24 de fev. de 2013

A Espada de Salomão e a República da Espada , a influência e a participação da Maçonaria nos primeiros anos da República.




A motivação de realizar a presente pesquisa, ora consolidada neste artigo, surgiu durante o curso de Licenciatura em História, concluído em 2008, cujo tema do trabalho de conclusão foi a participação da Maçonaria na Independência do Brasil, tendo como resultado o artigo A Maçonaria e a Independência do Brasil – 1808 - 1822 ...
A Maçonaria, desde o Século XVIII, deixou de ser operativa para ser especulativa, e aceitar em seus trabalhos homens que não eram apenas construtores de oficio, mas sim construtores sociais, e assim ao chegar no Brasil encontrou terreno propício para participação social e política, estendendo sua influência à proclamação da Independência, anos mais tarde a abolição da escravatura  e por fim a instauração da  República, alavancada pelo mito e pela sabedoria de Salomão, trouxe a modernidade na busca de uma sociedade mais justa e perfeita. Como elite estratégica atuou nos momentos mais decisivos da história política e republicana do país, como o próprio Deodoro da Fonseca que exerceu a presidência da República e o Grão mestrado do GOB. Teve seu primeiro ministério na República todo composto por maçons[1]. De Deodoro da Fonseca à Dilma Roussef tivemos 36 presidentes, dentre os quais doze eram maçons, mostrando a força e a participação da Ordem Maçônica na estrutura política do país.
Neste sentido, o artigo foi organizado da seguinte forma: o mito de Salomão, presente em toda Maçonaria mundial, como referência de seguinte forma: Após a introdução do trabalho é realizada uma breve abordagem do justiça, sabedoria e perfeição. Posteriormente é feito um breve histórico da Maçonaria e posteriormente relatos da participação da Maçonaria na história do Brasil, concluindo com o período conhecido como República da Espada.Aspectos sociais e políticos que nortearam o período como movimentos revoltosos ou separatistas, abolição da escravatura e manifestos republicanos muitos deles causados por maçons, se fazem presente de maneira superficial, ou foram sucumbidos do artigo, por desviarem o foco de estudo, deixando o campo de pesquisa para outro autor, ou outro momento.
O resultado da pesquisa encontra-se aqui intitulada A Espada de Salomão (representando a Maçonaria) e a República da Espada ( representando o Estado na primeira república)- A influência e a participação da Maçonaria nos primeiros anos da República. Longe de ser um tratado definitivo sobre o tema, pretende-se chamar a atenção dos leitores para a participação direta da Maçonaria na história nacional, muitas vezes desconhecida da maior parte dos brasileiros, e muitas vezes trazidas de maneira incorreta ou incompleta, e tenta mostrar que é possível dentro de uma estrutura governamental, o Estado,  a influência de organismos não governamentais como foi feito na Independência do Brasil e de maneira indireta na proclamação da República que é o foco apresentado neste artigo, lembrando que na Independência do Brasil a maçonaria segundo Castellani, “agiu como um verdadeiro partido político” ( CASTELLANI,2007).[2]



1.1.      O MITO DE SALOMÃO1.2.      A CONSTRUÇÃO DO MITO
O Mito tem como característica a grande carga de simbolismo, o qual procura explicar determinada ação, ou atitude de um ser fictício ou não. A construção de um Mito deve ao fato de procurar dar um sentido a maneira de agir ou de existir de determinados grupos, seja explicando sua origem como, por exemplo,  dos seres vivos, dos seres humanos, das religiões, sempre dando ênfase a suas ações, que pode ser feito de geração a geração, ou na crendice popular, ou seja, O Mito, é o protagonista.
A palavra Mito vem do grego “Mithós”,que significa símbolo, ou narrativa de caráter simbólico,  os gregos baseavam-se na Mitologia, para explicar a origem e o sentido das coisas, com seus deuses e suas histórias, que foram sendo retransmitidos ao longo dos séculos[4]. Um mito não é necessariamente algo falso, ele pode ter existido de fato, mas com certas e algumas modificações que passam a dar uma entonação maior, de engrandecimento  em questão.

1.3.      A CONSTRUÇÃO DO MITO DE SALOMÃO
 A História do Rei Salomão é de origem Hebraica, e presente no Antigo Testamento para os Cristãos e mais precisamente no livro de Reis, ou na Thorá para os Judeus, aqui definido como Sagradas Escrituras. Ao falar de mitos, as Sagradas Escrituras são repletas deles, onde suas histórias muitas vezes são contadas por outros povos, outras culturas em outros credos, como por exemplo, a Criação do Mundo, a numerologia, a cabala.[5]
Não há de fato comprovação da Existência do Rei Salomão em meados do Século X A.C, o que fortalece a Idéia do Mito, que por sinal é algo marcante na Maçonaria que é constituída de Lojas Simbólicas. O Rei Salomão é enfatizado na Maçonaria por suas características de Sabedoria, justiça e pela construção do Templo, mas há dúvidas se foram lideres tribais de grande importância em Judá ou se Rei de um fabuloso reinado na Região.[6]
 O Mito Salomônico está presente no livro de Reis, e portanto as Sagradas Escrituras não são considerados livros científicos ou técnicos, pois carecem de muitas informações, mesmo com todo o trabalho realizado por arqueólogos e historiadores as virtudes do Rei Salomão ainda são muito questionados.
Uma das demonstrações da sabedoria de Salomão foi o fato de ter julgado o caso de duas mulheres. Vieram a sua presença duas mulheres, dizendo uma delas que ambas moravam na mesma casa e, à noite, sua amiga matou acidentalmente seu próprio filho enquanto dormia, deitando-se sobre ele. Enquanto eu dormia; disse ela, trocou os nossos filhos colocando ao meu lado seu filho morto. A mulher enganada reparando pela manhã, viu que o filho não era seu. Ambas alegavam ser seu o filho vivo. Eis que Salomão manda vir uma espada e diz: dividirei o menino vivo em duas partes e darei metade para cada uma. Uma das mulheres então falou que entregasse o menino a outra mulher, daí Salomão ordenou que se entregasse a esta mulher e que ela seria a mãe verdadeira, pois preferia ver o seu filho nas mãos de outra mulher ao que vê-lo morto.[7]
Outro mito salomônico defendido pela maçonaria refere-se principalmente a construção do Templo, quando o Rei Salomão contrata o arquiteto Hiram Habif para trabalhar na construção do Templo, segundo os relatos,

“Hiram Habif era habilidoso em seus trabalhos com bronze, e seus operários eram divididos em três categorias: aprendizes, companheiros e mestres, dando-lhes sinais, toques e palavras, de acordo com cada categoria, mas três desses companheiros vendo aproximar-se o fim das obras, decidem tirar a força o sinal sagrado de Hiram Habif. Seus nomes eram, Jubelus,Jubela,e Jubelum.”[8]

Era costume de Hiram Habif supervisionar as obras após a saída dos operários, e numa dessas tardes, os três companheiros decidem atacar seu mestre, ao tentar sair pela porta do Ocidente é atacado por Jubelus com uma régua de ferro, querendo receber a palavra sagrada, como Hiram não entregou resolveu atacá-lo com uma régua de ferro que lhe atingiu os ombros, Hiram então tentou fugir pela porta do norte, mas, deparou-se com o segundo companheiro armado com uma alavanca, e como Hiram recusou-se a fornecer a palavra a foi atingido na nuca, após receber os golpes foi até a porta do Oriente e deparou-se com Jubelum que atingiu-lhe a fronte com um maço matando assim Hiram Habif.
Os três companheiros após frustrada tentativa de conseguir a palavra de Mestre, resolveram enterrar fora da cidade o corpo do arquiteto Hiram Habif. Os Mestres então procuram o corpo de Hiram e encontram com um ramo de Acácia sobre a sepultura. A acácia também é uma planta com significado místico para a Maçonaria. O maior significado dessa lenda para os maçons são: a edificação do templo, e o segredo guardado por Hiram Habif o grande arquiteto, pois os maçons modernos ainda possuem os gruas de aprendiz, companheiro e mestre, e seus sinais, toques e palavras são dados apenas aos iniciados na Ordem, e Salomão tem um significado de grande valor, por ser o comendador do Templo, e por fazer justiça, a espada tem o significado da justiça, e autoridade, Salomão utiliza no caso do bebê e das duas mães, nos sacrifícios e holocaustos que fazia Deus.

   2.        A MAÇONARIA CONTEXTO GERAL E SUAS ORIGENS
Antes de fazer uma leitura sobre a Maçonaria no processo de implantação da República é necessário entender o que é essa organização que tanto influenciou e significou para determinados momentos políticos das Américas e de modo particular para o Brasil como Independências e República. De acordo com o Artigo 1º da Constituição do Grande Oriente do Brasil, este é o conceito de Maçonaria: “Art. 1º. A Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, Progressista e evolucionista, cujos fins supremos são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.” (CONSTITUIÇÃO DO GOB, 2009)[9]
A Maçonaria teve início com a chamada Maçonaria Operativa ou de Ofício. Surgiu na Idade Média, na Europa, onde foi financiada principalmente pela Igreja. A partir do Século VI, as associações monásticas de construtores controlavam o segredo e a arte de construir. Nesse momento da História, ocorriam às invasões dos povos bárbaros na Europa, ocasionando, freqüentemente, mortes, saques, e guerras, e assim arquitetos e artistas encontravam-se seguros nos conventos ou próximos a eles. Mas já no século X, houve uma necessidade de expansão por parte da Igreja, esses frades construtores passaram a treinar e preparar leigos para os serviços, formando as Confrarias Leigas e, terem aprendido a arte de construir com frades, davam um cunho religioso ao trabalho.[10]
Em 1539 o rei Francês Francisco I, tirava dos pedreiros livres os direitos e privilégios que eles tinham, abolindo Guildas, Lojas e Fraternidades. regulamentando as corporações de artesãos. No século XVI com o surgimento da Renascença, o estilo gótico foi abolido, era o período em que os renascentistas reviveriam as artes Greco-romanas,. Francos-Maçons foram seriamente afetados, transformando-se em uma sociedade de auxilio mútuo. Passaram a aceitar entre seus membros pessoas que não eram pedreiros, ou ligadas à arte das construções, a partir daí a Franco-Maçonaria passou a ser chamada de Maçonaria dos Aceitos. Em 1709 com a admissão do reverendo Jean Théophine Desaguilers[11], que não apesar de não ser construtor foi iniciado na Maçonaria dos aceitos, participou fielmente da Ordem, conseguiu reunir quatro Lojas no mês de Fevereiro de 1717 para se discutir uma reformulação da estrutura maçônica.

   3.        A MAÇONARIA NO BRASIL NO SÉCULO XIX E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
No Brasil a primeira Loja Maçônica foi fundada em 1797, na Bahia, mas esta não era uma Loja regularizada, seu nome era “Cavaleiros da Luz”. Os primórdios da Maçonaria do Brasil e a dos movimentos emancipacionistas, cabe citar a Inconfidência Mineira, ocorrida em 1789, mesmo ano da Revolução Francesa e a conjuração Baiana em 1798. Há de fato dúvidas quanto a Joaquim José da Silva Xavier “O Tiradentes” ter sido ou não maçom. Inexiste fonte que o acuse de ser, mas nenhuma também nega tal informação, mesmo assim é inegável a sua participação na Inconfidência Mineira e a sua contribuição. O certo é que, naquele momento, não existiam lojas no Brasil e, caso houvesse alguma loja por aqui,não era regular. A primeira Loja Maçônica regular do Brasil documentada foi a Loja Reunião em 1801 no Rio de Janeiro. Essa Loja era filiada ao Grande Oriente da Îlle de France (Ilhas Mauricio). Anos mais tarde, o Grande Oriente Lusitano, com a finalidade de propagar a Maçonaria no Brasil, delega a três Maçons totais direitos de fundarem Lojas Maçônicas no Rio de Janeiro. Surgiram, assim, as Lojas: Constância, Filantropia e a Reunião. A partir daí pode-se falar da existência de Lojas Maçônicas e da Maçonaria no Brasil, pois a História só pode servir-se de fatos reais e concretos, com análise de fontes.
No Século XIX surgiriam Lojas filiadas ao Grande Oriente Lusitano ou da França, pois ainda não havia uma obediência Maçônica no Brasil, o que viria acontecer anos mais tarde como veremos neste artigo, meses antes da proclamação da Independência do Brasil, foi fundado o Grande Oriente do Brasil. As Lojas estavam presentes principalmente no Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco, com finalidades políticas, inclusive de proclamar a Independência do Brasil, de fato, o primeiro passo para a Independência Política seria a Independência econômica com a vinda da Família Real para o Brasil em 1808, assim Maçons se destacavam na corte, como Pedro Antônio de Noronha de Albuquerque, o marquês de Angeja, administrador colonial português, vice-rei do Brasil e da Índia Portuguesa; o Marechal do Exército e Governador das armas da corte e capitania do Rio de Janeiro; José Xavier Noronha de Albuquerque, todos pertencentes à Loja São João de Bragança no Rio de Janeiro. Padre Belchior;Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, irmão de José Bonifácio e Juiz de fora e Desembargador, pertenciam a loja Distintiva,que era uma Loja Maçônica com ideais repúblicanos e, logo, revolucionários para época. Joaquim Gonçalves Ledo era servidor público, 1º Escriturário da Contadoria do Arsenal de Guerra.[12]
No processo emancipatório brasileiro, a Maçonaria agiu de modo similar a um partido político que defendia a  Independência política do país, tendo como Grão – Mestre José Bonifácio de Andrade e Silva, e após o próprio príncipe regente D.Pedro I que é chamado Defensor perpetuo do Brasil, e Bonifácio o patriarca da Independência,[13]  assim mostra a influência da Maçonaria nesse período denominado primeiro Império que vai até o ano de 1831, quando D.Pedro I abdica do trono em favor do seu filho D.Pedro II, menor de idade que passa a ser tutelado por regentes, chamada regência trina provisória composta por Nicolau dos Santos Vergueiro, Maçom,  José Joaquim Carneiro de Campos,Maçom,e  por Francisco de Lima e Silva, após o período de eleição ao qual de decidiria quem iria compor a regência trina permanente, foram escolhidos o próprio Francisco de Lima e Silva, Bráulio Muniz e Costa Carvalho, e o ministro da Justiça seria o Padre Diogo Antônio Feijó Maçom iniciado na Loja Porto Feliz em São Paulo.
O Brasil emancipado de Portugal poderia agora desenvolver-se, tal como os Estados Unidos da América após sua independência, mas resolveu permanecer como antes, permanecendo herdeiro do trono português, que governava, mas não comandava. Esta situação permaneceu até a morte do Rei de Portugal D.João VI. Após a partida de D.Pedro I para Portugal para defender o trono português, o Brasil viveu o período de regência, que serviu mais uma vez para mostrar quem mandaria no país ou quem tinha o direito de comandar, os regentes eram militares e aristocratas, assim como Nicolau dos Santos Vergueiro, Carneiro de Campos e Lima e Silva. Esse foi o modelo que o país seguiria até as vésperas da proclamação da República.
Aqui a Maçonaria já não influenciava as decisões do governo como instituição, mas seus membros era participantes de diversas mudanças políticas do período, como o próprio Pe Diogo Feijó que não era regente mas era ministro da justiça e influenciou  demais para que se transformasse de regência trina para une ao qual ele seria o regente. Lembrando que o período tinha como base da economia a indústria cafeeira, e o sistema escravagista ainda aquecia as lavouras, Feijó assume o “Poder” no ano de 1835, e enfrenta em sua regência basicamente 3 levantes populares, A cabanagem, o Levante dos Malês e a Revolução Farroupilha, o que mostrava ao mesmo tempo instabilidade e descontentamento político, o que enfraqueceria o império, a Maçonaria esteve presente em boa parte deste acontecimentos, que eram movimento isolados e de caráter centralizador, regionalista, não eram movimento libertários que tinham por finalidade a o protesto e sim de separação do Brasil, e Maçonaria não ficou de fora desses levantes como veremos.
O período que a história nomeou como “Segundo Reinado”, que foi a sucessão do trono de D.Pedro I para seu filho D.Pedro II de apenas 5 anos. D.Pedro I foi para Portugal lutar contra seu próprio irmão que assumira o trono Português, assim mostra que D.Pedro I tinha a intenção de manter viva a Dinastia Real dos Bragança, ou seja não havia um sentimento nacional de fato por quem deveria governar o Brasil, e o governo fica na mão de uma criança que é tutelada por pessoas que defenderiam seus reais interesses.
A segunda delas foi a Sabinada, que consistiu num movimento de homens letrados descontentes com a falta de autonomia da província e com os desmandos da administração regencial. A classe média de Salvador, apoiada por uma parcela do Exercito, tomou a cidade e proclamou a Republica Baiana em 1837. Os rebeldes eram liderados pelo médico Francisco Sabino, daí o nome Sabinada. Sem respaldo popular, o movimento se enfraqueceu. No ano seguinte, as tropas oficiais, apoiadas pelos latifundiários cercaram e derrotaram os revoltosos.
Uma importante revolta também ocorrida no mesmo período da Sabinada foi a Balaiada. A revolta foi motivada pela crise do algodão e aumento de impostos, entre outros motivos, liderada por um líder quilombo, um vaqueiro e um artesão, mas com a participação de comerciantes e financiadas por barões do algodão, que a história faz questão de omiti-los. Durou três anos e os rebeldes chegaram a ocupar a segunda maior cidade do Maranhão chamada de Caxias, ou seja é difícil de acreditar que rebeldes sem instrução militar, sem formação  segurariam 3 anos uma rebelião, sem financiamento. Mesmo o poder Imperial vencendo a revolta, trouxe desgastes físicos, bélicos, financeiro e estrutural ao Governo.
E por fim a mais importante delas, que foi a revolta Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul, que foi uma resposta a alto-taxação do charque, sendo usada por alguns rebeldes para forçar a separação e autonomia da província, fundando a República Rio Grandense. Entre mortos e feridos venceu, mais esta batalha, o poder imperial. O Império conseguiu vencer todas essas batalhas, pois além de ter mais contingente, tinha financiamento. É possível notar que ainda nos dias de hoje a bandeira do Rio Grande do Sul, possui a frase: República do Rio Grande do Sul, ou seja, passa a idéia de outro país dentro do Brasil, persistindo um clima de separatismo.
A Guerra do Paraguai demarcou a situação brasileira no contexto internacional. O Brasil estava já recuperando sua economia, suas relações internacionais, os conflitos internos estavam bem contidos. Evidentemente o objetivo deste trabalho não é descrever os acontecimentos e sim os fatos que propuseram ao Brasil, um sentimento Nacional e a busca de uma autonomia em relação a velhas oligarquias em busca de ruptura. Sendo assim descrever a Guerra do Paraguai significa dizer que agora existia uma “unidade” Nacional, que existiam brasileiros lutando por seu país e defendendo seu território. Apesar do massacre brasileiro, cruel e desnecessário, mostrou ao mundo e a América que nossa economia era forte, que as nossas relações internacionais eram sólidas, e que tínhamos um povo guerreiro, capaz de dar a vida por seu país.

 4.          A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Três fatos que impulsionaram a Proclamação da República: a “Questão Religiosa”, a “Questão Militar” e a “Abolição da Escravatura”, todos estes fatos ocorridos na segunda metade do século XIX, e próximo ao fim do governo Imperial. E possível destacar a participação dos partidos de maior expressão existentes na época: o Partido Liberal e o Partido Conservador e o partido republicano paulista.
A imprensa era outro fator positivo, quando não afetada pela censura. O Jornal a “A República”, de 1870, órgão de circulação do partido republicano, era composto por grandes nomes da época como Saldanha Marinho, Quintino Bocaiúva. Lançou mais precisamente no dia 03 de Dezembro de 1870 um “manifesto Republicano” que destacava a vocação federalista e americana no Brasil, criticava duramente erros que cometidos pelo Regime Imperial, mas não tratava acerca da escravidão, com receio de causar problemas com a elite agrária. Nota-se, mais uma vez, que o direcionamento fora motivado por interesses de uma minoria.[14]
O Brasil não passou por processos revolucionários como Inglaterra, Estados-Unidos, França,que haviam elites oriundas do parlamento, aqui se passou por um processo burocrático, que foi oriundo da nação portuguesa, que era estadista e conservadora, que tinha a Igreja com poder paralelo ao Estatal,  e o Exército como mão-de-ferro, para controlar o país.A Questão Religiosa foi um desentendimento entre Igreja, Estado e Maçonaria, após a publicação da Lei do Ventre-Livre, que considerava livre todos os escravos nascidos a partir daquela data (1872). O problema iniciou-se com um discurso do Padre Almeida Martins aprovando a Lei do Ventre-Livre, que era uma lei para o período bastante moderna, evidentemente que não agradou nem um pouco as elites agrárias do país, e a Igreja (Alto Clero e alguns sacerdotes) sempre próxima do poder agrário jamais concordaria com um discurso aprovando tal iniciativa, além de que a Igreja proibia que seus membros pertencessem a Maçonaria. Por desacato às ordens do Bispo do Rio de Janeiro D. Pedro de Maria Lacerda, foram suspensos os trabalhos do padre, e foram ameaçados de suspensão todos que participassem da Ordem. Posteriormente, D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, bispo de Olinda, e D. Antônio de Macedo Costa, bispo do Pará também fariam o mesmo.[15]
Suspensa as Irmandades, recorreram ao Imperador pedindo a revogação da proibição, no que foram atendidos. D.Pedro II sempre teve boas relações com a Maçonaria mesmo não sendo Maçom, pois sabia a importância da Ordem para a sustentação do governo, e cabe lembrar que seu falecido Pai D.Pedro I era Maçom e ex-Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil.
O Decreto declarava sem efeitos os atos dos Bispos, pois a constituição das Ordens Terceiras e Irmandades do Brasil eram de exclusiva competência do poder civil e a atitude dos bispos constituía uma usurpação da jurisdição do poder. Os bispos reagiram. D. Vital declarou que o beneplácito imperial não passava de uma aberração, pois o recurso contra as decisões dos bispos configurava-se absurdo e herético. D. Macedo Costa foi mais rigoroso: reconhecer no poder civil autoridade para dirigir as funções religiosas equivalia a uma apostasia.
Depois de travadas essas discussões, os Bispos foram presos e exilados, e os padres retomaram suas atividades, mas a Questão serviu como desgaste para o Poder Imperial que se viu fragilizado diante da Igreja. O levante teve repercussão internacional, o que não era bom, a Questão Religiosa foi um desgaste político, religioso, ideológico, que indicava o fim do império e o inicio de uma república que estava por vir.
Não muito diferente da ‘“Questão Religiosa”, foi marcante para a historiografia nacional a “Questão Militar”, um crise estatal que sufocava o poder imperial prestes a ruir. Os quadros militares, de altas patentes ou oficialato, eram privativos de pessoas oriundas da elite brasileira, mas que a burocracia imperial fez com que cada vez menos as elites se interessassem pela vida militar, devido demora de promoções, salários baixos, péssimas condições de trabalho. Assim, os cargos militares cada vez mais deixavam de possuir “nobres” em seus quadros e passavam a abrir suas carreiras para filhos de militares mais antigos. Após a Guerra do Paraguai o sentimento nacional começava a surgir dentro das instituições militares, que estavam passando a zelar mais pelo militarismo e menos pela Instituição Imperial.
No Inicio da década de 1880, foi sugerida a criação de um Montepio aos militares, como objetivo de melhorar suas condições de vida. O Montepio foi sugerido pelo Visconde de Paranaguá, na verdade não foi uma sugestão, seria uma obrigação. O então Tenente-Coronel, Antonio de Sena Madureira, se opôs a idéia, sendo punido por esta atitude. No ano seguinte 1884, Sena Madureira foi novamente punido, pois convidara o abolicionista Francisco José Nascimento, a visitar a escola de Tiro do Rio de Janeiro. Após homenagear José Nascimento, Madureira foi punido e transferido para o Rio Grande do Sul.[16]
Após a transferência de Sena Madureira, o então ministro da guerra, Alfredo Chaves decidiu proibir qualquer veiculação militar com a imprensa. Sena Madureira encontrou no Rio Grande do Sul, o Marechal Deodoro da Fonseca, que se recusou a cumprir a proibição de veiculação militar com a imprensa, sendo esta ordem revogada meses mais tarde pela corte, o que não deixou de gerar um conflito desgastante.
Outros fatos contribuíam para o enfraquecimento do governo, como o do Coronel Cunha Matos, que denunciou a corrupção do comando militar do Piauí, e a denúncia feita por Sena Madureira ao Jornal “A federação”, dirigido pelo gaúcho Júlio de Castilhos, do descaso com o Exército brasileiro pelo Poder Imperial. A Escola Militar do Rio de Janeiro lançou um manifesto através de seus alunos apoiando as iniciativas de Cunha Matos e Sena Madureira, que foram desligados do Exercito, mas D.Pedro II resolve revogar o desligamento por saber da forte influência dos dois no meio militar, e  desligados do exército teriam mais liberdade para organizar uma possível conspiração.
Foi criado o Clube Militar, presidido por Deodoro da Fonseca, que solicitou ao Ministro da Guerra que desobrigasse os militares a caçarem os escravos fugitivos, o que causou mais desavenças entre militares, Poder Imperial e elites agrárias.
Esse desgaste estatal serviu para se perceber que apesar de não haver ainda ruptura, pelo menos do âmbito militar já se havia um sentimento nacional, uma exigência de respeito, e que os militares são a mostra do sentimento pátrio em qualquer nação do mundo e que merecem todo respeito e reconhecimento, além de deter grande poder. Desta forma a “A questão militar” deixou o Brasil a um passo da República.
A Abolição da escravatura foi o “apagar das luzes” do governo Imperial, já desfragmentado, já em crise, e que ainda por cima sofria forte pressão da Inglaterra para que fosse proclamada, mesmo com a proibição do tráfico negreiro de 1850, com a Lei do Ventre-Livre de 1871 e com a lei Saraiva de Cotegipe ou dos Sexagenários de 1885. A abolição era uma causa defendida por alguns clérigos, por jornalistas, políticos e muitos Maçons entre tantas personalidades que foram fundamentais no processo. Evidentemente que havia uma boa parte do parlamento contra a abolição, tendo em vista que o Brasil tinha sua base de sustentação econômica voltada para a agricultura.
Visto que a proclamação da República iria ocorrer, logo foi levantada a idéia de indenização a todos os senhores de terras, engenhos e latifúndios, mas a Coroa não dispunha de recursos para suprir tal indenização. Percebendo que o Estado não indenizaria esses senhores, eles resolvem então aderir ao Republicanismo e a oposição a Coroa, sob forte influência de abolicionistas e muitos deles Maçons como Luís Gama, Joaquim Nabuco, José Antônio Marinho, Souza Dantas, Ruy Barbosa, entre tantos homens de Luz que trabalharam na emancipação definitiva dos escravos. Aproveitaram a viagem do Imperador D. Pedro II e forçaram de maneira sutil a assinatura da Lei Áurea.
No Dia 13 de Maio de 1888 data escolhida pela princesa Isabel em homenagem a data de nascimento do seu Bisavô D.João VI, o Brasil tornava livres seus escravos, é um romance histórico todo o enredo, mas os problemas ainda não haviam sido sanados, não houve uma política de reparação de danos nem a escravos nem a Senhores de escravos, o que agravou a crise política e social do Império. Os negros se viam perdidos e perambulando pelas cidades e pelos campos, não houve uma política de reforma agrária. A Coroa havia perdido um pilar muito importante na sustentação de seu governo que eram as elites agrárias e senhores de escravos, O fim do tráfico negreiro enfraqueceria a economia e a Coroa deveria criar alternativas para sair da crise, o que não conseguiu fazer.Em todo esse processo mais uma vez, é possível perceber que a mudança nas estruturas políticas e sociais foi promovida por uma elite, sem participação popular.

 5.          O GOLPE DE ESTADO
A consolidação de um Estado republicano foi não foi idealizado como uma saída política para o país, assim como em outros momentos como a Independência ela foi construída através da participação de determinados grupos que defendiam seus interesses, principalmente a classe de grandes agricultores, os próprios militares que no dia 15 de novembro resolveram assumir o controle estatal não tinham noção de fato do que seria governar a nação, foi na verdade um golpe militar, mas não um regime militar o que diferencia das demais ditaduras e das características dos demais golpes militares Segundo Boris Fausto:

  “A passagem  do Império à República e a formação de um sistema de Poder capaz de articular os interesses dos povos donos da situação no Brasil republicano parece ter obedecido antes  `dinâmica de uma história pouco “precipitada”, se se quiser fazer uma alusão o comportamento dos elementos químicos e simultaneamente à regras de astúcia e compromisso características da cultura política brasileira[17] ( Boris Fausto,1975)

Nos últimos anos do Império, o Brasil sofria de grandes problemas sociais, como o controle territorial[18] ( devido a extensão do país), o enfraquecimento de uma elite escravocrata que entra em colapso, e a chegada de imigrantes europeus que dava um novo direcionamento a política econômica, mas na verdade nunca houve uma ruptura de pensamento burocrático e aristocrático nas esferas políticas e econômicas do país.Enquanto já vivia-se uma revolução industrial na Europa o Brasil, ainda não conseguia sair da estrutura agrária e patrimonialista.
A sociedade brasileira no momento tinha como elite estratégica, comerciantes, fazendeiros, os militares e a Maçonaria que tinha como associados na Ordem membros de todas as classes sociais daí tiram-se seu papel estratégico. Era notável que o Imperador D.Pedro II não tinha o controle estatal em suas mãos, além de não agradar parte de uma elite que poderia dar forças ao Império, como por exemplo os Militares, Liderado principalmente pelos Maçons Floriano Peixoto e Deodoro da Fonseca este último 13º Grão Mestre Geral efetivo do Grande Oriente do Brasil.
Deodoro era fiel monarquista e servia o Imperador com veemência, Maçom Iniciado na Loja Rocha Negra no Estado do Rio Grande do Sul  em 1873 mas por ser uma liderança no meio militar, acabou sendo forçado a participar do golpe, outra liderança do movimento foi o Engenheiro e militar Benjamin Constant Botelho Magalhães, que era de linha positivista, e hoje a academia Maçônica de Letras do Rio de Janeiro o imortalizou com a cadeira de número 11, dava uma esfera mais religiosa ao movimento republicano, e ao preparo ao golpe de Estado.
O Golpe deu-se no dia 15 de novembro de 1889,[19] mas a previsão era que fizessem o ato no dia 20 de novembro, este  levante militar dirigido pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca obrigou D. Pedro II a abrir mão do trono. Dessa maneira no  dia 15 de novembro de 1889, O Brasil viria a ser uma, no Rio de Janeiro proclamado comandada  de  dentro do  Quartel General do Exército. Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.[20]
 Em seguida, uma série de reformas de inspiração republicana seria proclamada, uma que já era prevista desde a Questão Religiosa que seria a separação do Estado e da Igreja. A elaboração de uma  nova constituição que só seria  finalizada em junho de 1890. Baseada na constituição norte americana, aprovada em  fevereiro de 1891 (Primeira Constituição Republicana), e o Brasil seria reconhecido sob o título de Estados Unidos do Brasil. Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente eleito do Brasil, e paralelo a isso Grão –Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, seu primeiro ministério era composto pelos maçons: Campos Sales e Henrique Pereira Lucena,  Eduardo Wandenkolk e Fortunato Foster Vidal, Benjamin Constant, Floriano Peixoto e Antonio Nicolau da Frota, Quintino Bocaiúva, Justo Chermont, Rui Barbosa e Tristão Araripe, Aristide Lobo e Cesário Alvim, Francisco Leite e Henrique Lucena, todos pertencentes ao Grande Oriente do Brasil .
É importante frisar que Deodoro assume o Poder através de um golpe e, mas governa por uma constituição imposta sendo eleito por eleição indireta, o governo de Deodoro foi curto durando apenas cerca de 2 anos, mergulhado ao meio de crises e turbulências, conflitos entre os próprio militares e não resolvidos, economia agrária e enfraquecida, o que gerava descontentamento entre civis e militares, o que levou a sua renúncia em 23 de novembro de 1891.Segundo Boris Fausto:

Em outras circunstâncias, a marcha caprichosa da história ou seja, a afirmação dos interesses políticos e econômicos de grupos e classes sociais em luta, faz-se mais lentamente e é entremeada por pequenos golpes palacianos, rebeliões localizadas e vaivens que dificultam a percepção das novas linhas de força que estão a definir o contorno dos interesses dos grupos e classes envolvidos nos lutas pelo sistema de dominação.”[21]   (Boris Fausto, 1975)

    6.       A REPÚBLICA DA ESPADA E A ESPADA DE SALOMÃO
A maçonaria teve papel de forte influência no século XIX no Brasil. Foi assim na Independência, nas revoltas sociais, na Guerra do Paraguai, na abolição da escravatura e na Proclamação da república, aqui podemos Citar D.Pedro I, José Bonifácio, Duque de Caxias, José do Patrocínio, Deodoro e seu gabinete e Floriano Peixoto, todos foram os grandes impulsionadores desses movimentos, e é claro muitos outros que não foram citados eram pedreiros-livres, pertencentes ao Grande Oriente do Brasil. Eram pessoas que exerciam forte influência política, e muitos foram iniciados por uma questão política como o próprio D.Pedro I.
A maçonaria apoiava a República, mas combatia qualquer abuso de autoridade, qualquer forma de violência, apesar de alguns momentos a construção da República ter que passar por isso, o Maçom na estrutura do Poder não pode governar apenas para maçons e sim para uma nação inteira e aqui chamada Brasil, é proibido tratar de assuntos políticos partidários dentro de Lojas, mas a Maçonaria como potência pode atuar como sociedade civil combatendo tiranias. Esses homens que influenciaram o século XIX eram MAÇONS que estavam na política, e NÃO estavam na política por serem maçons, e o fato de estarem juntos formam uma cadeia de união que os une, e dar confiança para quem está junto, são irmãos que confiam um no outro e que sabem que os Poderes políticos os fazem uma Maçonaria estratégica.
A República da espada corresponde ao período que vai do governo Deodoro ao Governo Floriano, pois a espada simbolizava a força e a autoridade militar no Brasil. Deodoro sofre um golpe de Estado após dar um golpe de Estado, mas sem conseguir frear as crises e as pressões, resolve então fechar o congresso numa medida autoritária e centralizadora, sabia que o congresso não gostava de sua forma de governar, e que podia contar com seu gabinete ministerial e maçônico, as o período registrou sérios problemas políticos e econômicos. A política econômica, que tinha como ministro da Fazenda Rui Barbosa, foi marcada pelo "encilhamento", que se caracterizou pelo incentivo à emissão de moeda por alguns bancos e pela criação de sociedades anônimas. Como resultado, houve forte especulação financeira e falência de bancos e empresas.  formação de um novo ministério liderado pelo barão de Lucena, político vinculado à ordem monárquica, a tentativa de centralização do poder e às resistências encontradas no meio militar conduziram o país a uma crise política, que teve seu ápice na dissolução do Congresso Nacional. Ao mesmo tempo crescia no meio militar a influência de Floriano Peixoto, que também fazia oposição a Deodoro juntamente com as forças legalistas que levaram à renúncia de Deodoro da Fonseca em 23 de novembro de 1891.
Segundo Frederico Guilherme Costa, é demonstrada a efetiva participação da Maçonaria na proclamação da República, como demonstrado no trecho a seguir:

“O movimento republicano teve, todavia, a participação efetiva de muitos maçons, tantos militares quanto civis, na propaganda republicana, na doutrinação, no enfraquecimento da monarquia, na preparação do movimento, embora não tenha sido uma obra da maçonaria como instituição.” (COSTA, 2003)[22]

Após a renúncia de Deodoro assumiria Floriano Peixoto - que apesar de contraditório por alguns historiadores, foi Maçom iniciado na Loja  Perfeita Amizade Alagoana em 1868 - seu vice - presidente, assumiu a presidência e governou no regime que ficou conhecido como "mão de ferro" até o fim do mandato, em 1894. Venceu um período conturbado por movimentos rebeldes, entre eles a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, e a Revolução Federalista, que começou no Rio Grande do Sul e tinha como objetivo destituir Peixoto do poder. Neste movimento, o conflito aconteceu entre republicanos de orientação positivista e liberais, liderados por Silveira Martins, político de destaque durante o Império. No Poder Maçônico ainda estava com Deodoro da Fonseca, que estaria a frente até o fim do governo Floriano Peixoto.
As mãos de Ferro de Floriano que segurava as espadas da lei e da justiça no Brasil estremeciam com tantos conflitos, a República da Espada, caracterizou-se por um período de transição para a República feita por civis, Deodoro havia assumido a presidência após a crise do Império, e Floriano assumiria um governo após a renúncia do presidente, não havia consenso dentro parlamento, a Maçonaria, já não tinha influência política desde a renúncia de muitos Maçons ministros com a eleição de Deodoro, portanto o Grande Oriente do Brasil, emprestou seus homens livres e de bons costumes para a República, a influência foi pessoal e não institucional, como havia sido na Independência, mas ambos sabia da recíproca e que podiam se ajudar, Estado e Maçonaria, deixando para o país um caminho aberto para Civis e algumas décadas mais tarde a democracia, assumira a Presidência da República em 1894, mais uma Maçom agora o Advogado Prudente de Moraes, no Brasil de Deodoro a Jânio Quadros que foi o último presidente eleito pertencente a Maçonaria, totalizam no entanto 12 presidentes do Brasil que foram maçons.

 7.          CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando os objetivos gerais do respectivo trabalho, abordou-se um tema de suma importância para  a História Política  do Brasil, e no esclarecimento de assuntos muitas vezes desconhecidos do público em geral, como o que é a Maçonaria, qual é a sua origem, e qual a sua relação com a história e a política brasileira.
A Maçonaria, organização não governamental que funciona de maneira associativa, é constituída na sua essência ( não em sua estrutura administrativa), de Mitos e simbologias, é direcionada por leis e rituais, que definem o que é a Ordem Maçônica. Dentro da parte filosófica da Ordem a Lenda de Salomão é enfatizada em todos os seus rituais, Salomão que segundo o livro de Reis foi o terceiro Rei de Israel, como a história de ter usado a espada para resolver uma crise envolvendo duas mulheres que se diziam mãe da mesma criança, a espada que simbolizava a justiça, e a outro que teria mandado construir o Templo de Jerusalém, a Maçonaria invoca a lendária história de Salomão por dois motivos, o primeiro por Salomão ter sido considerado um Rei de notável sabedoria, e justiça, e a segunda pela lenda de Hiram Habiff que foi o grande mestre construtor do templo de Jerusalém a mando de Salomão. o Maçom especulativo ( maçonaria moderna e atual) trabalha socialmente ( pois não tem com o objetivo principal a construção de prédios e igrejas) em prol de justiça social, devendo agir com sabedoria, portanto remete a idéia de Salomão ter sido considerado um homem justo e sábio, e a arte de construir dos maçons operativos remete a idéia da construção do templo, e lembra que o Maçom atual luta por uma sociedade mais justa e humanitária.
Portanto muitas pessoas não conhecem a ligação do Mito de Salomão com a Maçonaria, a simbologia da espada de Salomão usada nos rituais maçônicos, os templos maçônicos principalmente os utilizados nas lojas que são adeptas  do Rito Escocês Antigo e Aceito- REAA ( apesar de todos os ritos utilizares figuras Salomônicas), estão repletas de símbolos Salomônicos, como formas geométricas, pontos, espadas, a cadeira do Venerável-Mestre.[23] Portanto a Maçonaria tem ligação direta com o Mito de Salomão, a espada ligação direta como símbolo da justiça[24].
A Ordem Maçônica chegou no Brasil no Século XIX, e contribuiu de maneira enfática nos mais diversos acontecimentos políticos do período, seja como instituição na Independência do Brasil, seja com a atuação de seus membros na proclamação da República, que foi feita de maneira indireta, feita por um Maçom logo após eleito Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil[25] o Marechal Deodoro da Fonseca, militar, onde tem sua força simbolizada pela espada ( CHEVALIER, 2002, p. 392)[26], e portanto teve que dirigir o país em meio a transição de Império para República, com um ministério todo composto por maçons[27], portanto esses construtores sociais, estavam a serviço do país, eram maçons ministros e não eram ministros por serem maçons, a Maçonaria influenciava mas não decidia, como fez na Independência do Brasil, tanto que logo após a tomada do Poder pelo Maçom e militar por Floriano Peixoto, o ministério já havia sido destituído,.a República da Espada, simbolizava autoridade, e liderança por punhos firmes, portanto a maçonaria participou, dos importantes momentos políticos da história do Brasil, ora como instituição, ora com seus membros, buscando organizar o país hoje chamado República Federativa do Brasil.



[1]  COSTA, Frederico Guilherme. A Maçonaria e a República-1ªed-Londrina: Ed. Maçônica “ A trolha”,2003.

[2] CASTELLANI, José. A Ação secreta da Maçonaria na Política Mundial. São Paulo: Landmark, 2007.p.58
[3] __________, José. A Ação secreta da Maçonaria na Política Mundial. São Paulo: Landmark, 2007.p.106
[4] FERREIRA, Claúdio Roque Buono,  PUGLIESI ,Márcio, COSTA Wagner Veneziani.O livro completo dos heróis , mitos e lendas.São Paulo:Masdras, 2004
[5] CASTELLANI,José.As Origens da Mística Maçônica – São Paulo:Landmark 2005.
[6] REIS:In:A Bíblia: Bíblia de Jerusalém -São Paulo: Paulus: 2002.

[7]. REIS:In:A Bíblia: Bíblia de Jerusalém -São Paulo: Paulus: 2002.
[8] Ritual: Rito Moderno/Grande Oriente do Brasil – São Paulo,2009 página
[9] Constituição do Grande Oriente do Brasil- Brasília, 2010
[10] CASTELLANI,Jose.  A Ação Secreta da Maçonaria na Politica Mundial. São Paulo: Landimark,2007.p17
[11] _______, José In. A Ação secreta da Maçonaria na Política Mundial. São Paulo: Landmark, 2007.p.18
[12] CASTELLANI, José .Os Maçons na Independência do Brasil.Londrina: A trolha.1993p.27.
[13] _______i, José/Wilham Almeida de Carvalho. A história do Grande Oriente do Brasil, São Paulo, Madras, 2009.p.45

[14] FAUSTO, Boris. O Brasil Republicano, estrutura de poder e economia.1ªEd.1975-Difusão Editorial, São Paulo,p.223
[15] Linhares, Macedo. A Questão Religiosa: apontamentos-1ª Ed. Londrina, Ed Maçônica, A trolha,2005 p.55
[16] Castellani, José. Os Maçons e a abolição da escravatura. 1ª Ed.Londrina Ed. Maçônica A trolha,1998,p123
[17] FAUSTO, Boris. O Brasil Republicano- 1 estrutura e poder (1889-1930).1º Volume, DIFEL: São Paulo 1975.
[18] FAUSTO, Boris. O Brasil Republicano- 1 estrutura e poder (1889-1930).1º Volume, DIFEL: São Paulo 1975.
[19] _______, Boris. O Brasil Republicano- 1 estrutura e poder (1889-1930) 1º Volume, DIFEL: São Paulo,1975.
[20] COSTA,Frederico Guilherme. A Maçonaria e a República -1ª Ed.Londrina a Trolha,2003,p1. 15
[21] FAUSTO, Boris. O Brasil Republicano- 1 estrutura e poder (1889-1930).1º Volume, DIFEL: São Paulo 1975
[22] COSTA, Frederico Guilherme. A Maçonaria e a República-1ªed-Londrina: Ed. Maçônica “ A trolha”,2003
[23] Ritual: Rito Escocês Antigo e Aceito, grau de aprendiz/ Grande Oriente do Brasil, -São Paulo,2009.p 18-19
[24] BECKER, Udo. Espada. Dicionário de símbolos. São Paulo: Paulus, 1999. p. 101.
[25] CASTELLANI, José(.A ação secreta da Maçonaria na política mundial-2ª edição revisada-São Paulo:Landmark, 2004
[26] CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Espada. Dicionário de símbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. 17.ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 2002. p. 392.

[27] COSTA, Frederico Guilherme. A Maçonaria e a República-1ªed-Londrina: Ed. Maçônica “ A trolha”,2003

3 de fev. de 2013

O Carnaval e a Páscoa


            O Carnaval e a Páscoa são duas datas importantíssimas, para o Brasil e para o mundo. Embora nem todos saibam, há uma ligação entre os dois. As duas são festas moveis, ou seja, são comemoradas em datas diferentes a cada ano. A Páscoa tem um sentido religioso, e o Carnaval é uma festa pagã.

            A História do surgimento do carnaval é tão antiga quanto a história do mundo, a resquícios de que ele tenha surgido com os povos primitivos, que faziam festas agrícolas após as colheitas para homenagear os deuses. Séculos mais tarde os gregos faziam festas para homenagear o deus Dionísio, que é o deus do vinho e das festas. Em Roma, Dionísio receberia o nome de Baco entre 605 e 527 a.C.

            No Brasil, o Carnaval veio trazido possivelmente por portugueses em 1723, que brincavam nas ruas o entrudo que consistia de um cortejo de bonecos grandes seguidos por brincadeiras e festejos carnavalescos. Outros ainda afirmam que na Colônia, ao saberem do casamento do príncipe D. João com Carlota Joaquina, em 1786, os colonos saíram às ruas para comemorar com desfiles em carros alegóricos.

            E outros ainda atribuem a comemoração da chegada da Família Real, onde as pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias. Hoje, o Carnaval brasileiro é um dos mais importantes do mundo, seja no Rio de Janeiro e São Paulo, com os desfiles, com o frevo de Pernambuco, ou mesmo nos trios da Bahia, nos Clubes mineiros, e o inusitado carnaval de Brasília mostrando a diversidade cultural do povo brasileiro.

            Mas o Carnaval tem também um cunho religioso. É a festa popular que antecipa a Quaresma, que é um período de abstinência e de preparação para a Páscoa. A Páscoa teve origem com os judeus, que rememoram a fuga do Egito por Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão do Faraó Ramsés II. No mesmo Egito haviam as festas em homenagem ao deus Saturno, onde desfilavam em carros alegóricos chamados: Carrum Navalis, uma possível origem do nome Carnaval, além do termo mais Cristão, Carne Nada Vale, que critica o erotismo ocorrido em alguns  carnavais, e lembrando que a tradição Católica Romana é abstinência de carne.

            Para os cristãos, a Páscoa adquiriu novo significado. Celebram a vitória da vida sobre a morte com a ressurreição de Jesus. A Páscoa Cristã coincide com a Páscoa Judaica porque, justamente no período em que os judeus celebravam a Páscoa, Cristo foi julgado e morto pelo império Romano. Não se pode esquecer também que o Cristianismo surgiu a partir da religião hebraica. Apesar de a data estar se tornando cada vez mais comercial os ovos distribuídos nesta data também possuem um significado. O ovo simboliza a vida nova, bem como o coelho representa a fertilidade.

            O Dia da Páscoa é comemorado no primeiro Domingo, após a primeira lua cheia, posterior a 21 de março, dia do Equinócio de primavera no Hemisfério Norte, não pode, porém, ultrapassar o dia 25 de abril. Caso isso ocorra, antecipa-se para o domingo mais próximo. Assim o carnaval ocorre  47 dias antes, na terça-feira e precede a Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma. A data da Páscoa foi estabelecida no concilio de Nicéia, em 325.

Carnaval e Páscoa 2013:
·      No ano de 2013 o carnaval será em Fevereiro, mais precisamente no dia 12.
·      A lua cheia após 21 de março será no dia  27 de Março.
·      O próximo domingo após a lua cheia é dia 31 de Março dia da Páscoa, ou seja sexta-feira da paixão será dia 29/03 Feriado de Páscoa ( Sexta-feira da paixão de Cristo).
·      Do dia 13 de Fevereiro ao dia 31 de março são 47 dias ( da Quarta feira de cinzas 13/02 ao domingo de Páscoa).
·      Cabe lembrar que a quaresma encerra-se com o domingo de Ramos dia 24/03, portanto do dia 13/02 à 24/03 são exatamente 40 dias ( período da quaresma)

Profº Vítor Andrade.'.
Professor de História

20 de jan. de 2013

O mês de Janeiro para a história do Brasil



* Vítor Andrade






A transferência do Corte Portuguesa para o Brasil deu-se no dia 26 de novembro de 1807, com ele viria também todo o Estado Português, toda a administração pública, e aproximadamente 15.000 portugueses, maioria nobres, e serviçais do Reino de Portugal.

O Principal motivo da transferência da corte Portuguesa para o Brasil foi primeiramente o Tratado de Fontainebleau, assinado entre a França e a Espanha que dividiria o Reino de Portugal, o momento era das
grandes invasões Napoleônicas, que em 1806 tentou sem sucesso invadir a Inglaterra, decretando assim o bloqueio continental, pois Portugal não aceitou a(Chegada da Família Real ao Brasil) condição do bloqueio pelo fato de ser um forte aliado da Inglaterra. Napoleão resolve então invadir Portugal, mas para isso era necessário cruzar o território espanhol para chegar até Lisboa. As tropas de Napoleão chegam ao território Português no dia 30 de novembro de 1807, mas as embarcações que trariam a família real e a corte portuguesa, já estavam em alto-mar, e viriam desembarcar no Brasil no dia 22 de Janeiro de 1808 na província da Bahia.


Dom João , no dia 28 de Janeiro declara a abertura dos Portos as nações amigas, pois até então a economia da colônia era baseada através do monopólio comercial assim era uma maneira da Corte assegurar sua sobrevivência, esse medida era chamada pacto colonial. O fato de D. João ter aberto os Portos foi a primeira sinalização de Independência da Colônia, pois antes da abertura, a economia era basicamente de subsistência, ou para a sustentação do Reino de Portugal, assim D. João e a Corte partem para o Rio de Janeiro com o intuito de estruturar o poder político português em terras brasileiras. Em abril de 1808, D. João revogou os decretos que proibiam a instalação de manufaturas na Colônia, isentou de tributos a importação de matérias-primas destinadas à indústria, ofereceu subsídios para as indústrias de lã, de seda e do ferro, incentivando a introdução de novas máquinas. Criou, também, no mesmo ano, a Biblioteca Real, o primeiro Banco do Brasil, a Escola de Marinha e a Imprensa Régia e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.


Houve a abertura de produções gráficas no Brasil, assim surgiriam às primeiras revistas e jornais, inovando a consciência e mentalidade dos que aqui residiam, mas isso não significava uma liberdade de expressão e imprensa, era apenas o inicio para abastecer a elite letrada da Corte.


A gazeta do Rio de Janeiro - tinha um caráter quase oficial e estava sujeito, como todas as demais publicações, a uma comissão de censura encarregada de examinar os papéis e livros que se mandassem publicar e fiscalizar que nada se imprimisse contra religião, o governo e os bons costumes.

A corte portuguesa trouxe consigo a preocupação de criar academias e fabricas, foi criado a partir desse momento um observatório astronômico, fundando a fábrica de pólvora e arsenais, onde anos depois trabalharia lá Joaquim Gonçalves Ledo, e que se tornaria em 1811, a Academia Militar. Este órgão tinha entre as suas funções, a de promover um curso das chamadas ciências exatas (Matemática) e de observação (Física, Química, Mineralogia e História Natural). Essa academia formava oficiais do exército, engenheiros, geógrafos e topógrafos para que administrassem as obras empreitadas pelo governo, como a abertura de estradas, minas, portos, etc.. D. Rodrigo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, criou medidas de política e defesa da Colônia estruturada, por que também se preocupava em estabelecer canais de comunicação com todas as regiões.


Os objetivos reais dessas medidas eram principalmente em proteger a colônia de guerras e facilitar a vida econômica da colônia que incluía o trafego através de rios e dos Portos, chegavam ao o Rio de Janeiro mercadorias e gêneros alimentícios tanto do exterior quanto de outras regiões do Brasil. As embarcações que passavam pela Baía da Guanabara traziam hortaliças e pequenos animais. Por terra chegavam animais de grande porte e produtos vindos da região das Minas e de São Paulo.

Essas medidas jamais haviam sido pensadas antes da chegada da Corte ao Brasil, assim dá para entender a importância da vinda da Família Real a Colônia, mas havia preconceito e retaliação as que eram nascidos na colônia em relação aos vindos de Portugal, principalmente na esfera comercial, e nos cargos públicos e nos negócios. Muitos dos Novos habitantes eram imigrantes, não apenas portugueses, mas espanhóis, franceses, ingleses, que viriam a formar uma classe média de profissionais e artesãos qualificados Neste mesmo período na Europa Hipólito José da Costa, estava preso, pelas perseguições que sofreria por indicação de Pina Munique pelo fato de ser Maçom, após fugir da cadeia em 1805, consegue em 1808 chegar a Londres na Inglaterra, onde fundaria o jornal “Correio Braziliense”, pois no Brasil pelo fato de existir a censura dificilmente poderia circular no Brasil, esse seria o maior jornal de veiculação que retratava a verdadeira realidade brasileira, onde defendia já a partir daí a abolição da escravatura, transferência da capital para o interior do país, e até mesmo de forma sutil a Independência do Brasil, Hipólito entrou para o rol dos brasileiros celebres reconhecidos mundialmente, e hoje é o “Patriarca da Imprensa Brasileira”.


Mas de Fato o que foi a Abertura dos Portos? Há várias linhas de frente, uma delas protecionismo Estatal, depois protecionismo econômico, e outra vertente é Independência se consolidando,e a abertura diplomática da colônia. A abertura dos Portos não é um fato histórico isolado, ele abrange as relações internacionais, assim como economia, direito, cultura.

A abertura era um fator inevitável, o príncipe D. João não tinha alternativa, ou se fechava e se afundava, ou abria o país e a colônia para o mundo, a abertura simboliza um marco das relações econômicas, políticas e internacionais do país, e um sinal de amadurecimento, de uma terra de Santa Cruz, onde se plantando tudo dá.



*Vítor Andrade
Professor de História

30 de dez. de 2012

Mãe ! Quero Ser Ministro do STF.



* Vítor Andrade

“Mamãe  não quero ser Prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar...” isso já dizia Raul Seixas na música Cowboy fora da lei, talvez seja uma critica de um filho a sua mãe para não assumir um cargo político, de grande respeitabilidade, representatividade e também responsabilidade do Poder Executivo municipal. Hoje em dia se uma criança perguntar: mãe como faço para ser Juiz? Ela dirá: estude! E para ser ministro do Supremo Tribunal Federal? Ela dirá: tenha dinheiro, influência e conheça algum senador ou deputado que patrocine seu nome, para que te ajude na sabatinada no Senado, e que agrade o Presidente da República, pois será ele quem indicará seu nome, e depois se prepare, pois se algum deles precisar de você, não poderá dizer não, afinal foi ele quem te colocou lá, e tem mais, torça para que quando for levantada uma lista de possíveis nomes, não tenha o nome de uma pessoa mais influente e rica que o seu caso contrário nunca Será Ministro do STF. Mãe, não seria melhor e mais fácil, estudar, assim como se faz para ser juiz?

Pois bem, segundo a Constituição Federal de 1988, para ser ministro do STF a pessoa precisa ter mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada, regra que não vale para o legislativo, afinal você sabe o que faz um deputado? Quando eu chegar lá eu te aviso. Você sabe o que faz um ministro do STF e de todos os outros tribunais superiores? Com qual autoridade um Ministro pode dar um parecer a respeito de Células Tronco? O que eles fazem é mandar seus assessores e consultar pesquisadores sobre o assunto ver o que tem mais sentido e dar o seu parecer, as obras de transposição do Rio São Francisco foram  retomadas após decisão do STF, mas o que estava em questão, além da questão financeira?, Tinha impacto ambiental, sócio econômico, como ministros julgam essas ações? Eles têm que contratar especialistas para darem seu parecer, consultar seus deputados e senadores como votar, para não contrariar ninguém. Assim como o sistema de cotas, ou ilegalidade de greves, aborto de anencéfalos, ou em pareceres a respeito de legislação de trânsito sendo que esses senhores nem sequer dirigem, têm seus motoristas pagos por nós para conduzirem seus carros blindados, retomando Cowboy fora da lei , caso alguém possa querer assassiná-los .

Qual seria a solução? A meu ver, ter uma cota de cientistas na suprema Corte, que em casos de julgamentos técnicos ou científicos, seriam convocados aleatoriamente, mais ou menos como já ocorre no tribunal do júri, isso mais os ministros políticos, e junto com esses ministros, as vagas seriam ocupadas por desembargadores federais, pois todos já são juízes, são de carreira, por méritos e antiguidade assumiriam o STF. Assim como fazem os índios com seu Pajé, como o antigo conselho de anciãos na antiguidade, que consultam o mais velho, seria mais criterioso, mais competente do que político, não haveria influência de voto, nem troca de favores. Daí muitos tem a seguinte opinião:- mas os ministros que estão lá todos são formados em direito, têm mestrado, doutorado! Puro desperdício, pois para ser ministro não precisa disso, basta ter conhecimento jurídico e reputação ilibada, ou seja, qualquer cidadão pode ser afinal ninguém pode alegar desconhecer a lei, e por que estão ali? Estão todos mal aproveitados, pois poderiam ser grandes cientistas e contribuir para o desenvolvimento do pais, mas não, optaram por ser ministros de tribunal, será que é pelos R$28 mil reais que ali estão?.


Talvez fazer lembrar o Barão de Itararé que saia da “vida pública para entrar na privada” , mas o que acontece no Brasil é o contrário, estão fazendo na vida pública, tudo que fazem na privada, se confunde o público com o privado, a sociedade representada de fato não faz parte da vida política, as decisões dos tribunais são privativas deles. Nunca se falou em abrir caixa preta do judiciário, as barbáries cometidas por esses senhores de toga. Enquanto as decisões forem políticas nos tribunais superiores os poderes jamais  serão independentes e harmônicos entre si, o empresário financia, o senado sabatina, o presidente escolhe, e ministro fica a disposição de quem? Com qual independência? O Sr. Paulo Medina que o diga. Mais uma vez a base está na educação, na compreensão que tudo passa pela escola, que é o principio redentor desse país, onde nossas decisões serem tomadas democraticamente pela verdade, e pela imparcialidade da justiça, assim daria acessibilidades a qualquer cidadão a ser um ministro e possa tomar decisões pelo seu país, pois o tribunais muitas vezes, julgam, legislam e também executam, mas que isso pudesse ser feito por qualquer cidadão que estudou e tem seu mérito para estar ali e quem quiser que fique aqui , pra entrar prá história com vocês!!!

*Vítor Andrade
Profº de História






17 de dez. de 2012

Matemática na prática




*Profº Vítor Andrade

Seguindo as orientações do  Ministério da Educação – MEC, a educação básica passa a ter 9 anos e no 1º ano do ensino fundamental  a criança deve ingressar aos 6 anos de idade. De acordo com a lei 10.172 de 2001 meta a ser atingida segundo  o PNE que diz: “oferecer
maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e
assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam
nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade”.

Pais e mestres devem estar atentos essas novas mudanças, principalmente na educação dos anos iniciais, pois alunos não podem avançar na idade e na vida escolar com déficits oriundos de anos anteriores, e matérias que mais apresentam dificuldades são justamente matemática e português, porque segundo o próprio Piaget algumas habilidades ainda não foram desenvolvidas  não podendo se atribuir  à linguagem,a origem da lógica, pois ela constitui o núcleo do pensamento racional. Na prática ensinar as disciplinas puramente pelo simples fato de ensinar, não contribuirá para o desenvolvimento, assimilação e aprendizagem das crianças, pois elas estão com a mentalidade associada a ações práticas.

Se você ensinar o Hino Nacional a uma criança ele pode aprender, simplesmente repetindo o que está sendo ensinado, ou seja, “Meros papagaios”, mas se for ensinar a postura correta, o porquê do Hino, sobre a bandeira, explicando palavras da letra ela despertará interesse, assim em aprender Ciências, Geografia, História. Na língua portuguesa os erros ortográficos são recorrentes, pois muitas vezes elas escrevem como pronunciam as palavras, sendo corriqueiras dificuldades com dígrafos, acentuação, porém tudo será sanado com o tempo. Por falar em Matemática, Eu utilizei métodos matemáticos com uma criança de 6 anos, ou seja no primeiro ano do ensino fundamental assim que começaram as atividades de sistema de medidas,volume e operações.

Para uma criança de 6 anos você pode ensinar matemática  brincando. Use tudo que a imaginação permitir assim como as dicas abaixo:
Para ensinar operações primeiramente eu iniciei com a soma pois para a criança assimila que cada vez que acrescento algo na operação ela aumenta é mais fácil que iniciar com a subtração que dá, de certa forma, uma idéia de perda. Faça um circulo no chão e adquira bolas de gude de cor branca e de cor preta, a brincadeira consiste em distanciar-se  do circulo e fazer com que as bolas  parem dentro, após isso vá fazendo a soma 1bolinha ( no centro do circulo)+1bolinha ( no centro do Circulo) são 2bolinhas, e assim vá aumentando até ela se acostumar com a soma, é legal usar 10 bolinhas pois ela pode utilizar os dedos para fazer somas simples quem colocar mais bolinhas no circulo vence, e os números pares são de maior assimilação.

Para Subtração use o mesmo sistema circulo e bolinhas. Agora todas as bolinhas estão no centro você pode jogar uma vez e a criança outra, marca-se a distância e quem  colocar mais  bolinhas para fora do circulo utilizando outra (maior), vence, daí faz-se o seguinte pergunte a criança: temos 10 bolinhas você pois uma para fora quantas ficaram? Ele pode tirar duas ou mais daí faz-se a operação. Lembrando que ela só pode tirar de uma cor ou de outra (preta ou branca) que ela escolheu.

Pode se também no sistema de medidas utilizar as pipas, peão ou papagaio como queiram, pega-se a linha da pipa e a cada 1 metro  amarre uma fitinha como as da rabiola, quando você for descarregando a linha verá quantos metros ela subiu, e pode-se pedir a criança para contar quantas fitinhas subiram e daí explicar quantos metros. Quando for enrolar a linha faça a conta inversa, digamos que você descarregou 10 metros de linha, portanto tem 10 fitinhas na linha e agora está enrolando para guardar, conte: enrolou 1 fitinha ,ou seja  10-1 igual a 9 e assim até o final.

 E para explicar o sistema métrico você pode utilizar 100 palitinhos ( pode ser de churrasco, lápis ou algo parecido) e mostrará que cada 1( palitinho)  corresponde a 1 centímetro e  a cada  100 centímetros igual 1 metro, Depois da brincadeira faça uma bela limonada, peça a criança para pegar os limões, pega um, pega outro e depois pergunte quantos limões têm, faça continhas do tipo partir um limão ao meio, ou seja metade + metade 1 inteiro, peça a criança para colocar os copos de água dentro do liquidificador  e conte com ela quantos foram, assim como nas medidas de açúcar. Depois de utilizar esses métodos e outros que você criar, vá ao papel e o velho lápis e a ensine no método tradicional e vá lembrando das brincadeiras.

Essas são apenas dicas. Cada pai e cada professor têm seu método, mas tem pais e mestres que não tem nenhum, e aqui as ideias servem apenas para clarear, o interessante é que inventem jogos e compartilhem com os outros, e que essas dicas devem ser feitas por etapas, uma por vez, é necessária também muita, mas muita paciência afinal está lidando com crianças e elas não tem a habilidade dos adultos.

Portanto não as xinguem, não grite, tenha calma você está lidando com o futuro e o futuro a gente trata com carinho e amor, brincando elas começarão a associar a matemática na prática e começarão a perceber que matemática pode ser uma coisa prazerosa, assim como qualquer outra disciplina o que vai fazer a diferença é o método com que está sendo levado até elas, e como elas absorverão o que foi ensinado, as dicas podem parecer bobas mas para uma criança em fase de aprendizagem, elas podem fazer grande diferença, ficam mais interessantes que ensinadas no papel. Os pais devem participar desse processo e não deixar apenas por conta da escola, esses métodos eu utilizei e  deram certo e espero que continuem dando certo por muito tempo.


Profº Vítor Andrade
Professor de História

“Mestre não é aquele que aprendeu a ensinar, mas aquele que ensina a aprender.”

Marcelo Soriano



15 de dez. de 2012

DISCURSO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA



Segundo dados da própria Organização Mundial de Saúde deficiência seria definida por:  Uma deficiência é qualquer perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica। .… A deficiência representa a exteriorização de um estado patológico e, em princípio, reflete distúrbios no nível do órgão। A pessoa também pode passar pelo problema da incapacidade definida como: Uma incapacidade é qualquer restrição ou falta de habilidade (resultante de uma deficiência) para realizar uma atividade da maneira ou no âmbito considerado normal para um ser humano…A incapacidade representa a objetivação de uma deficiência e como tal reflete distúrbios no nível da pessoa। Ou ainda a desvantagem Uma desvantagem para um dado indivíduo, resultado de uma incapacidade ou deficiência, limita ou previne o cumprimento de um papel que é normal para esse indivíduo (dependendo da idade, do sexo, e dos fatores sociais e culturais). A desvantagem refere-se ao valor atribuído à situação ou experiência individual, quando sai do normal. Caracteriza-se por uma discordância entre o desempenho ou status individual e a expectativa do próprio indivíduo ou do grupo do qual é membro. A desvantagem representa pois a socialização de uma incapacidade ou deficiência e, como tal, reflete as conseqüências para o indivíduo – culturais, econômicas e ambientais – que decorrem da presença da incapacidade ou deficiência.

A organização mundial de saúde definiu muito bem os níveis de limitação pessoal de cada individuo pela necessita de e atenção especial definindo alguma limitação física, no Brasil existe legislação especifica para tratar de tal assunto presente no decreto 3298/99 que se intitula estatuto da pessoa com deficiência física, ao qual garante direitos, deveres, e a maneira como as pessoas devem tratar os indivíduos que dependem de cuidados especiais, como processo de inclusão social, enfim qualquer pessoa que necessite de cuidados especiais seja temporário ou permanente está assegurado pelo Estado e seus direitos serão respeitados.

É função do Estado de todos os indivíduos praticarem o estudo e fazer com que seja assegurada as pessoas com limitações acesso a todos os artigos previstos em nossa Carta Magna de 1988, mas o que fica em discussão é o preconceito e o conflito moral do tema, a questão do preconceito, da acessibilidade, e a maneira de tratar essas pessoas que possuem alguma limitação, para que não sejam excluídas do convívio social.
  Na Roma antiga havia a lei das 12 tábuas que autorizava a pessoa a matar o filho que nascesse com deficiência física, para os Hebreus um filho com deficiência era fruto do pecado, e os espartanos os “dispensavam” do alto dos montes, enfim eram atitudes que não devem aqui ser tidas como preconceitos apenas era a lei vigente na época, por fim a nossa constituição de 1988 assegura que não deve haver distinção de salários de, ou qualquer meio de isolamento ou individualização de qualquer pessoa, existe por exemplo do Brasil a lei de cotas: ( lei 8212/91)

Art. 93 - a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:
- até 200 funcionários.................. 2%
- de 201 a 500 funcionários........... 3%
- de 501 a 1000 funcionários......... 4%
- de 1001 em diante funcionários... 5%



Até mesmo os concursos públicos já destinam 5 % das vagas a portadores de deficiência física, tudo isso na tentativa de não fazer dos problemas que a pessoa possui uma doença social , ou uma barreira social, é tudo uma questão de conscientização, e o Estado deve ser o primeiro a dar exemplo e combater o preconceito। Mas será mesmo?

Agência do Banco do Brasil em Ceilândia, população de 600.000 habitantes aproximadamente:

codições da rampa de acesso:








Os Caixas eletrônicos possuem a faixa que dá acessibilidade aos deficientes visuais mas não há caixas com altura para acessibilidade a cadeirantes:




O que dizer então do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, existem ficheiros ou calçada para cegos chamadas de piso tátil de alerta ou acesso, o correto para saber o tamanho certo da rampa é multiplicar a altura do meio fio por 12, mesmo assim será que está sendo cumprido vejamos:









Existem 3 alturas diferentes para as rampas de acesso. 1ª rampa, em seguidas a 2ª e a terceira rampa, com dimensões diferentes.

Percebemos também que a faixa de pedestre só possui uma rampa de acessibilidade, e que também não há sonorizador para deficientes visuais:



A faixa possui irregularmente uma "rampa" para deficientes, mas do outro lado não possui nada.


O Sonorizador e a iluminação não funcionam, e a placa em péssimo estado de conservação.

Além disso temos o problema do Próprio estacionamento onde existe vaga para cadeirantes não possui rampa de acesso :




Sem faixa para deficiente visual.



Podemos perceber, a maior barreira enfrentada pela pessoa que necessita de cuidados especiais é o preconceito e a falta de acessibilidade aqui foram colocados dois locais que deveriam sim ter acesso garantidos, onde as pessoas buscam resolver assuntos práticos do dia a dia, se em um tribunal de justiça existem essas práticas, o que me dirá de danceterias, de boates, estádios de futebol? uma lanchonete? os próprios motéis não tem nehuma adaptação para pessoas com limitações.


A barreira social de socialização ainda é o mais grave problema de pessoas que possuem alguma limitação seja temporária seja permanente, e o próprio Estado descumpre as leis, por isso acredito que as leis devem ser debatidas nas escolas desde o nível básico, fundamental e médio da vida escolar, a fim de conseguirmos ter uma sociedade Justa e Perfeita,.e isso só se faz nas cadeiras escolares, nas academias não vejo outro jeito, outra maneira de se mudar esse quadro se não for motivados pela educação,no próprio local onde a pessoa pode manifestar seu direito ou buscá-lo que é o Tribunal de Justiça ela não tem acessibilidade imagine outros locais de lazer ou de simples passeio, outro grave problema é a gente pensar que um problema da deficiência só acontece com os outros, ou só vai acontecer com os outros, ou que como o não possuo limitação isso não é problema meu, mas é problema de todos nós.





1 de dez. de 2012

Como está chegando o período de rematrículas escolares, ou a hora de escolher uma nova escola para os filhos resolvi postar este artigo, espero que seja de grande valia para pais, alunos e mestres. Abração.


                                                                  O primeiro dia de aula




Falar sobre o primeiro dia de aula de uma criança muda bastante quando você é pai, e outra quando você é professor, mas quando você está envolvido nas duas situações, pela lógica, seria mais fácil entender o processo, mas não é tão simples, existem várias circunstâncias que nos obriga a separar um do o outro.



Com o ingresso da mulher no mercado de trabalho, seja para aumentar a renda familiar, seja pela mudança do perfil das famílias, observado pelo aumento de lares chefiados por mulheres, os pais são obrigados a colocar os pequenos cada vez mais cedo na escola.



As que mais sofrem com esta situação são as mães, pois elas além de carregarem as crianças por nove meses em seu ventre têm a licença maternidade, ou seja, elas estão juntas das crianças por mais de um ano, e o fato de colocar o filho na escola é uma barreira que as separa. O processo pode ser muito dolorido. Mas é preciso se preparar para esse momento, o que pode acontecer com meses de idade, ou com anos de idade, é preciso ter a consciência que mais cedo ou mais tarde pais e filhos terão que passar por esta situação.



A primeira preocupação dos pais é saber se a criança vai se adaptar, depois se elas vão sofrer com a distância. Choros de ambos os lados é absolutamente normal, talvez não muito saudável se for prolongado por dias, mas ocorre. È comum ligar na escola para saber se está tudo bem, mas não pode virar uma constante. Algumas dicas podem ser consideradas para quem vai passar pelo primeiro dia na escola dos filhos.



Importante frisar que seu filho é uma criança como você foi, ou seja, você também teve seu primeiro dia e você conseguiu superar, talvez possa ter ocorrido algum fato anormal, mas seu filho também superará, portanto faça exercícios com seu filho antes dele encarar a vida escolar, leia junto com ele, e faça perguntas do tipo: - Você está entendendo? Se a respostar for: - sim, então pergunte algum fato ocorrido no texto, pois é muito comum eles se distraírem, divida o livro em capítulos no primeiro dia fale sobre o que será lido, no segundo dia o capítulo 2, no terceiro o 3 e assim sucessivamente, até o fim do livro, assim ele terá gosto pela leitura, aí pode ser falado que na escola ele terá muitos momentos de leitura.



Os pais podem fazer os famosos “pic nic’s”, pois elas adoram, e falar que na escola terão muitos momentos iguais a esse, levar á parquinhos de areia onde existem várias crianças assim ela verá com sua ajuda que na escola também é freqüente esses momentos. É bom, mas deve-se ter cuidado levar os filhos para fazerem as compras de alguns materiais escolares, de preferência os mais simples, pois artigos como mochilas, podem sair caros, pois eles analisam os personagens, os ídolos e não a qualidade do produto como fazem os pais, assim elas poderão apagar um pouco a barreira que separa ela dos pais na escola, é importante levar ela para conhecer a escola antes de iniciar as aulas, e também se possível já conhecer professores e funcionários, o primeiro contato é bom para pais, alunos, e para escola.



Se pais optarem por transporte escolar pesquise a habilitação do condutor ou da empresa, veja se existem multas de excesso de velocidade, se a pessoa é habilitada para transportar estudantes, se todos vão sentados e com cinto, verifique também a segurança da escola e da qualificação dos funcionários.



Existem escolas que permitem a presença dos pais nas dependências nos primeiros dias, se a escola permitir e você puder ficar fique, mas se não puder deixe sua criança com os profissionais e vá embora, e nada de levar os filhos até a porta da sala, faça isso, caso seja permitido, no primeiro dia, após isso deixe-o na porta da escola, pois os professores e a escola está preparada para recebê-los, afinal você já foi a escola e matriculou seu filho lá então você deve ter total confiança.



Nada de ficar andando, às vezes até escondido da escola, nos corredores, ou deixando em sala material esquecido, ou coisas do tipo, caso ocorra deixe na direção ou na coordenação da escola, e lá os profissionais entregarão, e nada de celular em sala de aula, e não ligue para seu filho, mesmo que seja urgente, para isso tem o telefone da escola, e se for realmente necessário a escola transmitirá o aviso ( isso vale para qualquer idade).



Exemplos de coisas que podem acontecer na escola e que os pais têm que estar preparados: cair de um brinquedo no parquinho, ganhar mordidas de algum coleguinha, brigas, desentendimento entre as crianças. De qualquer forma, todo ocorrido deve ser conversado com os professores e equipe pedagógica. Lembrando que seu filho não é melhor nem pior que ninguém, e o respeito deve ser trabalhado com eles, e caso ocorra alguma coisa com a criança, é importante lembrar que poderia ter ocorrido com qualquer outro aluno, e tudo deve ser resolvido entre coordenação/direção e pais.



Pronto! Está finalizado o processo, o que resta agora é observar o comportamento de seu filho, ficar atento a eventuais mudanças de comportamento, os primeiros dias são normais o cansaço e elas dormirem cedo, mas após uma semana, dez dias, faça o dever de casa junto com ela ( qualquer idade), estimule com brinquedos pedagógicos, se possível com músicas, ou montagem de “lego”, quebra-cabeça, jogos da memória( para os menores), a esta altura ela já está acompanhando aquele livro que foi falado no inicio do texto pelo menos na metade, dentro do contexto surgirão palavras desconhecidas, assim elucide o significado.



Essas dicas eu utilizei no processo educacional de minha filha, e alguns pontos utilizo até hoje, e funcionaram perfeitamente bem, as crianças devem ser seguras, e isso vem dos pais, a maturidade elas atingirão através de incentivo nas tomadas de decisões, e os pais são fundamentais, aqui utilizo padrões de crianças que tem os pais juntos ou separados, de classe “D” até classe “A”, e todos os pontos podem se adaptados as mais diversas realidades, além de não atrapalhar o funcionamento da escola, contribuem para um bom aprendizado e uma boa conduta da escola. Com estimulo, com perseverança e dedicação teremos excelentes alunos, excelentes professores, e um relacionamento muito bom entre ambos, assim podemos por no prumo nossa sociedade, sendo conduzida de maneira Justa e Perfeita, pois o primeiro dia na escola é o primeiro passo de uma grande caminhada.







* Vítor Andrade

Professor de História

Diretor do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares do DF.

Diretor da CUT-DF.