12 de out. de 2012

Parabéns ao Professor.


                                                                          *Profº Vítor Andrade

Mais um ano se passa e mais uma vez estamos aqui, felicitando nossos heróis anônimos. Aqueles à quem muitas vezes vamos até a porta da escola, deixamos nossas sementinhas com eles e vamos embora, confiantes que nossos filhos estão nas mãos de profissionais, pessoas que levaram muitos anos para serem chamados: professor!

Seja no setor público ou no setor privado a educação é a chave com a qual podemos abrir todas as portas possíveis, mas para isso é necessário dirigir um olhar diferenciado ao professor. O Estado precisa compreender que a educação não é moeda de troca e não é gasto ou despesa, ela é investimento. O dono de escola particular precisa saber que o professor não é fonte geradora de lucro ou vendedor de educação, ele é agente formador de opinião para uma  sociedade mais justa e perfeita.

A educação no Brasil sempre foi motivo de assuntos políticos, comemora-se o dia do professor dia 15 de Outubro por um decreto do Imperador D.Pedro I que já se preocupava com a educação no Brasil. O dia é oficializado, inclusive com feriado pelo então presidente João Goulart (Decreto nº 52.682/63). Além de um dia no calendário, o professor precisa de mais atenção, de mais saúde, de mais proteção. Não podemos deixar a educação morrer. Pais não encarem a escola como um ponto de refúgio para os filhos. Professores assumam seu verdadeiro papel protagonista. Alunos enxerguem na educação, e na escola um local de serem felizes, e o professor como seu amigo preocupado com seu futuro. Sindicatos de professores  não sejam uma extensão de partidos políticos e do governo, para que possamos dar legitimidade em nossas ações, correspondidas com conquistas e aval da sociedade.


A educação é vista como algo necessário, mas ainda não é interessante ao poder público investir nela, vivemos em um país que possui 16 milhões de analfabetos, e  26% da população vivem abaixo do nível da pobreza, isso sem levar em conta os que vivem na pobreza absoluta, é a 6ª potência do mundo e a melhor universidade brasileira classificada no ranking mundial é a Universidade de São Paulo –UsP em 158º ( dados dados  da revista Times Higher Education –THE – Revista Números de Educação Superior de 2012), atrás de Universidades como de Jerusalém e Singapura, aqui analfabeto vota, professor dar aula de baixo de lona, mas em compensação em termos de modernidade nosso Senado que só perde para o senado Estadosunidense, por que não se copia o modelo deles na educação onde no ranking das melhores universidades do mundo possui 44 entre as 100 primeiras universidades classificadas?Lá se valoriza o professor.


Professor é verbo, é presente, é passado, é futuro, o professor é vida, legalidade, segurança. Ele é um dos profissionais pelo qual todos devemos passar. O primeiro é o médico na hora em que nascemos, mas este também teve que passar por dezenas de professores, grandes homens da humanidades passaram pelos professores, e muitos ainda passarão.

 O professor é aquele que leva horas e mais horas, elaborando provas, preparando aula, corrigindo, lançando notas, muitas vezes distante da família, da vida social, dos filhos,  na semana, nos fins de semana, feriado, esgotado mental e fisicamente, muitas vezes sofrendo pressão em suas escolas, de direção, de pais, mas mesmo com tudo isso ele se orgulha e diz: sou professor! E todo esse trabalho feito anonimamente, na frente de um livro ou de um computador ele ergue a cabeça em mais dia e dá sua aula, por isso merece respeito, por isso merece ser honrado, e valorizado, pois a profissão de professor é redentora deste país.

A escola deve ser um local de partilha, de troca de experiências, vamos cuidar de nossos professores para que eles continuem regando todos dias os jardins da vida, e que nossas sementes se tornem frutos sadios. Professor continue acreditando, você é o profissional que a sociedade tem de melhor, e o que você produz, é o que ela colhe  com mais sabor, a educação, por isso professor você merece ser feliz. Mestre muito obrigado Parabéns Professor!!!


*Profº Vítor Andrade
Professor de História
Diretor do Sindicato do Professores em Estabelecimentos Particulares do -DF Diretor da CUT-DF


21 de ago. de 2012

O Individualismo e o patrimonialismo no Brasil O Público e o Privado



*Vítor Andrade

O individualismo e o patrimonialismo no Brasil, infelizmente, ainda  é confundido com o privatismo. Na primeira impressão  podem parecer sinônimos mas não são. No Brasil a privatização começou logo cedo, com o Português Fernando de Noronha. Em 1504 com o nosso país recém descoberto, o então Rei de Portugal D. Manuel I, na data de 16 de Fevereiro, entregou carta patente dando direito de Fernão de Noronha ou Fernando, a explorar, a ilha, sendo a primeira capitania hereditária do Brasil, logo depois D. Manuel I doou, como se fosse dele, a Ilha para Fernando de Noronha.

Nosso país ainda não conseguiu separar o Estado da vida privada, e o que se vê é a cada dia a população mais revoltada, principalmente quando se fala da vida política partidária. Como dizia o gaúcho Barão de Itararé ou  Aparicio Torelli: "Certos políticos brasileiros confundem a vida pública com a privada", aliás, Barão já é um titulo nobiliárquico, que foi muito distribuído no período colonial e imperial, o Barão pertence a Nobreza do Estado, no caso monarquista, mas Aparicio utilizava esse titulo como pseudônimo,  para criticar o Estado. Dom Pedro I, Defensor perpétuo do Brasil, quando foi jurar a constituição de 1824 declarou que defenderia a  nossa  constituição se ” fosse digna do Brasil e de Mim.”

O Brasil infelizmente pulou algumas etapas sociais, como toda a beleza contrastada e  rebuscada da Idade Média, o Brasil é “descoberto” em 1517. Enquanto aqui havia exploração, na Alemanha Lutero já havia questionado o Poder da Igreja Católica com alta carga de renascimento que nós não sentimos em nosso processo de formação.

O divisor de águas da Idade moderna para a Idade Contemporânea é a Revolução Francesa em 1789, mas não podemos esquecer que mais de 100 anos antes a Inglaterra já havia realizado a revolução puritana, já havia discutido o modelo de Estado e já havia  cortado a cabeça de seu Rei. A América Anglo saxônica, já havia declarado Independência, e o Brasil ainda era colônia, quando nós ficamos “Independentes” muitos outros países Latino-Americanos, já estavam independentes. Só para citar: Perú e Venezuela entre outros,  o que dizer de nossas Universidades, uma das primeiras  Universidade da América-Latina é a do Peru em 1551, e a do Brasil é do Amazonas em 1909, segundo o livro dos recordes e a própria UFAM, e com as leis brasileiras.

O Brasil, não viveu as Revoluções Industriais, nós não passamos por duas Guerras mundiais para termos que  construir e reconstruir um Estado, o próprio Deodoro da Fonseca que fez a nossa proclamação da República era monarquista, e não sabia se gritava Viva a Monarquia ou Viva a República, ou seja a construção do povo brasileiro foi feita às avessas, misturando o público como privado. Quando fizeram a “abolição da escravatura”, poderiam ter feito a Reforma Agrária. Soltaram os ex-escravos nas ruas, e ainda indenizaram os senhores de escravos, sendo que o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão no mundo.

Quem não se lembra do Ministro do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que disse certa vez: “Gente, cachorro também é gente” quando foi flagrado levando seu cachorro para passear em carro oficial. E não para por aqui, é ministro viajando de avião pago por empreiteira, é lobista dando presentes de fim de ano para funcionários do Governo, é a Máquina pública inchada de cargos em comissão para fazer propaganda política.

E o que dizer de nosso Judiciário, que não presta contas para a sociedade. Tem motorista levando filho de ministro para escola e até para faculdade, e o mais inusitado o motorista atrapalhado ou cheio do poder ainda estacionou o carro oficial na vaga para deficiente. Ainda tem ministro que diz: “Eu sou Ari Pargendler e você está demitido!!!,. No filme Cidade de Deus tem uma cena em que um personagem grita: Dadinho é o C... meu nome agora é Zé Pequeno, quem falou que a boca é tua!”, resumindo: eu é quem mando nisso aqui é meu, em ambos os casos.

O Estádio do Curintia  é uma obra privada, feita com dinheiro público, afinal é publico ou privado? Nossa sofrida e mal remunerada policia militar é quem faz a segurança dos torcedores nos jogos, alguém sabe me dizer por quê? A PM ao invés de ir para as ruas vai para os estádios, e ainda vem o Ricardo Teixeira dizer que não deve prestar contas à sociedade. Por que somente a Globo tem direito a exclusividade em jogos da seleção de jogadores nascidos no Brasil?
É o público misturado como privado, mas só para os ricos. O pobre se contenta em por carro na calçada, em fazer calçada desnivelada, em por cone de ferro e por até corrente para ninguém passar. Infelizmente quem vê os poderosos fazendo o que querem, quer fazer aqui em baixo o mesmo, mas de acordo com seu poder. Acabaremos com isso quando? Quando o professor, for valorizado, motivado, bem remunerado, e os alunos puderem ter um professor idealista, que dá aulas com prazer, em uma escola bem equipada. Em um Brasil com tantas desigualdades, haja ao menos igualdade entre alunos e mestres, lembrando que igualdade não é ausência de hierarquia. E é assim que sonhamos, acreditamos e assim será.



Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim


*Vítor Andrade
Professor de história
Pós graduado em História da Maçonaria
Diretor do SINPROEP-DF

22 de jul. de 2012

O problema da violência, um problema para os pais.


* Vítor Andrade.'. 
Tenho a preocupação  com  a educação, e com o futuro de nosso país, que passa pelo professor e pela sala de aula, a cada dia que passa o profissional de educação lida com as mais diversas situações. Acredito que tudo deve ser foco de estudo, assim como tenho reparado no comportamento de muitos alunos ao longo dos últimos três anos. Uma característica tem me deixado muito preocupado  é a questão da violência, e aqui não adianta dizer que sempre foi assim, ou que no meu  tempo não existia ou existia, pois ultimamente a agressividade tem sido  maior, comprovado estatisticamente.

Alguns motivos devem ser considerados, quando em alguns anos atrás se reportava ao BOXE que era uma luta considerada  marginalizada, um esporte que quem praticava ou assistia recebia várias criticas taxado como um esporte violento, o que na opinião de muitos educadores é sim violento. O pugilismo surge na Inglaterra em meados do Século XVII, mas que nas olimpíadas da antiguidade já era utilizado, hoje é um esporte olímpico, até os anos 90 eram televisivas várias  lutas, mas foi perdendo sua força para um esporte, que enquanto o boxe “bombava” ele apenas nascia: a “luta - livre” que anos mais tarde viraria UFC, com o estilo MMA ou no português Múltiplas Artes Marciais,  transmitido nos anos 2000 por uma emissora de TV aberta brasileira em ascensão para todos os lares, no horário em que a maioria da família estava em casa, aos sábados a noite.

Muitos socos, muitos chutes e muito sangue escorriam pela tela da TV, enquanto  inspirava jovens a irem a ruas e academias de luta para praticarem golpes que a principio seriam de defesa pessoal, mas infelizmente estamos lidando com um esporte que tudo pode, que todos podem praticar e não adianta dizer que os atletas pregam boas praticas e que é um esporte como qualquer outro, que não é, esse esporte está indo para os lares para a sala de aula,  quem pôde ver a luta do “atleta” Anderson Silva tido como um verdadeiro mestre por que é calmo e tem voz fina, me senti assistindo um jogo de  futebol ao ver o  Sr Galvão Bueno narrar: “ direita, esquerda, direita, esquerda, esquerda, direita...” e comentar ao total foram  nove golpes, parecia o Galvão dizer: “ lá vai Ronaldo, driblou um , driblou dois, driblou Três...”, permito aqui me dizer que nunca havia assistido uma luta, mas resolvi assistir depois de presenciar que  nas ruas haviam  até apostas, como se fosse rinha de briga de galos, e ao final ouvir o jargão : “ Brrasilllllll”, poderia ter sido um homicídio culposo via televisão, e o a Brasil teria um vencedor,  a TV dita o que o povo deve ver, e o povo aceita. Os  Engenheiros do Hawaii diziam: A história se repete, mas a força deixa a estória mal contada, e o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante fascinada.
Desculpem-me os lutadores, os que assistem os que defendem, mas nós educadores somos totalmente contrários, estão assistindo ao MMA crianças, adolescentes, nas lojas de brinquedos estão expostos bonecos de lutadores de MMA, vendidos como  brinquedo e não como de colecionadores, é difícil o controle de acesso, mas o Estado tem que perceber que uma simples luta pode ser tornar um problema social, quem  lê esse artigo acha que é um mero exagero ou que é mais um educador fazendo proselitismo pela paz, mas não é, estamos lidando com isso diariamente, mas não digo apenas de agressão física é a agressão verbal, é o “Bullyng”, e tudo isso passa pela família, ela deve estar presente na vida de jovens e crianças como um ninho de compreensão de amor, e não apenas para apagar conflitos, incendiados muitas vezes pela ausência em coisas simples como perguntar: “ como foi o seu dia na escola hoje?” ou ir as reuniões de pais alunos e mestres nas escolas, famílias de pais, juntos ou separados têm que viver a vida de seus filhos junto com eles, sendo participativos e orientando.

A Criança segundo Vygotsky, possui  funções psicológicas que caracterizam-se por  reflexos,  e os processos mais complexos ou superiores, é o que ele dizia , nos permite diferenciar dos demais animais, e que  tudo se forma e se diferencia pelo aprendizado, é o fato de uma criança ter condições vitais e biológicas de  falar e  se desenvolver, mas só se desenvolverá sua fala, interagindo como pessoas mais velhas que já desenvolveram a habilidade de falar. Portanto nossas crianças e jovens estão aprendendo cada vez mais cedo o que é violência, o que é palavrão, o que é a sexualidade muitas vezes aprendida com a pornografia. Portanto nós pais, educadores, adultos,  reflitamos que exemplo deixaremos para as gerações futuras, e se estamos educando, se estamos sendo bom exemplo, pois nossas crianças e nossos jovens serão nosso reflexo, não importando como ele será, se a violência está em alta paremos para pensar, até que ponto não sou eu o responsável, até que ponto a TV está educando meu filho e até que ponto não estou deixando para o professor fazer o que eu deveria estar fazendo, portanto “ eu fico com a pureza da resposta da criança...”

15 de jun. de 2012


                                  17 de Junho de 1822  Fundação do Grande Oriente do Brasil


Na data de 17 de junho de 1822, foi fundado o Grande Oriente do Brasil. A maçonaria do Brasil passou a ser uma potência e não mais vinculada ao Grande Oriente Lusitano, ou da Ille de França. Encontravam-se os Maçons reunidos no Rio de Janeiro em sua única Loja Regular, a Loja Comércio e Artes, conduzido pelo Capitão João Mendes Viana, que após ler os artigos da constituição do Grande Oriente do Brasil (na época chamada Brasílico), aclamaria José Bonifácio de Andrada e Silva como o Primeiro Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira, e o Primeiro Grande Vigilante [1] foi Joaquim Gonçalves Ledo, foram empossados os demais cargos dentro do Grande Oriente, as três primeiras Lojas instaladas foram: Comércio e Artes, Esperança de Niterói e União e Tranqüilidade, essa em homenagem ao príncipe D.Pedro I, em função ao “Dia do Fico”.
A data de fundação do Grande Oriente do Brasil é importante para a historiografia nacional, e para a Independência do Brasil, foi um dos momentos marcantes que antecedeu a Independência do Brasil, ocorrido no Estado brasileiro. Em ata registrada do Grande Oriente do Brasil, datado de 02 de Agosto de 1822, em sua 09ª Sessão:

O Grão-Mestre da Ordem, então, o conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, proposto para ser iniciado na Ordem S.A. D. Pedro de Alcântara, Príncipe Regente do Brasil e seu defensor perpétuo. E sendo aceita a proposta, com unânime aplauso, e aprovada por aclamação geral, foi imediata e conveniente comunicada ao mesmo proposto, que, dignando-se aceita-lá compareceu logo na mesma Sessão e sendo também logo iniciado no primeiro Grau de aprendiz.[2]

Para o grupo do partido brasileiro dentro da maçonaria, principalmente liderados por Gonçalves Ledo foi fundamental para a Independência brasileira a iniciação do Príncipe Regente. Com o príncipe Maçom, poderiam facilmente envolvê-lo em discussões dirigidas à Independência. Além disso, estando D.Pedro dentro das discussões presentes na Maçonaria, a solução mais plausível seria de tornar o Brasil um país independente, porém monárquico. Acredita-se que este seria mais uma dos motivos das farpas trocadas por Ledo e Bonifácio.
No campo político, a separação entre Brasil e Portugal se tornava cada vez mais evidente. Antes do retorno de Dom João VI a Portugal, ele já antevia que mais cedo ou mais tarde a emancipação política do Brasil viria a ocorrer. Consta que haveria dito a D.Pedro: Pedro se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar do que para algum desses aventureiros. Mesmo com a convocação de D.Pedro à Corte para se fazer uma constituição brasileira, a Independência já estava sendo construída, apesar da forte oposição entre os grupos existentes principalmente o grupo liderado por Ledo que defendia o voto estendido a todos brasileiros e o grupo de Bonifácio que além de contrário a república, defendia o voto apenas de quem possuía grandes propriedades.

Para a primeira direção da Maçonaria brasileira foram assim em possados:

"Eu Profº Vítor Andrade, de livre acordo  e vontade , na presença do Supremo Arquiteto do Universo, que lê no  meu coração  e de todo povo maçônico brasileiro aqui apresentado, juro não revelar  a profano algum nem maçom deste ou outro qualquer Oriente  a palavra sagrada da Ordem, e a de passe deste Oriente assim como todos os segredos que são concernentes ao lugar de Grande Delegado do Grande Oriente do Brasil, tanto nessa ocasião como em outra qualquer exceto ao meu futuro sucessor.
....
empregar todos os meus esforços , sempre que necessários a bem de todos os maçons e de sustentar as causas do Brasil, quando compatível com minhas faculdades. E se perjurar qualquer dessas obrigações , de novo me submeto às penas dos meus graus a ao desprezo e a execração pública.

Assim Deus me Salve!

Após juramento assinam:

José Bonifácio de Andrada e Silva Grão Mestre
Joaquim Gonçalves Ledo 1º Grande Vigilante
João Mendes Viana 2º Grande Vigilante
Grande Orador Januário da Cunha Barbosa
Grande Secretário Manoel José de Oliveira
Grande Chanceler Francisco das Chagas Ribeiro

Oriente do Rio de Janeiro, 17  de Junho de 1822.



[1]              O Primeiro Grande vigilante é o substituto direto na ausência do Grão-Mestre.
[2]              CASTELLANI, José. A Ação secreta da Maçonaria na Política Mundial. São Paulo: Landmark, 2007, p.68.             

10 de jun. de 2012


                                                         Algo cheira mal na  PMDF

Toda promessa política de campanha tem três pilares fundamentais, saúde, educação e segurança, aqui me restringirei a comentar sobre a segurança pública, pois sempre me dirijo a comentar sobre educação.Brasília nos últimos anos aumentou consideravelmente a sua população e também os índices de violência, claro que nem se comparam a dados de outros Estados, mas se analisarmos em termos  proporcionais é a capital que mais tem crescido o estado de violência. Dados da própria PMDF dizem que somando quartéis e PCS (postos comunitário de segurança), a PM possui 271 unidades, todas elas vigiadas e controladas por policiais militares, com a finalidade de conter a violência.

Mas informações veiculadas no último 04 de junho de 2012, foi anunciado  a mais nova e “brilhante” saída para  resolução de falta de efetivo e combate a criminalidade, o comando da PMDF decidiu contratar empresas de segurança terceirizada para  tomar conta das unidades, segundo o Coronel  Cintra a medida seria para preservar o patrimônio das unidades e liberar 1.400 policiais para rua, agora me respondam o que tem de tanto valor num PCS para precisar de um vigilante tomando conta? Lá tem um computador de péssimas condições e sem internet,  uma cadeira e um banheiro, concordo plenamente em mais policiais na rua, mas para que um vigilante tomando conta disso? É melhor fechar os postos e por policiais na rua, pois muitas vezes os pm’s não podem nem sair de onde estão para atender ocorrências. Ou acontecer como no Guará há tempo atrás que colocaram fogo num PCS.

Já foram  terceirizados os serviços do 190 e não deu certo, e agora querem terceirizar a vigilância do patrimônio da PM? Ou será que na licitação e concorrência terão mais coisas, além de contratação de serviços? Licitação sempre cheirou a sujeira no Brasil, o Coronel ainda diz que trás economia para o Estado pois um policial custa quase três vezes mais que um vigilante, mas terceirizar gera gastos e o preço sairá por quase o mesmo tanto de um policial militar.

Será que o palácio do Buriti e a segurança do governador serão feitas por vigilantes? Isso é um absurdo, é brincar com a cara da população e com a própria corporação da PMDF, com isso o coronel acaba por afirmar que os PCS não resolvem o problema  e a demanda da população, que a policia militar não tem efetivo suficiente para atender o cidadão, e ainda por cima assume que o número de agregados ou seja policiais que não estão a serviço da PM e estão lotado em outro órgãos da administração pública, é uma ingerência total do Estado, que já inclusive colocou vigilantes nas escola públicas do DF e não resolveu o problema de violência nas escolas. Se um cidadão for a um PCS e falar que precisa de um atendimento devido a um assalto e não tiver nenhum PM no posto e que o vigilante irá fazer? Nada, pois não é policial, se fizer algo e der errado de quem é a culpa? Então a finalidade é vigiar um computador velho? Ou controlar entrada e saída de veículos nos quartéis?

Estão terceirizando a policia, A educação, as salas de aula estão abarrotadas de professores temporários, a saúde o hospital de Santa Maria foi uma tentativa de terceirizar a saúde e não deu certo, algo cheira mal na PMDF, os policiais assim como servidores da saúde e educação merecem mais respeito, mais salário digno e moradia, e terceirizar não é a solução, é preciso concurso público e qualificação, e o governo um pouco mais de respeito ao povo, e parar de brincar com nossa cara. Terceirização da PMDF não!

22 de mai. de 2012


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33ª SEMANA DE HISTÓRIA DO UNICEUB
TEMA: LEITURAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA

 22/maio
 (terça-feira)
 Local: Salas de Aula do Bloco 6

19h30- 22h30: Simpósios Temáticos
ST 01: Sala 6106
ST 02: Sala 6107
ST 03: Sala 6108
Sessão I- Mesas de Comunicações Coordenadas




“A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL- 1822” por VÍTOR ANDRADE.


Data: 21 a 25 de maio de 2012

Introdução

A Semana de História do UniCEUB consiste em um importante espaço de articulação entre pesquisa e formação acadêmica para nossos estudantes. Em sua 33ª edição propomos ampliar o seu âmbito de atuação, debatendo publicamente temas relevantes para a historiografia produzida no Brasil. Este evento concede um espaço privilegiado ao debate dos estudos e pesquisas que vêm sendo desenvolvidas pelos docentes, pós-graduandos e graduandos em História e de áreas afins do Centro Universitário de Brasília e de outras instituições do Distrito Federal. O tema desta edição foi escolhido em reunião do colegiado, após consulta prévia entre os estudantes, sendo intitulado “Leituras Contemporâneas da História”. Tal tema busca contemplar as diferentes possibilidades de leitura e produção no campo historiográfico, enfatizando novas abordagens inscritas na contemporaneidade e em especial, os diálogos interdisciplinares estabelecidos nos meios acadêmicos entre a história e outros campos de conhecimento.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES- 33ª Semana de História do UniCEUB
21/maio
(segunda-feira)
Local: Auditório do Bloco 8
19h30
- Apresentação do Coral UniCEUB
- Conferência de Abertura com Prof. Dr. Marcos Silva (USP)
“Escrever e Ler História- Perspectivas Contemporâneas”: Comentário do Palestrante: Habituamo-nos a ler e escrever uma Historiografia erudita que circula entre pares, pessoas que, como
2
nós, têm formação universitária em História ou áreas próximas. Essa tradição favorece uma leitura e uma escrita rigorosas técnica e teoricamente, conquista importante. Em contrapartida, limita a circulação do conhecimento que produzimos, transforma-o numa espécie de protocolo de reconhecimento entre iguais ou de exclusão daqueles que são considerados incapazes para atingirem um nível de excelência acadêmica. Um desafio que os profissionais de História enfrentam é ultrapassar aquele limite, preservando patamares de qualidade em sua produção. O debate sobre Ensino e Difusão (escritos para-didáticos ou de divulgação, organização de exposições, internet etc.) é uma via para procurar realizar aquela superação.
- Coquetel com Lançamento de Livros: “RIMBAUD ETC. - HISTÓRIA E POESIA” (Hucitec, 2011); e “VER A HISTÓRIA - O ENSINO VAI AOS FILMES” (Hucitec, 2011).



 22/maio
 (terça-feira)
 Local: Salas de Aula do Bloco 6

19h30- 22h30: Simpósios Temáticos
ST 01: Sala 6106
ST 02: Sala 6107
ST 03: Sala 6108
Sessão I- Mesas de Comunicações Coordenadas

19h- 19h15: Intervenção Cultural (Centro Acadêmico de História)

 ST 01 (Sessão I)- História, Raça e Gênero- Coordenação: Prof. Joelma Rodrigues e Prof. Salatiel Ribeiro
“Africana womanism: outra perspectiva sobre raça e gênero” por Joelma Rodrigues da Silva (UniCEUB)
 “Mulheres mágicas: autonomia e cura de corpos, saberes populares tradicionais e a construção de conhecimentos não-hegemônicos” por Jéssika da Silva Montanha (UniCEUB)
 “Sobre mulheres e mitos: representações históricas sobre gênero” por Aline Casulari Pinhate (UniCEUB)
 “Homossexualidade e ambiente escolar: a teoria queer como proposta para formação inicial e continuada de professores” por Vinícius Lopes Torres (UniCEUB)

 ST 02 (Sessão I)- Direito, Justiça e Memória- Coordenação: Prof. Ana Catarina Zema e Prof. Marcelo Tadeu dos Santos
 “As políticas do perdão e a reconciliação na Austrália e no Canadá” por Ana Catarina Zema de Resende (UniCEUB/ UnB)
 “Marbury v. Madison (1803): o judiciário americano e a conquista de sua autonomia” por Eduardo Ubaldo Barbosa (UnB/ UniCEUB)

“A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL- 1822” por VÍTOR ANDRADE.



 “A construção mitológica do herói – de Gilgamesh a Tiradentes” por Denilson Alexandre Coelho (UniCEUB)

 ST 03 (Sessão I)- Fontes Documentais e Pesquisa Histórica- Coordenação: Prof. Cristiane Portela e Prof. Deusdedith Jr.
“Historiografia goiana: quando a história escrita se torna documentos” por Deusdedith Rocha Jr (UniCEUB/ UnB)
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“Brasília para além do mito fundador: W3 Sul memória coletiva” por Marcelo Emanuel dos Santos (UniCEUB)
“Eu até hoje sou amigo do Núcleo Bandeirante: identidade local e fontes documentais para uma história do DF” por Henrique Medeiros Alves Fernandes (UniCEUB)
“Pensar Brasília, pensar história, pensar cinema” por Anna Lorena Morais (UniCEUB)
“Cinema é mais do que agente da história” por Jéssyca Lorena Alves Bernardino (UniCEUB)
23/maio

(quarta-feira)
 Local: Salas de Aula do Bloco 6

19h30- 22h30: Locais dos Simpósios Temáticos
ST 01: Sala 6106
ST 02: Sala 6107
ST 03: Sala 6108
Sessão II- Mesas de Comunicações Coordenadas
19h- 19h15: Intervenção Cultural (Centro Acadêmico de História)

 ST 01 (Sessão II)- História, Raça e Gênero- Coordenação: Prof. Joelma Rodrigues e Prof. Salatiel Ribeiro
“A representação do feminino como exercício de subversão no discurso fílmico de Glauber Rocha” por Salatiel Ribeiro (UniCEUB/ UnB)
“O processo de construção da identidade do jovem negro” por Lívia Gomes de Luccas (UniCEUB)
“Três ensaios conjugados sobre a questão quilombola” por Ylian Augusto César Thediga Pires (UniCEUB)
“Reflexões sobre identidade negra e análise da revolta dos malês no livro didático de história” por Manuela de Novaes e Silva Alves (UniCEUB)
 ST 02 (Sessão II)- Direito, Justiça e Memória- Coordenação: Prof. Ana Catarina Zema e Prof. Marcelo Tadeu dos Santos
“Repreender o mal e conservar o bem: o papel do monarca no antigo regime em Portugal” por Marcelo Tadeu dos Santos (UniCEUB)
“Um estudo das teorias de Benjamin aplicadas à poética de Maiakovski” por Rafael Rangel Goulart (UniCEUB)
“O Presidente Negro” por Bruna Santana Fernandes (UniCEUB)
“Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: compreensões de cidadania por Miguel Alves dos Santos” por Gleno Ervandil Faria da Costa e Julio Cesar Fernandes de Souza (UniCEUB)
“Política e Cotidiano em Santa Maria” por Aline Corrêa Viana (UniCEUB)
 ST 03 (Sessão II)- Fontes Documentais e Pesquisa Histórica- Coordenação: Prof. Cristiane Portela e Prof. Deusdedith Jr.
“Reflexões sobre um percurso metodológico: notas sobre pesquisa histórica e documental” por Cristiane de Assis Portela (UniCEUB/ArPDF/UnB)
“Representações acerca dos indígenas de Goiás: investigando a revista do IHGB (1839-1889)” por Isabel Escobar Crescencio (UniCEUB/ UnB)
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“Águas Lindas: uma história contada por anônimos” por André Magalhães de Souza (UniCEUB)
“Brasília: quase uma segregação perfeita” por Joseil Geraldo Martins (UniCEUB)
”Entre sonhos, utopias e realidade: a presença da mulher no cotidiano dos movimentos sindicais” por Aurora da Silva Pereira; José Rubevan de Oliveira Lucena e Nayara Magalhães dos Santos (UniCEUB)
24/maio

(quinta-feira)
Local: Auditório do Bloco 8
19h30
- Conferência de Encerramento- Prof. Ms. Leandro Bulhões (UnB)
“Olhos novos para o novo: dilemas e perspectivas do fazer e viver a história”
Comentário do palestrante: “Olhos novos para o novo”! Esta frase, proferida pelo poeta baiano Pedro Kilkerry, em 1913, traz à tona a necessidade da novidade de espírito dos sujeitos em relação às inúmeras possibilidades de interação destes com os movimentos da história. Nesta perspectiva, o “novo” é um fenômeno que perpassa um “todo” constituído pelos eventos e indivíduos. Como a vida, a historiografia também é constituída de movimento. De que modo as recentes abordagens, temáticas e metodologias do fazer historiográfico podem transformar a História, a sociedade e os sujeitos?
- Coquetel com exposição de livros para aquisição

25/maio
(sexta-feira)
Local: Ginásio de Esportes do Bloco 4
19h30- 22h30
Atividade Cultural de Encerramento (CA de História)
21 a 25/maio
(de segunda a sexta)
Locais:
Hall do Bloco 6
e
Hall do Bloco 8
Exposição Fotográfica – Arquivo Público do DF (ArPDF)
Tema: Brasília- retratos de uma história
Realização:
Curso de História do Centro Universitário de Brasília
Centro Acadêmico de História
Apoio:
Arquivo Público do DF

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Formato do evento e descrição
Durante a semana de 21 a 25 de maio de 2012 serão organizadas conferências, simpósios temáticos, mesas de comunicações coordenadas, lançamentos de livros, exposição de trabalhos em banners, exposição fotográfica e atividades culturais.

As inscrições são gratuitas e feitas online, por meio do site do UniCEUB e/ou do e-mail (historia@uniceub.br). As atividades acontecerão em dois espaços: Bloco 6 e Bloco 8. O Bloco 6 é o espaço reservado para os simpósios temáticos com apresentação de comunicação coordenada e atividades culturais. Para as Conferências e Lançamentos de Livros será utilizado o Auditório do Bloco 8.
As conferências possibilitam contextualizar o campo de produção historiográfica no Brasil, estabelecendo interlocução com pesquisadores reconhecidos nacionalmente pela relevância de sua produção. É o caso de nossos conferencistas que farão a abertura e encerramento do evento: Prof. Dr. Marcos Silva (USP) e Prof. Msc. Leandro Santos Bulhões (UnB).

Os lançamentos e exposição de livros permitem divulgar a produção acadêmica dos historiadores da instituição e de pesquisadores convidados.

Os simpósios temáticos serão organizados pelos/pelas professores/professoras do Curso de História com o objetivo de abordar temas relevantes para o campo de produção da História, apresentando diferentes perspectivas historiográficas. Os temas são propositalmente abrangentes e dialogam entre si, o que nos permite alcançar o público alvo do evento: graduandos, estudantes egressos da instituição e pós-graduandos já envolvidos em atividades de pesquisa. Cada simpósio será coordenado por dois professores. Os simpósios serão compostos por mesas de comunicações coordenadas, espaço destinado para apresentação de trabalhos diversos, inscritos individualmente e previamente selecionados pelos coordenadores. Além do tempo disposto para a comunicação individual (15 min.), será reservado um momento para o debate entre os participantes da mesa e o público.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 01- HISTÓRIA, RAÇA E GÊNERO- Coordenação: Prof. Joelma Rodrigues e Prof. Salatiel Ribeiro
Proposta do Simpósio: Este simpósio configura-se como um espaço de troca de experiências de pesquisa entre profissionais da História e aspirantes. Tem como objetivo especular procedimentos teóricos e metodológicos que auxiliem na compreensão dos processos e dos dispositivos por intermédio dos quais as noções de realidade (e os papéis sociais) se cristalizam. Tem como foco os estudos que envolvem questões de raça e de gênero, e busca – a partir de uma perspectiva culturalista e pós-estruturalista – abordar as diversas estratégias de relações de força que condicionam (e são condicionados por) certos tipos de saber ligados àquelas categorias.

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SIMPÓSIO TEMÁTICO 02- DIREITO, JUSTIÇA E MEMÓRIA- Coordenação: Prof. Ana Catarina Zema e Prof. Marcelo Tadeu dos Santos
Proposta do Simpósio: O objetivo deste simpósio é o de estabelecer uma discussão que abarque a complexa relação entre justiça, direito e memória, procurando um diálogo que demonstre as possibilidades em torno de abordagens que se pautam no campo da História Social e Politica. Dentro desta perspectiva, abre-se a possibilidade de uma gama de novas análises, encontros e publicações em que os olhares sobre as questões politicas ultrapassam as velhas fórmulas limitadas pelas ações dos grandes homens e dos grandes feitos. Neste contexto, surgem novos estudos sobre o papel do direito e da justiça, onde a memória aparece como espaço de disputas que são configuradas por complexas teias de relações de poder e antigos conceitos são abordados a partir de novas perspectivas. Assim, pretendemos redimensionar as noções e conceitos acerca das ações individuais e coletivas, na medida em que são ampliadas as perspectivas das relações do politico nos vários âmbitos da vida social. Trata-se de um esforço no sentido de demonstrar a importância que os estudos sobre as ações politicas formais e informais, memória, biografias, cotidiano e cultura são fatores que enriquecem essa nova perspectiva no campo historiográfico.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 03- FONTES DOCUMENTAIS E PESQUISA HISTÓRICA-Coordenação: Prof. Cristiane Portela e Prof. Deusdedith Rocha Jr.
Proposta do Simpósio: Este simpósio busca constituir um espaço para interlocução entre pesquisadores – profissionais acadêmicos e em formação – que reflitam acerca das diferentes perspectivas de pesquisa histórica, e em especial àqueles que têm se dedicado à utilização de fontes documentais para tratar da história local e/ou regional - leia-se a história de Brasília e do Distrito Federal - em uma compreensão ampla e que sinalize novas proposições historiográficas. A expectativa é a de que possamos estreitar relações e articular uma rede de contatos para a troca de experiências, de forma que se estimule a contribuição mútua entre os historiadores e outros profissionais que trabalham com temas relacionados à história local/regional, incentivando assim o desenvolvimento de novas pesquisas que tratem o tema.

PRAZOS E ORIENTAÇÕES PARA ENVIO DE COMUNICAÇÕES INDIVIDUAIS
Para apresentação de trabalho nos simpósios temáticos:
As propostas de comunicação deverão ser encaminhadas até 15/05/2012 para o e-mail historia@uniceub.br, com o seguinte formato: resumo de 10 (dez) linhas, em fonte times new roman, tamanho 12 e espaçamento simples. Deve conter: título, nome completo, titulação e vínculo institucional do proponente e 03 (três) palavras-chave.

Para publicação dos textos completos nos anais do evento:
Para a publicação dos trabalhos nos Anais do evento, os proponentes devem encaminhar até 30/05/2012 o texto completo apresentado no simpósio, observando as seguintes características: o texto deverá conter entre 08 e 12 laudas, ser escrito em fonte times new roman, espaçamento1,5. As citações devem ser apresentadas com espaçamento simples, recuo 4,0 à esquerda, fonte 11.

6 de mai. de 2012

A.'.G.'.D.'.G.'.A.'.D.'.U.'.
Abolição da Escravatura.
*Prof.’. Vítor Andrade.’.

A lei 3.353 de 13 de Maio de 1888, foi assinada  pela então Princeza Imperial Regente, Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, mas este é apenas o desfecho de uma história de dolorosos capítulos de um problema não totalmente resolvido, onde tem inicio, meio e esperamos o seu fim.

A termo escravidão vem do latim SLAVUS, ou SLAVO,SCRAVUS  que significa uma pessoa ser dependente ou dominada da outra, acredita-se que em vários períodos da história muitas pessoas de etnia Slava foram capturadas e escravizadas. A escravidão está presente na Idade Antiga, presente no cotidiano do povo Grego, Romano, Hebreu, enfim a escravidão sempre existiu, mas, temos que deixar de lado um pouco a historiografia geral e focarmos o olhar na abolição da escravatura no Brasil.

Existem alguns pontos a serem considerados para entendermos a abolição no Brasil, o primeiro é que os africanos  já haviam sendo escravizados e escravizando desde a época das Cruzadas, a escravidão era um mercado bom e lucrativos para principalmente os Árabes. Outro ponto é que os próprios africanos como por exemplo na costa do Benin, Angola, eram povos que guerreavam entre si, e que naturalmente os perdedores desses conflitos serviam de escravos aos outros povos.

Entre os Séculos XV e XVI, a mundo  viveu o períodos das Grandes Navegações, o que para o período pós renascimento, ao qual o homem experimentaria novas vivências, entre elas descobrir novas terras, nesse novo contexto, Espanha e Portugal sairiam a frente, pois há indícios de que muito tempo antes já haviam outros povos explorando várias partes do planeta, no caso do Brasil os portugueses começaram a negociação escravista com a áfrica no século XIV no processo de colonização do continente, a África era um continente modestamente rico, pois fazia comercio com os árabes por muitos  séculos, trocavam escravos, ouro, marfim e em troca recebiam  jóias, sal, e alguns utensílios, data-se que em 1415 Portugal teria atacado violentamente Ceuta hoje localizada ao norte da África e parte da Espanha, sendo assim a primeira imposição de força para obtenção de escravos e outras riquezas.

O Brasil em 388 anos de escravidão recebeu aproximadamente 6 milhões de negros vindos da África,  uma  razoável quantidade de  escravos eram de origem islâmica, e outros tinham religiões próprias e oriundas da própria África, em termos de organização não se pode pensar que os escravos eram pacíficos diante de tal exploração, houveram Levantes populares, mortes, e fugas, e aqui cabe lembrar da formação dos quilombos. Por outro lado os índios foram sendo dizimados mas não tinham como características serem escravos,  a Igreja por um lado era contrária a escravização dos índios, já em meados do século XVIII o marquês de Pombal resolve proibir  a escravidão indígenas  por motivos políticos e econômicos.

A escravidão no Brasil passou pelo ciclo do ouro, da cana de açúcar, do café, mas com a chegada da família Real a situação começou a mudar, a corte precisava de serviçais, e o Estado também, e a mão-de-obra escrava negra era a mais utilizada. A corte não pretendia o fim da escravidão após a Independência em 1822 a escravidão viria a ser discutida por vários fatores, o próprio príncipe regente D.Pedro I não concordava com a idéia de escravidão, José Bonifácio de Andrada e Silva defendia a idéia de eliminação gradual da escravidão. Em 1831 após a abdicação do trono de D.Pedro I em favor do seu filho, e por pressões da Inglaterra forçaram o Brasil a declarar libertos todos os africanos que desembarcassem no Brasil, nosso Regente Feijó, haveria dito: “  é uma lei só para inglês ver”.

Já no segundo Império D. Pedro II, até mesmo pela sua formação moral e cívica , não tinha real noção do que seria mexer na questão da escravidão no Brasil, quando é decretada a Lei Bill Aberdeen e 1845 o Imperador tinha 20 anos, e tinha que governar desde o golpe da maioridade, sabia também que politicamente tinha que se sustentar com a Inglaterra, e que levou o Brasil a decretar paralelo a isso a lei Eusébio de Queirós, a lei proibiria o trafico mas não alteraria a condição de escravos no Brasil. Aqui cabe enfatizar vários homens livre e de bons costumes que trabalharam para abolir de vez e escravidão no Brasil, Eusébio de Queirós, Luis Gama, Antonio Bento, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Ruy Barbosa, todos pertencentes a Maçonaria Brasileira, que funcionava em sua maioria pelo fim da escravidão no Brasil, inclusive Lojas compravam cartas de alforria.

A Lei do Ventre Livre, foi elaborada pelo Maçom e diplomata Barão do Rio Branco, que teve uma brilhante atuação na política brasileira reformou o judiciário, ampliou a lei do habeas corpus entre outras, em 1871 aproveitando a viagem do imperador à África, apresentou a Lei do Ventre Livre a princesa Isabel, lei que considerava livres todos os filhos de escravos nascidos a partir da sua data, a expressão ingênuos era usada aos filhos de escravos nascido a partir dessa data, e podiam escolher ou serem recolhidos pelo Poder Imperial ou ficar com os seus pais nas casa dos senhores de engenho até completarem 21 anos, sem muita opção acabavam ficando com os pais e logicamente com os senhores de engenho voltando a condição de escravidão, às vésperas da abolição total dos 400.000 ingênuos, somente 118 ingênuos foram entregues ao governo - os proprietários optavam por libertar escravos doentes, e deficientes físicos .

A Abolição da escravatura foi o “apagar das luzes” do governo Imperial, já desfragmentado, já em crise, e que ainda por cima sofria forte pressão da Inglaterra para que fosse proclamada, mesmo com a proibição do tráfico negreiro de 1850, com a Lei do Ventre-Livre de 1871 e com a lei Saraiva de Cotegipe ou dos Sexagenários de 1885. A abolição era uma causa defendida por alguns clérigos, por jornalistas, políticos e muitos Maçons entre tantas personalidades que foram fundamentais no processo. Evidentemente que havia uma boa parte do parlamento contra a abolição, tendo em vista que o Brasil tinha sua base de sustentação econômica voltada para a agricultura.

Ao perceber que já não havia mais o que fazer e visto que a proclamação da República iria ocorrer, logo foi levantada a idéia de indenização a todos os senhores de terras, engenhos e latifúndios, mas a Coroa não dispunha de recursos para suprir tal indenização. Percebendo que o Estado não indenizaria esses senhores, eles resolvem então aderir ao Republicanismo e a oposição a Coroa
No Dia 13 de Maio de 1888 data escolhida pela princesa Isabel em homenagem a data de nascimento do seu Bisavô D.João VI, o Brasil tornava livres seus escravos, é um romance histórico todo o enredo, mas os problemas ainda não haviam sido sanados, não houve uma política de reparação de danos nem a escravos nem a Senhores de escravos, o que agravou a crise política e social do Império. Os negros se viam perdidos e perambulando pelas cidades e pelos campos, não houve uma política de reforma agrária. Há uma possibilidade gigantesca de que se tivesse sido feita reforma agrária neste  período as diferenças sociais do Brasil seriam menores. A Coroa havia perdido um pilar muito importante na sustentação de seu governo que eram as elites agrárias e senhores de escravos, O fim do tráfico negreiro enfraqueceria a economia e a Coroa deveria criar alternativas para sair da crise, o que não conseguiu fazer.

O Haiti foi o primeiro país a abolir a escravidão1794, colônia francesa e o último país a abolir a escravidão foi a Mauritânia em  1981.

Prof.’. Vítor Andrade.’.
Professor de História
Pós Graduado em História da Maçonaria
Diretor do SINPROEP-DF

22 de abr. de 2012


                                                                                             22 de Abril - " Descobrimento do Brasil"?
                                                                                                          * Vítor Andrade


Segundo a Constituição Federal de 1988, o Brasil no século XXI é organizado da seguinte maneira: a República Federativa do Brasil, formada pela União indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constituindo Estado Democrático de Direito. A construção de uma identidade nacional, do processo de independência e da formação de uma república, foi difícil, penosa, e até mesmo podemos dizer dolorosa.

A História nacional passa a ser contada a partir de 1500, com a chegada de Pedro Álvares Cabral ao país em 22 de abril de 1500. Esse é o marco precursor do Brasil, mesmo tendo evidências de termos sido visitados anteriormente por wikings, chineses e por Vicente Pizón, navegador espanhol que posteriormente integrou a primeira armada de Cristóvão Colombo,teria chegado ao Norte do País, ficando a terra descoberta conhecida como “Santa Maria da Consolação”. A versão é de que Pizón teria avistado o Rio Amazonas e pela dimensão do rio ter pensado que se tratava de um mar e ao provar a água, teria pronunciado: “A Água desse mar é doce”, assim denominado: “Mar Dulce”.

Como se pode perceber as evidências sobre a verdadeira origem do Brasil são muitas vezes contestadas, o próprio tratado de Tordesilhas de 1494, que servia para dividir terras descobertas e a descobrir, era um forte indício de que seriam encontradas novas terras, a disputa para definir se a primeira terra a ser avistada foi o cabo de Santo Agostinho (Pernambuco) ou a ponta do Mucuripe (Fortaleza) serve para defender que o Brasil pertencia à Espanha. O certo é que em janeiro de 1500 essas terras, hoje incorporadas ao Brasil, faziam parte da Espanha.

O fato concreto e sem proselitismos patrióticos é que em abril de 1500, Pedro Álvares Cabral, mesmo sabendo que o Brasil não foi descoberto e sim explorado, pois nativos já habitavam o território, povos que mais tarde seriam chamados de índios pela historiografia e  Pinzon haveria capturado alguns indigenas para levar em sua fragata. Ao que tudo indica Cabral teria se perdido em alto mar a procura das Índias e, ao avistar terra firme, achou que chegara as Índias nomeando aos que o recebiam de índios. O Rei de Portugal poderia ter enviado outros homens para mercantilizar com as Índias e, por que enviar Cabral que era um especialista em alto mar? Cabral não seria recebido nas Índias como foi recebido no Brasil, esperando cerca de três dias para descer em terra firme, esses fatos servem para demonstrar que já se sabia da existência do Brasil, que diga-se de passagem era o nome do pau-brasil, uma arvore nativa que ao ser partida ao meio tem ao centro cor parecida com brasa, e o diminutivo de brasa, na época, era brasil.

A Colônia

A partir de abril de 1500 o Brasil fazia parte da colônia de Portugal, e comumente neste período havia saques de piratas de várias partes do mundo à terras exploradas, a navios, etc... Assim era necessário que Portugal marcasse território, o governo do Rei D.João III, percebeu que seria mais fácil descentralizar o poder estatal e decidiu dividir as terras, formando capitanias. Cabral teria aportado aqui cerca de dois meses após Pinzon.

Essas capitanias eram hereditárias, ou seja, passadas de geração a geração, na verdade funcionavam como uma concessão de terras que eram doadas pelo Reino português a família de nobres para que povoassem e administrassem a colônia, com o objetivo de conseguir lucro e proteger a terra de invasões. A população no Brasil era de cerca de 70.000 habitantes, o que significa que não ouve sentimento de pátria. Os índios também não tinham sentimento patriótico já que essa organização e modo de pensar não faziam parte do modo de vida deles, eles queriam apenas suas terras sagradas e viver livres de incomodação.

O fato de ser perigoso, caro e não produtiva a colônia fez com que muitos nobres desistissem do negócio, assim o governo de Portugal resolveu criar os governos-gerais, que era um cargo nomeado pelo Rei. Era o cargo mais alto e importante da colônia, assim a capital nesse momento seria Salvador na Bahia. Também foram criadas as câmaras municipais como medida de descentralização administrativa, no intuito de tentar manter o controle de Portugal.

Nesse momento é possível identificar que o objetivo não era apenas de explorar, era também de povoar, mas povoar para lucrar e proteger, assim são criadas as cidades de Recife e Rio de Janeiro. Os jesuítas colaboram com este processo, mesmo se sabendo que o objetivo seria converter índios e servir de certa forma a coroa.

O Pacto Colonial firmou ainda mais o compromisso de enviar portugueses às terras novas, no intuito de iniciar uma cultura agrária, principalmente açúcar. O Brasil foi o maior exportador de açúcar dos séculos XVI e XVII, assim as primeiras povoações não-portuguesas, foram africanas e holandesas. Porém, o pacto deixava bem claro que a Colônia só podia negociar com a Metrópole, e com isso começava a surgir alguns descontentamentos e alguns comerciantes já insatisfeitos com a metrópole, um breve sinal de sentimento nativo, motivado por interesses econômicos.

A metrópole então dependia muito da colônia, e agora com o litoral povoado e protegido, produzindo muito, era hora de desbravar o interior do Brasil. Foram criados os “Bandeirantes”, que eram sertanistas, eram índios aliados aos portugueses, caboclos, e outros homens conhecedores das terras brasileiras. Pode-se falar aqui de conhecimento geográfico da terra, além de astrologia, geologia, podendo assim imaginar o que seria possível encontrar nessas terras despovoadas até então. Aqui já há indícios de formação da identidade, de um conhecimento, mas não autonomia. Também não eram nobres que desbravavam as matas, não eram cultos, e sim gente conhecedora de terras mas sem alto poder aquisitivo, assim como boa parte da civilização brasileira durante toda a sua história.

O objetivo até aqui não é citar apenas fatos como os tratados, ou como a economia e sim respaldar os fatos que geraram o povoamento no Brasil, e a construção de uma identidade, mesmo sendo colônia, para mais tarde quando for citada a República podermos fazer uma avaliação de nacionalidade. É evidente que a partir do momento em que se criam raízes é difícil retornar a situação de origem, os corajosos portugueses que vieram no inicio da colonização, tiveram filhos aqui, comercializavam e trabalhavam, mais cedo ou mais tarde iriam requerer direitos, independência, como realmente veio a acontecer.

Se o Brasil foi descoberto ou explorado, se foi Cabral ou  Pinzon,  nessa terra se plantando tudo dá!

*Vítor Andrade.'.
Professor de História.'.

www.blogdovitorandrade.blogspot.com

15 de abr. de 2012

Professor sim!!! Bandido Não!!!

*Vítor Andrade.'.

Os professores do Brasil já têm problemas demais para resolver, tais como baixos salários, falta de moradia, insegurança, motivação, e o Estado não consegue resolve-los, sempre envolto de greves que assola o país. Por fim, apareceu esses dias a operação Monte Carlo que tem por finalidade apurar supostos crimes de jogos ilegais, entre outros crimes.

Surpreendeu a todos nós vermos um promotor de justiça e senador envolvido com pessoas de conduta imoral e ilegal, pois é, e o que deixou-nos ainda mais tristes foi ouvir nas escutas da Policia Federal o Senador chamar o bicheiro de ” PROFESSOR”, Ora, por acaso nós professores temos a fama de praticarmos crimes de jogos ilegais e lavagem de dinheiro? Com qual autoridade este senhor que por enquanto ainda é senador, tem para chamar o bicheiro de “PROFESSOR”? Exercemos uma profissão que tem por objetivo formar cidadãos, homens e mulheres para servirem a sociedade com justiça e lealdade, numa profissão que ganha bem abaixo do salário de um senador da República, e muito menos que os milhares de reais e dólares que estes dois senhores estavam ganhando com irregularidades.

Já vi e ouvi inúmeros adjetivos para professor, mas sermos comparados com um bandido, essa foi o fim. Todo professor deve repudiar tal conduta e repassar sua indignação que já não são poucas e agora termos nossa profissão que não nos foi imposta ou colocada em nossas mãos por necessidade, mas sim por amor e dedicação, é duro ler e ouvir a minha profissão ser usada para esconder o nome de um corrupto, ficamos ao menos três anos na faculdade, passamos por seleções, cursos, pós, nos dedicamos ao que fazemos, para isso?

Espero que os alunos leiam o que foi dito por estes dois senhores, este senhor não pode ser considerado nem “professor do crime” ,pois nós não nos prestamos a tais condutas e quem faz isso deve receber outro codinome ou adjetivo. Por isso peço aos que ainda continuam cometendo crimes, não usem o nome “PROFESSOR”, em seus atos ilegais, não manche nossa categoria, não utilize na sua falta de ética e conduta a profissão que é a redentora deste país, que sofre mas continua firme, por que a luta continua, por tanto PROFESSORES SIM, bandidos jamais!

*Vìtor Andrade

Professor de História

Diretor do Sindicatos dos Professores em Estabelecimentos Particulares do DF-SINPROEP-DF

5 de abr. de 2012

A Fase do “Porque?” nunca acaba, Porque?

Vítor Andrade

A fase do por que, ou melhor dos porquês? É um assunto não apenas comportamental correspondente a fase da criança, mas que aflige os adultos no aspecto social e político. Segundo Piaget o período de desenvolvimento do individuo inicia-se no intra-uterino e vai até aproximadamente aos 16 anos que é o construtivismo seqüencial.


O Período intuitivo que vai aproximadamente dos 4 aos 7anos de idade é justamente o período que nós denominamos a fase dos porquês? Mas na vida política e social adulta, concluí que nada é concreto e tudo é abstrato. Outro dia me perguntava por que o Metrô-DF, está fechando o espaço cultural e a biblioteca nas estações e no lugar coloca caixa eletrônico? Muito abstrato.


Todos os dias eu me pergunto por que eu pago impostos duas vezes, eu pago imposto suficiente para o Estado me fornecer saúde pública, e ele não fornece e porque eu preciso pagar um plano de saúde para ser atendido no setor particular? Ou mais, por que tenho que pagar para ter educação pública de qualidade e tenho que pagar escola particular para meus filhos se quiserem fazer uma faculdade pública?Por quê? Porque a ordem é inversamente proporcional na maioria dos casos quem estuda na rede pública vai cursar faculdade na rede particular, e quem estuda na rede particular vai para rede pública, por quê?


No Distrito Federal até o dia que terminei este artigo tinha 90 homicídios nos quatro primeiros meses de 2012, sem contar assaltos, seqüestros relâmpagos e outros crimes, em uma cidade com aproximadamente 2 milhões e 600 mil habitantes , numa renda per capita de aproximadamente R$8.000,00 muito mal distribuídos, esses são dados do DF, mas aqui cada um e cada uma que recebe este texto pode avaliar seu Estado, e mais uma vez que pergunto: Por quê?


Por que vivemos num país em que a mortalidade infantil supera 19% Por quê? Talvez seja porque ainda temos secretários como o de Juventude do Distrito Federal que envia TWITTER avisando onde ocorrerá blitz, não percebendo que essa atitude pode destruir vidas e sonhos, e o governo para resolver o problema resolve, extinguir a secretaria e transformar em coordenadoria, e coloca como coordenador, sabem quem? O mesmo ex-secretário do TWITTER, que não fez absolutamente nada, e sabe por quê? Porque é incompetente moral e intelectual, por que se tivesse o mínimo de decência sumiria da vida pública, por ética ou vergonha. É assim que o Estado se preocupa com o jovens que são futuro e presente?


Mas por quê? Por que 14º e 15º salário? Mas por que o parlamentar não pode ter o salário de quando entrou no parlamento? Mas por que o professor não faz greve por que na frente da escola não tem faixa de pedestre? Por que a cerveja é mais barata que um livro? Porque tenho que pagar multas e na rua tem buraco que estragam os pneus dos carros que são arrumados em oficinas particulares? Por que o Estado só faz obras públicas oito da manhã ou ao meio dia? Por quê?


Porque chamamos o parlamento de um bando de palhaços ou que lá é palhaçada e não valorizamos a profissão do palhaço tão mal reconhecida, eles não merecem. E por que não fazemos nada? Por que no domingo ainda assistimos Regina Casé, depois pulamos pro Faustão, futebol, mais Faustão e Fantástico, o que tem de fantástico? Ah sim, tem o BBB com o apresentador que batia na esposa apresentando o programa, e quem diria mais de 20 anos atrás cobrira a queda do muro de Berlin.


Pois bem não saímos da fase do porque, e agora quando as crianças vierem com os famosos porquês? Tenhamos mais atenção com elas afinal elas são o futuro da nação e nela devemos depositar nossas esperanças de um mundo melhor, não como disse o Pelé no seu milésimo gol, que devíamos cuidar das criancinhas e depois saiu negando partenidade e a trocando por imóvel, as dúvidas que as crianças têm são as mesmas que nós temos, “mas eu fico com a pureza da resposta da criança”, elas não têm maldade, e por quê? Porque o Reino é das crianças, e o mundo é dos adultos.


As respostas dos porquês teremos quando tivermos uma sociedade, sem preconceitos, mais iluminista com mais auto estima, isso por que falta sentirmos em nós a dor do próximo, com igualdade teremos uma sociedade mais instruída e critica, bem informada, e independente do Estado, onde teremos mais liberdade, buscando ser mais fraternos, para que os problemas sejam sanados de maneira justa e perfeita, e pararmos de por a culpa nos outros e fazer uma reflexão de nós mesmos, talvez existirão menos perguntas, e teremos mais respostas.