer saúde pública, e ele não fornece e porque eu preciso pagar um plano de saúde para ser atendido no setor particular? Ou mais, por que tenho que pagar para ter educação pública de qualidade e tenho que pagar escola particular para meus filhos se quiserem fazer uma faculdade pública?Por quê? Porque a ordem é inversamente proporcional na maioria dos casos quem estuda na rede pública vai cursar faculdade na rede particular, e quem estuda na rede particular vai para rede pública, por quê?
No Distrito Federal até o dia que terminei este artigo tinha 90 homicídios nos quatro primeiros meses de 2012, sem contar assaltos, seqüestros relâmpagos e outros crimes, em uma cidade com aproximadamente 2 milhões e 600 mil habitantes , numa renda per capita de aproximadamente R$8.000,00 muito mal distribuídos, esses são dados do DF, mas aqui cada um e cada uma que recebe este texto pode avaliar seu Estado, e mais uma vez que pergunto: Por quê?
Por que vivemos num país em que a mortalidade infantil supera 19% Por quê? Talvez seja porque ainda temos secretários como o de Juventude do Distrito Federal que envia TWITTER avisando onde ocorrerá blitz, não percebendo que essa atitude pode destruir vidas e sonhos, e o governo para resolver o problema resolve, extinguir a secretaria e transformar em coordenadoria, e coloca como coordenador, sabem quem? O mesmo ex-secretário do TWITTER, que não fez absolutamente nada, e sabe por quê? Porque é incompetente moral e intelectual, por que se tivesse o mínimo de decência sumiria da vida pública, por ética ou vergonha. É assim que o Estado se preocupa com o jovens que são futuro e presente?
Mas por quê? Por que 14º e 15º salário? Mas por que o parlamentar não pode ter o salário de quando entrou no parlamento? Mas por que o professor não faz greve por que na frente da escola não tem faixa de pedestre? Por que a cerveja é mais barata que um livro? Porque tenho que pagar multas e na rua tem buraco que estragam os pneus dos carros que são arrumados em oficinas particulares? Por que o Estado só faz obras públicas oito da manhã ou ao meio dia? Por quê?
Porque chamamos o parlamento de um bando de palhaços ou que lá é palhaçada e não valorizamos a profissão do palhaço tão mal reconhecida, eles não merecem. E por que não fazemos nada? Por que no domingo ainda assistimos Regina Casé, depois pulamos pro Faustão, futebol, mais Faustão e Fantástico, o que tem de fantástico? Ah sim, tem o BBB com o apresentador que batia na esposa apresentando o programa, e quem diria mais de 20 anos atrás cobrira a queda do muro de Berlin.
Pois bem não saímos da fase do porque, e agora quando as crianças vierem com os famosos porquês? Tenhamos mais atenção com elas afinal elas são o futuro da nação e nela devemos depositar nossas esperanças de um mundo melhor, não como disse o Pelé no seu milésimo gol, que devíamos cuidar das criancinhas e depois saiu negando partenidade e a trocando por imóvel, as dúvidas que as crianças têm são as mesmas que nós temos, “mas eu fico com a pureza da resposta da criança”, elas não têm maldade, e por quê? Porque o Reino é das crianças, e o mundo é dos adultos.
As respostas dos porquês teremos quando tivermos uma sociedade, sem preconceitos, mais iluminista com mais auto estima, isso por que falta sentirmos em nós a dor do próximo, com igualdade teremos uma sociedade mais instruída e critica, bem informada, e independente do Estado, onde teremos mais liberdade, buscando ser mais fraternos, para que os problemas sejam sanados de maneira justa e perfeita, e pararmos de por a culpa nos outros e fazer uma reflexão de nós mesmos, talvez existirão menos perguntas, e teremos mais respostas.
15 de fev. de 2012
O Carnaval e a Páscoa
*Vítor Andrade.'.
O Carnaval e a Páscoa são duas datas importantíssimas, para o Brasil e para o mundo. Embora nem todos saibam, há uma ligação entre os dois. As duas são festas moveis, ou seja são comemoradas em datas diferentes a cada ano. A Páscoa tem um sentido religioso, e o Carnaval é uma festa pagã.
A História do surgimento do carnaval é tão antiga quanto a história do mundo, a resquícios de que ele tenha surgido com os povos primitivos, que faziam festas agrícolas após as colheitas para homenagear os deuses. Séculos mais tarde os gregos faziam festas para homenagear o deus Dionísio, que é o deus do vinho e das festas. Em Roma, Dionísio receberia o nome de Baco entre 605 e 527 a.C.
No Brasil, o Carnaval veio trazido por portugueses em 1723, que brincavam nas ruas o entrudo que consistia de um cortejo de bonecos grandes seguidos por brincadeiras e festejos carnavalescos. Outros ainda afirmam que na Colônia, ao saberem do casamento do príncipe D. João com Carlota Joaquina, em 1786, os colonos saíram às ruas para comemorar com desfiles em carros alegóricos.
E outros ainda atribuem a comemoração da chegada da Família Real, onde as pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias. Hoje, o Carnaval brasileiro é um dos mais importantes do mundo, seja no Rio de Janeiro e São Paulo, com os desfiles, com o frevo de Pernambuco, ou mesmo nos trios da Bahia, nos Clubes mineiros, e o inusitado carnaval de Brasília mostrando a diversidade cultural do povo brasileiro.
Mas o Carnaval tem também um cunho religioso. É a festa popular que antecipa a Quaresma, que é um período de abstinência e de preparação para a Páscoa. A Páscoa teve origem com os judeus, que rememoram a fuga do Egito por Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão do Faraó Ramsés II.
Para os cristãos, a Páscoa adquiriu novo significado. Celebram a vitória da vida sobre a morte com a ressurreição de Jesus. A Páscoa Cristã coincide com a Páscoa Judaica porque, justamente no período em que os judeus celebravam a Páscoa, Cristo foi julgado e morto pelo império Romano. Não se pode esquecer também que o Cristianismo surgiu a partir da religião hebraica.
Apesar da data estar se tornando cada vez mais comercial os ovos distribuídos nesta data também possuem um significado. O ovo simboliza a vida nova, bem como o coelho representa a fertilidade.
O Dia da Páscoa é comemorado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia posterior a 21 de março, dia do Equinócio de primavera no Hemisfério Norte, não pode, porém, ultrapassar o dia 25 de abril. Caso isso ocorra, antecipa-se para o domingo mais próximo. Assim o carnaval ocorre 47 dias antes, na terça-feira e precede a Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma. A data da Páscoa foi estabelecida no concilio de Nicéia, em 325.
Como calcular a Páscoa em 2012:
- No ano de 2012 o carnaval será em fevereiro, mais precisamente no dia 21.
- A primeira lua cheia após 21 de março será no dia 06 de abril.
- O próximo domingo após a lua cheia é dia 08 de abril, ou seja o dia da páscoa.
- Do dia 21 de fevereiro ao dia 08 de abril são 47 dias, que é o período da quaresma.
- O Período que corresponde a quaresma ( 40 dias) vai do dia 21 ao dia 01 de abril, finalizando no domingo de ramos, pois o restante da semana santa (7 dia) finaliza-se no domingo de páscoa.
Prof° Vítor Andrade.'.
Professor de História
Pós Graduado em História da Maçonaria
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