26 de jan. de 2014

A Flor da Pele


*Vítor Andrade

Não é de hoje que lemos, e assistimos, noticias de brigas em estádios de futebol, mas também não é de hoje que existem brigas de trânsito, brigas de bar, brigas nas escolas, estamos a ponto de estar em um verdadeiro estado de Guerra.Na idade média as guerras eram militares, por território, Marco Polo é o Grande revolucionário com armas de fogo etc...Mas há os que criticam a  Idade Média principalmente,  dizendo que foram momentos de muita selvageria, o que também ocorreu em outros momentos de conflito ao longo da história.


Hoje na dita “Modernidade”, estamos lidando com situações piores. O que leva pessoas que nunca se viram, que não conhecem nada da vida um do outro, a se gladiarem por um esporte? Ou por uma simples fechada no trânsito, ou por uma freada errada, atirarem uma nas outras, ferirem com pedaços de madeira? A sociedade vive hoje com os nervos a flor da pele, ou seja tão nervosa ao ponto dos nervos  explodirem.Não é possível acreditar que a briga é apenas por fanatismo, tem algo a mais no contexto, escrito nas entrelinhas políticas , sociais e econômicas do país.


O efeito pode ser sociológico, as pessoas andam tão egoístas que lutam apenas pelo seu próprio território individualmente, seja seu carro, seja seu time, existem aqueles que vivem a margem do sistema no submundo do crime, que cometem delitos apenas para sua satisfação, estes não conseguem encontrar a percepção do que é o outro, ou o que é do outro, e não importa o grau de escolaridade, trabalho ou função que exerce na sociedade.


Estamos caminhando para o caos, e não adianta por a culpa no Estado ou nas classes políticas, aqui o elo é social, existem pessoas pobres que não são marginais, e existem ricos que são,  as crianças estão cada dia mais violentas, e não adianta dizer que é stress por que são muito jovens para terem noção do que é stress, não consigo entender quando no jogo de futebol torcedores estão se matando, o narrador dizer: - Meus Deus é muito lamentável.Na mesma emissora que transmite UFC onde o sangue jorra solto e as pessoas também estão se matando.


Está faltando educação. Em casa, na Escola, nos  alunos, nos professores, na polícia, no motorista de ônibus. A solução está na escola, é na escola que os jovens aprenderão a sociabilização, é na escola que podem exercitar o ócio  criativo, é lá que professores tem que respeitar os alunos para serem respeitados, precisamos formar cidadãos em tempo  integral, com noções de cidadania, direito, respeito ao próximo, precisamos construir uma nova casa ao invés de simplesmente arrumar a casa, precisamos de móveis novos, telhados resistentes ao tempo, e educar quem vive nela, para ter zelo, respeito aos que convivem dentro dela, acalmar os nervos, depois de concluído agora podemos receber visitas para a Copa do Mundo.


Vítor Andrade

Profº de História

15 de jan. de 2014

A Abertura dos Portos - Janeiro de 1808

* Vítor Andrade

 A transferência do Corte Portuguesa para o Brasil deu-se no dia 26 de novembro de 1807, com ele viria também todo o Estado Português, toda a administração pública, e aproximadamente 15.000 portugueses, maioria nobres, e serviçais do Reino de Portugal.

 O Principal motivo da transferência da corte Portuguesa para o Brasil foi primeiramente o Tratado de Fontainebleau, assinado entre a França e a Espanha que dividiria o Reino de Portugal, o momento era das grandes invasões Napoleônicas, que em 1806 tentou sem sucesso invadir a Inglaterra, decretando assim o bloqueio continental, pois Portugal não aceitou a condição do bloqueio pelo fato de ser um forte aliado da Inglaterra. Napoleão resolve então invadir Portugal, mas para isso era necessário cruzar o território espanhol para chegar até Lisboa. As tropas de Napoleão chegam ao território Português no dia 30 de novembro de 1807, mas as embarcações que trariam a família real e a corte portuguesa, já estavam em alto-mar, e viriam desembarcar no Brasil no dia 22 de Janeiro de 1808 na província da Bahia.

 Dom João , no dia 28 de Janeiro declara a abertura dos Portos as nações amigas, pois até então a economia da colônia era baseada através do monopólio comercial assim era uma maneira da Corte assegurar sua sobrevivência, esse medida era chamada pacto colonial. O fato de D. João ter aberto os Portos foi a primeira sinalização de Independência da Colônia, pois antes da abertura, a economia era basicamente de subsistência, ou para a sustentação do Reino de Portugal, assim D. João e a Corte partem para o Rio de Janeiro com o intuito de estruturar o poder político português em terras brasileiras. Em abril de 1808, D. João revogou os decretos que proibiam a instalação de manufaturas na Colônia, isentou de tributos a importação de matérias-primas destinadas à indústria, ofereceu subsídios para as indústrias de lã, de seda e do ferro, incentivando a introdução de novas máquinas. Criou, também, no mesmo ano, a Biblioteca Real, o primeiro Banco do Brasil, a Escola de Marinha e a Imprensa Régia e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

 Houve a abertura de produções gráficas no Brasil, assim surgiriam às primeiras revistas e jornais, inovando a consciência e mentalidade dos que aqui residiam, mas isso não significava uma liberdade de expressão e imprensa, era apenas o inicio para abastecer a elite letrada da Corte. A gazeta do Rio de Janeiro - tinha um caráter quase oficial e estava sujeito, como todas as demais publicações, a uma comissão de censura encarregada de examinar os papéis e livros que se mandassem publicar e fiscalizar que nada se imprimisse contra religião, o governo e os bons costumes.

 A corte portuguesa trouxe consigo a preocupação de criar academias e fabricas, foi criado a partir desse momento um observatório astronômico, fundando a fábrica de pólvora e arsenais, onde anos depois trabalharia lá Joaquim Gonçalves Ledo, e que se tornaria em 1811, a Academia Militar. Este órgão tinha entre as suas funções, a de promover um curso das chamadas ciências exatas (Matemática) e de observação (Física, Química, Mineralogia e História Natural). Essa academia formava oficiais do exército, engenheiros, geógrafos e topógrafos para que administrassem as obras empreitadas pelo governo, como a abertura de estradas, minas, portos, etc.. D. Rodrigo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, criou medidas de política e defesa da Colônia estruturada, por que também se preocupava em estabelecer canais de comunicação com todas as regiões. Os objetivos reais dessas medidas eram principalmente em proteger a colônia de guerras e facilitar a vida econômica da colônia que incluía o trafego através de rios e dos Portos, chegavam ao o Rio de Janeiro mercadorias e gêneros alimentícios tanto do exterior quanto de outras regiões do Brasil.

 As embarcações que passavam pela Baía da Guanabara traziam hortaliças e pequenos animais. Por terra chegavam animais de grande porte e produtos vindos da região das Minas e de São Paulo. Essas medidas jamais haviam sido pensadas antes da chegada da Corte ao Brasil, assim dá para entender a importância da vinda da Família Real a Colônia, mas havia preconceito e retaliação as que eram nascidos na colônia em relação aos vindos de Portugal, principalmente na esfera comercial, e nos cargos públicos e nos negócios.

 Muitos dos Novos habitantes eram imigrantes, não apenas portugueses, mas espanhóis, franceses, ingleses, que viriam a formar uma classe média de profissionais e artesãos qualificado neste mesmo período na Europa Hipólito José da Costa, estava preso, pelas perseguições que sofreria por indicação de Pina Munique pelo fato de ser Maçom, após fugir da cadeia em 1805, consegue em 1808 chegar a Londres na Inglaterra, onde fundaria o jornal “Correio Braziliense”, pois no Brasil pelo fato de existir a censura dificilmente poderia circular no Brasil, esse seria o maior jornal de veiculação que retratava a verdadeira realidade brasileira, onde defendia já a partir daí a abolição da escravatura, transferência da capital para o interior do país, e até mesmo de forma sutil a Independência do Brasil, Hipólito entrou para o rol dos brasileiros celebres reconhecidos mundialmente, e hoje é o “Patriarca da Imprensa Brasileira”.

 Mas de Fato o que foi a Abertura dos Portos? Há várias linhas de frente, uma delas protecionismo Estatal, depois protecionismo econômico, e outra vertente é Independência se consolidando,e a abertura diplomática da colônia. A abertura dos Portos não é um fato histórico isolado, ele abrange as relações internacionais, assim como economia, direito, cultura. A abertura era um fator inevitável, o príncipe D. João não tinha alternativa, ou se fechava e se afundava, ou abria o país e a colônia para o mundo, a abertura simboliza um marco das relações econômicas, políticas e internacionais do país, e um sinal de amadurecimento, de uma terra de Santa Cruz, onde se plantando tudo dá.

 *Vítor Andrade Professor de História
 Pós Graduado em História da Maçonaria
Diretor do SINPROEP-DF

8 de jan. de 2014


* Vítor Andrade

Hoje o processo histórico nos convida a fazermos uma reflexão sobre os dados, sobre os acontecimentos dos fatos históricos, não lidamos mais com datas, ou o famoso "decoreba", é possível fazermos uma avaliação: O que foi de fato o Dia do Fico, valeu a pena, trouxe, beneficios,será que houveram 8.000 assinaturas, qual a simbologia disso tudo, por que é importante estudarmos fato? essa avaliação não pode ser feita apenas por historiadores, mas ser estendida a todos.


Desde a transferência da Corte portuguesa ao Brasil, em 1808, o povo que havia permanecido em Portugal ficou literalmente a ver navios, assistiram a família real e a nobreza fugirem desesperadamente para a colônia brasileira, e meses mais tarde viram a colônia virar “metrópole”, e com isso o fim do pacto colonial. Isso tudo, sem sombra de dúvidas, era muito ruim para os portugueses.
Após o congresso de Viena, sete anos mais tarde, e o fim das guerras travadas com Napoleão, o povo português queria de volta a família real a Lisboa e o retorno do pacto colonial. O povo português exigia o retorno do Rei a Portugal, e o Brasil viu que podia ser Independente. Eis que em Agosto de 1820 eclodia a Revolução Liberal do Porto, em Lisboa. Essa revolução exigia o retorno da Família Real a Portugal, o retorno do Brasil a condição de Colônia, e o estabelecimento de uma monarquia constitucional.
Surge um grande problema para D. João VI, ficar no Brasil e ver o reino de Portugal sumir de suas mãos, voltar para Portugal e rebaixar o Brasil a situação de colônia, o que causaria revolta por parte dos comerciantes e o povo brasileiro, não podendo ser esquecido que a América espanhola já estava se emancipando, que já haviam grandes movimentos em prol de uma libertação da América, e com grande participação popular, inclusive da maçonaria. D.João tinha ao seu lado uma grande aliada a Igreja Católica, defendia os Estados Absolutistas.

As instituições principalmente comerciais viam que o Brasil deveria ser Independente, pois não era interessante o retorno do pacto colonial, mas também já não era mais vantajoso tornar-se uma monarquia portuguesa, ela queira sim o Império do Brasil.

Antes de partir o Rei D.João VI assinaria decretos importantes como que daria igualdade de condições e participação brasileira em relação a Portugal, assim dava certa tranqüilidade aos comerciantes e fazendeiros que ficaram no Brasil. Em Portugal, a Revolução Liberal estabeleceu uma junta governativa. Em função de o Rei estar ausente de Portugal governaria o Estado, convocariam as Cortes, redigiriam e aprovariam uma nova Constituição. Dentre os critérios de representação, o Brasil ficaria com 70 representantes, num total de mais de 200, e as capitanias passariam a se chamar províncias. No Brasil a notícia foi recebida com grande euforia. O Norte e Nordeste haviam se rebelado (Belém e Salvador), e no Rio de Janeiro a revolta seria pela reformulação dos ministérios e pela convocação das cortes com eleições indiretas. Dentre as facções políticas brasileiras surgiu, assim, o Partido Português, que defendia o retorno do Rei D. João VI à Portugal, e o retorno do Brasil à condição colonial.
O Rei D. João VI, então decidiu que seu filho D. Pedro fosse para Portugal buscando uma solução para o problema, chegando a lançar um decreto enviando D.Pedro para Lisboa, mas sobre pressão do Clero, da Nobreza e dos militares D. João VI resolve mudar de planos e retornar à Portugal, sob uma saída muito inteligente, pois assim continuaria com os plenos poderes tanto no Brasil como em Portugal, pois deixaria D.Pedro como príncipe regente do Brasil e após a sua morte uniria os dois Reinos e a manteria viva a Casa dos Bragança. Em abril de 1821, D. João VI retornaria a Portugal, com mais 4.000 pessoas entre nobres, militares, clero, magistrados. O Brasil passou a ser governado por um príncipe regente, D.Pedro de Alcântara, mais tarde intitulado D.PedroI.


Meses depois, no Brasil ocorreria a convocação para as cortes, e entre os eleitos estariam muitos defensores da Independência do Brasil. Muitos deles pertencentes à Maçonaria como: Cipriano Barata, médico e eleito pela província da Bahia, Francisco Muniz Tavares, Padre e eleito pela província de Pernambuco, o irmão de José Bonifácio, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva, advogado eleito por São Paulo, Diogo Antônio Feijó, Padre e eleito por São Paulo, e Nicolau dos Santos Vergueiro, fazendeiro e também eleito por São Paulo.

A Maçonaria neste momento ainda continuaria suspensa e as Lojas Maçônicas fechadas. As atividades maçônicas ressurgiriam em 24 de Junho de 1821 período de festas a São João, que é o padroeiro dos Maçons. Cerca de um ano mais tarde seria iniciado o príncipe regente D.Pedro I. Tomaria novo fôlego o trabalho incansável da Maçonaria para proclamar a independência do Brasil. Os Maçons travavam a luta emancipacionista tanto nas Lojas Maçônicas quanto na vida política e social brasileira, que no momento encontrava-se instável. As cortes haviam se reunido em janeiro de 1821 e àquela hora já teriam editado uma série de leis e decretos que prejudicariam o Brasil. As províncias agora não mais seguiam orientação do Rio de Janeiro e sim de Lisboa, tanto que no fim do ano de 1821 uma determinação vinda direta de Lisboa, transferia ministérios e repartições públicas do Rio de Janeiro para Lisboa, e a última reação de Portugal foram os decretos 124 e 125 de Dom João VI, que exigiam o retorno imediato do príncipe Dom Pedro I à Portugal.

As cortes gerais extraordinárias e constituintes na nação portuguesa, havendo decretado, em data de hoje a forma de governo e administração pública das províncias do Brasil, de maneira que a continuação da residência do príncipe real no Rio de Janeiro se torna não só necessária, mas até indecorosa à sua alta hierarquia: e considerando juntamente quanto convém aos interesses da nação que sua alteza real no viaje por alguns países ilustrados , a fim de obter aqueles conhecimentos que se fazem necessários, para um dia ocupar dignamente o trono português: mandam respeitosamente participar a El-Rei que tem resolvido o seguinte: 1º que o príncipe real regresse quanto antes para Portugal; 2º que Sua Alteza, logo que chegue a Portugal, passe a viajar incógnito às cortes e reinos da Espanha, França e Inglaterra, sendo acompanhado por pessoas dotadas de luzes, virtudes e adesão ao sistema constitucional, que para este fim, Sua majestade houver por bem nomear.

A essa altura o Brasil já não podia mais retornar a sua condição colonial, já havia uma mentalidade própria se solidificando. Os próprios brasileiros que foram estudar na Europa, no inicio do século, àquela altura, já haviam se formado, já eram homens maduros, e muitos faziam parte da corte Portuguesa, como é caso de José Bonifácio de Andrade e Silva, que anos antes havia sido apresentado ao Ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho, que solicitou décadas antes ao Maçom Hipólito da Costa para ir aos Estados Unidos e a Inglaterra para estudos econômicos.José Bonifácio se formou em Coimbra, foi professor universitário, e com a formação da juntas governativas provisórias foi nomeado vice-presidente da província de São Paulo, assim teria uma proximidade muito grande junto ao imperador Dom Pedro I.

CONTINUAÇÃO

A partir do mês de setembro de 1821, circulava pelas ruas do Rio de Janeiro o jornal “Reverbero Constitucional Fluminense”, impresso feito circular pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e o Conêgo Januário da Cunha Barbosa. A principio, o jornal defendia a idéia de Reino Unido, defendendo que o Brasil voltasse a ser Sede da Corte. O jornal tomou uma dimensão muito grande e começou a defender a Independência do Brasil.
Em janeiro de 1822, D.Pedro I deveria cumprir os decretos de seu pai e partir para Portugal. No dia 09 do mesmo mês, os maçons Joaquim Gonçalves Ledo, José Januário da Costa e José Clemente Pereira, um magistrado que havia sido eleito para o Senado da Câmara, entregaram uma carta ao príncipe regente, assinada ainda por José Bonifácio, Frei Francisco de Santa Tereza e Pedro Dias Paes Leme e mais 8 mil assinaturas, solicitando que não jurasse a Constituição portuguesa e que descumprisse os decretos de seu pai, permanecendo no Brasil, o que é muito duvidoso, pois no Rio de Janeiro a população era em torno de 100.000 habitantes, oito mil assinaturas é quase 10 % da população que era composta por escravos, sinhás fazendeiros comerciantes muitos deles analfabetos, e o resto da população também, as assinaturas são simbólicas. Em resposta D. Pedro I pronunciou a famosa frase: COMO É PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO ESTOU PRONTO, DIGA AO POVO QUE EU FICO”. Depois de dar resposta: fico. D Pedro dirigindo-se á janela, disse ao povo: “Agora só tenho a recomendar-vos: UNIÃO E TRANQÜILIDADE”.

A partir desse momento como a própria orientação do príncipe era a hora de tranqüilidade. As tropas portuguesas que se negavam a jurar fidelidade a D. Pedro eram mandadas de volta a Portugal, e criava-se assim o exército brasileiro. José Bonifácio foi nomeado ministro de D. Pedro. Ainda não era a Independência do Brasil, e sim uma resposta do partido brasileiro, exigindo maior autonomia, em um segundo momento o desejo de uma Independência política começou a se fortalecer. O dia 09 DE JANEIRO de 1822 é considerado pela historiografia brasileira como: “O DIA DO FICO”.

José Bonifácio é considerado hoje “Patriarca da Independência”. A sua inteligência sempre foi uma de suas maiores virtudes vindo a se tornar o todo poderoso Ministro do Reino e Estrangeiro. Devido a influência de José Bonifácio junto ao Príncipe, considerando que Bonifácio era defensor da idéia de uma Monarquia Constitucional, enquanto o grupo de Gonçalves Ledo era a favor de um regime republicano. Essas questões seriam levantadas diante do impasse do imperador, se convocava eleições diretas ou indiretas para as Cortes portuguesas. Começava aí o distanciamento do Príncipe em relação a Portugal, e abriria as portas para a Independência do Brasil meses mais tarde.

O Dia 09 de Janeiro de 1822, é o marco para Independência “política” do Brasil, na verdade ninguém tinha coragem de se manifestar, nem fazendeiros que não concordavam com a situação de virar colônia novamente, nem comerciantes, nem políticos, o povo infelizmente não teve participação neste acontecimento, e se teve a história fez questão de esquecê-los. A data deve ser lembrada, vivificada, estudada, os livros de história e os historiadores, devem relembrar essas datas, é triste ler nos livros apenas 1 linha a respeito de nomes como GONÇALVES LEDO, CIPRIANO BARATA, JANUÁRIO CUNHA BARBOSA,entre outros, um povo que esquece seus ídolos, seus heróis está apagando sua memória,e sujeitando-se a cometer erros que podem ser irreparáveis a nação.


*Vítor Andrade
Professor de História
Esp. em História da Maçonaria



Dia 09 de Janeiro - Dia do Fico


* Vítor Andrade

Desde a transferência da Corte portuguesa ao Brasil, em 1808, o povo que havia permanecido em Portugal ficou literalmente a ver navios, assistiram a família real e a nobreza fugirem desesperadamente para a colônia brasileira, e meses mais tarde viram a colônia virar “metrópole”, e com isso o fim do pacto colonial. Isso tudo, sem sombra de dúvidas, era muito ruim para os portugueses.
Após o congresso de Viena, sete anos mais tarde, e o fim das guerras travadas com Napoleão, o povo português queria de volta a família real a Lisboa e o retorno do pacto colonial. O povo português exigia o retorno do Rei a Portugal, e o Brasil viu que podia ser Independente. Eis que em Agosto de 1820 eclodia a Revolução Liberal do Porto, em Lisboa. Essa revolução exigia o retorno da Família Real a Portugal, o retorno do Brasil a condição de Colônia, e o estabelecimento de uma monarquia constitucional.
Surge um grande problema para D. João VI, ficar no Brasil e ver o reino de Portugal sumir de suas mãos, voltar para Portugal e rebaixar o Brasil a situação de colônia, o que causaria revolta por parte dos comerciantes e o povo brasileiro, não podendo ser esquecido que a América espanhola já estava se emancipando, que já haviam grandes movimentos em prol de uma libertação da América, e com grande participação popular, inclusive da maçonaria. D.João tinha ao seu lado uma grande aliada a Igreja Católica, defendia os Estados Absolutistas.

As instituições principalmente comerciais viam que o Brasil deveria ser Independente, pois não era interessante o retorno do pacto colonial, mas também já não era mais vantajoso tornar-se uma monarquia portuguesa, ela queira sim o Império do Brasil.

Antes de partir o Rei D.João VI assinaria decretos importantes como que daria igualdade de condições e participação brasileira em relação a Portugal, assim dava certa tranqüilidade aos comerciantes e fazendeiros que ficaram no Brasil. Em Portugal, a Revolução Liberal estabeleceu uma junta governativa. Em função de o Rei estar ausente de Portugal governaria o Estado, convocariam as Cortes, redigiriam e aprovariam uma nova Constituição. Dentre os critérios de representação, o Brasil ficaria com 70 representantes, num total de mais de 200, e as capitanias passariam a se chamar províncias. No Brasil a notícia foi recebida com grande euforia. O Norte e Nordeste haviam se rebelado (Belém e Salvador), e no Rio de Janeiro a revolta seria pela reformulação dos ministérios e pela convocação das cortes com eleições indiretas. Dentre as facções políticas brasileiras surgiu, assim, o Partido Português, que defendia o retorno do Rei D. João VI à Portugal, e o retorno do Brasil à condição colonial.
O Rei D. João VI, então decidiu que seu filho D. Pedro fosse para Portugal buscando uma solução para o problema, chegando a lançar um decreto enviando D.Pedro para Lisboa, mas sobre pressão do Clero, da Nobreza e dos militares D. João VI resolve mudar de planos e retornar à Portugal, sob uma saída muito inteligente, pois assim continuaria com os plenos poderes tanto no Brasil como em Portugal, pois deixaria D.Pedro como príncipe regente do Brasil e após a sua morte uniria os dois Reinos e a manteria viva a Casa dos Bragança. Em abril de 1821, D. João VI retornaria a Portugal, com mais 4.000 pessoas entre nobres, militares, clero, magistrados. O Brasil passou a ser governado por um príncipe regente, D.Pedro de Alcântara, mais tarde intitulado D.PedroI.


Meses depois, no Brasil ocorreria a convocação para as cortes, e entre os eleitos estariam muitos defensores da Independência do Brasil. Muitos deles pertencentes à Maçonaria como: Cipriano Barata, médico e eleito pela província da Bahia, Francisco Muniz Tavares, Padre e eleito pela província de Pernambuco, o irmão de José Bonifácio, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva, advogado eleito por São Paulo, Diogo Antônio Feijó, Padre e eleito por São Paulo, e Nicolau dos Santos Vergueiro, fazendeiro e também eleito por São Paulo.

A Maçonaria neste momento ainda continuaria suspensa e as Lojas Maçônicas fechadas. As atividades maçônicas ressurgiriam em 24 de Junho de 1821 período de festas a São João, que é o padroeiro dos Maçons. Cerca de um ano mais tarde seria iniciado o príncipe regente D.Pedro I. Tomaria novo fôlego o trabalho incansável da Maçonaria para proclamar a independência do Brasil. Os Maçons travavam a luta emancipacionista tanto nas Lojas Maçônicas quanto na vida política e social brasileira, que no momento encontrava-se instável. As cortes haviam se reunido em janeiro de 1821 e àquela hora já teriam editado uma série de leis e decretos que prejudicariam o Brasil. As províncias agora não mais seguiam orientação do Rio de Janeiro e sim de Lisboa, tanto que no fim do ano de 1821 uma determinação vinda direta de Lisboa, transferia ministérios e repartições públicas do Rio de Janeiro para Lisboa, e a última reação de Portugal foram os decretos 124 e 125 de Dom João VI, que exigiam o retorno imediato do príncipe Dom Pedro I à Portugal.

As cortes gerais extraordinárias e constituintes na nação portuguesa, havendo decretado, em data de hoje a forma de governo e administração pública das províncias do Brasil, de maneira que a continuação da residência do príncipe real no Rio de Janeiro se torna não só necessária, mas até indecorosa à sua alta hierarquia: e considerando juntamente quanto convém aos interesses da nação que sua alteza real no viaje por alguns países ilustrados , a fim de obter aqueles conhecimentos que se fazem necessários, para um dia ocupar dignamente o trono português: mandam respeitosamente participar a El-Rei que tem resolvido o seguinte: 1º que o príncipe real regresse quanto antes para Portugal; 2º que Sua Alteza, logo que chegue a Portugal, passe a viajar incógnito às cortes e reinos da Espanha, França e Inglaterra, sendo acompanhado por pessoas dotadas de luzes, virtudes e adesão ao sistema constitucional, que para este fim, Sua majestade houver por bem nomear.

A essa altura o Brasil já não podia mais retornar a sua condição colonial, já havia uma mentalidade própria se solidificando. Os próprios brasileiros que foram estudar na Europa, no inicio do século, àquela altura, já haviam se formado, já eram homens maduros, e muitos faziam parte da corte Portuguesa, como é caso de José Bonifácio de Andrade e Silva, que anos antes havia sido apresentado ao Ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho, que solicitou décadas antes ao Maçom Hipólito da Costa para ir aos Estados Unidos e a Inglaterra para estudos econômicos.José Bonifácio se formou em Coimbra, foi professor universitário, e com a formação da juntas governativas provisórias foi nomeado vice-presidente da província de São Paulo, assim teria uma proximidade muito grande junto ao imperador Dom Pedro I.

CONTINUAÇÃO

A partir do mês de setembro de 1821, circulava pelas ruas do Rio de Janeiro o jornal “Reverbero Constitucional Fluminense”, impresso feito circular pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e o Conêgo Januário da Cunha Barbosa. A principio, o jornal defendia a idéia de Reino Unido, defendendo que o Brasil voltasse a ser Sede da Corte. O jornal tomou uma dimensão muito grande e começou a defender a Independência do Brasil.
Em janeiro de 1822, D.Pedro I deveria cumprir os decretos de seu pai e partir para Portugal. No dia 09 do mesmo mês, os maçons Joaquim Gonçalves Ledo, José Januário da Costa e José Clemente Pereira, um magistrado que havia sido eleito para o Senado da Câmara, entregaram uma carta ao príncipe regente, assinada ainda por José Bonifácio, Frei Francisco de Santa Tereza e Pedro Dias Paes Leme e mais 8 mil assinaturas, solicitando que não jurasse a Constituição portuguesa e que descumprisse os decretos de seu pai, permanecendo no Brasil, o que é muito duvidoso, pois no Rio de Janeiro a população era em torno de 100.000 habitantes, oito mil assinaturas é quase 10 % da população que era composta por escravos, sinhás fazendeiros comerciantes muitos deles analfabetos, e o resto da população também, cabe avaliar se as assinaturas são simbólicas. Em resposta D. Pedro I pronunciou a famosa frase: COMO É PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO ESTOU PRONTO, DIGA AO POVO QUE EU FICO”. Depois de dar resposta: fico. D Pedro dirigindo-se á janela, disse ao povo: “Agora só tenho a recomendar-vos: UNIÃO E TRANQÜILIDADE”.

A partir desse momento como a própria orientação do príncipe era a hora de tranqüilidade. As tropas portuguesas que se negavam a jurar fidelidade a D. Pedro eram mandadas de volta a Portugal, e criava-se assim o exército brasileiro. José Bonifácio foi nomeado ministro de D. Pedro. Ainda não era a Independência do Brasil, e sim uma resposta do partido brasileiro, exigindo maior autonomia, em um segundo momento o desejo de uma Independência política começou a se fortalecer. O dia 09 DE JANEIRO de 1822 é considerado pela historiografia brasileira como: “O DIA DO FICO”.

José Bonifácio é considerado hoje “Patriarca da Independência”. A sua inteligência sempre foi uma de suas maiores virtudes vindo a se tornar o todo poderoso Ministro do Reino e Estrangeiro. Devido a influência de José Bonifácio junto ao Príncipe, considerando que Bonifácio era defensor da idéia de uma Monarquia Constitucional, enquanto o grupo de Gonçalves Ledo era a favor de um regime republicano. Essas questões seriam levantadas diante do impasse do imperador, se convocava eleições diretas ou indiretas para as Cortes portuguesas. Começava aí o distanciamento do Príncipe em relação a Portugal, e abriria as portas para a Independência do Brasil meses mais tarde.

O Dia 09 de Janeiro de 1822, é o marco para Independência “política” do Brasil, na verdade ninguém tinha coragem de se manifestar, nem fazendeiros que não concordavam com a situação de virar colônia novamente, nem comerciantes, nem políticos, o povo infelizmente não teve participação neste acontecimento, e se teve a história fez questão de esquecê-los. A data deve ser lembrada, vivificada, estudada, os livros de história e os historiadores, devem relembrar essas datas, é triste ler nos livros apenas 1 linha a respeito de nomes como GONÇALVES LEDO, CIPRIANO BARATA, JANUÁRIO CUNHA BARBOSA,entre outros, um povo que esquece seus ídolos, seus heróis está apagando sua memória,e sujeitando-se a cometer erros que podem ser irreparáveis a nação.


*Vítor Andrade
Professor de História



Esp. em História da Maçonaria

18 de dez. de 2013

Precisamos da História, antes que seja tarde


A disciplina de História no currículo escolar passou a ser obrigatória em 1837 com a criação do Colégio D. Pedro II no Rio de Janeiro, de lá pra cá houve mudanças significativas ao abordar História em sala de aula, seja pelas escolas de pensamento ou pelas diretrizes muitas vezes estatais, como a introdução de trabalharmos história da África, história estadual enfim com a finalidade de promover e de afirmar a importância da história na vida de todos nós.


Estudar história ao contrário do que pais, alunos, professores e leigos pensam não é apenas a arte de decorar, o professor de História não está lidando com “papagaios” que precisam apenas ser um mero reprodutor de frases, estudar história é compreender o andamento da sociedade ao longo do tempo em seus aspectos, culturais, sócio político e econômico, e para não complicar muito a leitura, é saber como o homem se comportou e se comporta ao  longo dessas mudanças, com um olhar critico, reflexivo, e protagonista do palco da vida.É necessário um trabalho urgente com as famílias, para que possam entender que a história, as artes, a educação física , a filosofia, são tão importantes quanto qualquer outra disciplina, e que merecem ser respeitadas e estudadas.


Comum a nós professores de História, o olhar de  espanto quando recebem a noticia, que  alunos ficam em recuperação ou quando reprovam em história, “como assim recuperação em História?”   Temos um herança cultural, onde importante é  estudar e saber  português e matemática, hoje com a crescente procura por concursos públicos essas matérias foram bem mais evidenciadas, e estamos criando um povo que quando se esforça  sabe ler, sabe escrever, contar, calcular, mas não sabe sua história, sua localização no tempo,e aí  quando são cobrados em concursos,a disciplina atualidades parecem que as informações são em outra língua, ou pensam que atualidades é fácil e conseguem fazer a prova.


Não podemos criar uma geração sem perfil ideológico, sem conhecer sua história sem passado, sem presente, pois corre o risco de não terem um futuro, toda disciplina precisa de história, tudo na vida precisa, precisamos completar as informações que estão desencontradas em nossa certidão de nascimento histórico, para que o registro geral fique completo, e aqui meus amigos vão me desculpar mas cabe a nós das ciências humanas, as exatas nos ajudam, e nos completam.


Encerro o texto com três vivas,  Viva a História! Viva o Estudo da História e os seus benfeitores! Viva aqueles que não gostam de história, pois não sabem que eles também fazem história! Parabéns aos estudantes de história aos professores de História, aos historiadores, e a todos aqueles que indiretamente contribuem para a compreensão da história.

*Profº Vítor Andrade

Professor de História

7 de dez. de 2013

MUITO OBRIGADO - THANK YOU


Muito Obrigado! Não sei mais o que dizer além de : Muito obrigado! Durante o ano de 2013 e nesses 5 anos de blog tenho mais de 53.000 acessos.

Sei que muitas vezes os textos não agradam muito, podem parecer fúteis, talvez desnecessários, outros como dizem alguns por aí fracos, mas ainda bem que o espaço é democrático, respondo a todos que me fazem perguntas, que fazem criticas, o que é muito bom pois assim nos dá sustentação para novos passos.

Sendo assim, quero aqui manifestar em público meus agradecimentos: as pessoas pensam que todo professor de história é ateu. Pura Bobagem! Por isso agradeço ao GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO primeiramente, por me conceder o dom da vida, da comunicação e por me dar força e saúde. Agradeço a minha companheira de inúmeras datas a Francisca Andrade ou Kika, a minha sementinha Maria Isabel, por me aguentar nas minha chatices e também em minhas ausências pela corrida cotidiana. Muito obrigado meus IIrmãos, meus amigos minha família, à todos os professor@s do Brasil, pois a missão de lecionar de propor uma sociedade diferente passa por nossas mãos, mestres vocês são a maior e melhor classe da sociedade, se disserem que a gene sofre não tem nada não a gente vai continuar educando.Agradeço meus alunos, meus ex - alunos aqueles que só entram no blog em época de provas é assim mesmo, amo cada um e cada uma de vocês, torço por sua felicidade, sejam bons, melhores que seus pais e piores que seus netos...

E Por fim agradeço aqueles que talvez não tenha mencionado, que acessam o blog e não se enquadram neste contexto, em 2014 prometo melhorar o Blog, agradeço de coração meu amigos dos :
Estados Unidos, Israel, Ucrânia, Romênia, Rússia, Marrocos, Senegal, Kwait, Argentina, Chile, Paraguai, Venezuela, Canadá, Portugal, Espanha, Guiné, Grécia, Vietnã, Alemanha, Africa do Sul, Malásia, França, Dinamarca, China, Holanda, Reino  Unido, Eslovênia, Rússia, se faltou alguém me perdoem, ou seja os 4 cantos do mundo, muito, muito, muito obrigado, vocês são o motivo de minha inspiração.....

Um natal mesmo para quem não acredita , e para quem, não comemora de muita paz, tranquilidade e saúde...

Um 2014 de muitas realizações e saúde para a caminhada !!!!

São os sinceros votos

Do Professor Vítor Andrade.'.


Thank you ! I do not know what else to say other than : Thank you ! During the year 2013 and those 5 years of blog got over 53,000 hits .

I know that often the texts do not like much, may seem futile , perhaps unnecessary , as some others by weak there, but thankfully the space is democratic answer to everyone who ask me questions that make criticism , which is very good for thus gives support for further steps .

Therefore , I wish to express my thanks in public : people think that every history teacher is an atheist . Pure Nonsense ! So I thank the GREAT ARCHITECT OF THE UNIVERSE first, for giving me the gift of life , communication and for giving me strength and health . I thank my partner numerous dates Francisca Andrade or Kika , my seed Maria Isabel , for putting me in my annoyances and also in my daily absences by race. Thank you my IIrmãos , my friends my family , to all @ s teacher in Brazil , because the mission of teaching to propose a different society passes through our hands , masters you are the biggest and best class of society , if they say that the gene suffering has nothing do not we will continue educando.Agradeço my students , my ex - students who just enter the blog at exam time is anyway , I love each and every one of you , cheer for your happiness , be good , better than their parents and worst your grandchildren ...

And Finally I thank those who may not have mentioned , accessing the blog and do not fit in this context , in 2014 promise to improve the blog , I thank my friends of the heart :
United States , Israel , Ukraine , Romania , Russia , Morocco , Senegal , Kuwait , Argentina , Chile , Paraguay , Venezuela , Canada , Portugal , Spain , Guinea , Greece , Vietnam , Germany , South Africa , Malaysia, France , Denmark , China , Netherlands, United Kingdom , Slovenia , Russia , forgive me if someone missed , ie the 4 corners of the world , really, really , thank you , you are the reason for my inspiration .....

A christmas even for those who do not believe , not for those who celebrates a lot of peace , tranquility and health ...

A 2014 many achievements and health for the walk ! !

Are the sincere wishes

Professor Victor Andrade . ' .

19 de nov. de 2013

DIA DA BANDEIRA

*Profº Vítor Andrade.'.

No mês de novembro comemora-se entre outras datas como proclamação da República, o dia da bandeira 19, como uma bandeira brasileira, pois antes da Independência nós adotamos a bandeira de Portugal afinal ainda éramos colônia.

Em 1808 com a vinda da família Real portuguesa para o Brasil, devido as invasões Napoleônicas, D.João trouxe a primeira etapa da Independência do Brasil, a segunda veio apenas em 1815 no congresso de Viena, com o mapa europeu redesenhado. D.João sabiamente eleva o Brasil ao Reino Unido de Brasil Portugal e Algarves, com isso nós ganhamos uma bandeira e um brasão próprios, mas havia outros impasses, o Congresso proibia que países tivessem suas sedes fora da Europa. D. João sai do impasse diplomático unindo reinos e continua no Rio de Janeiro. Neste período, de 1808 à 1822, tivemos 4 bandeiras que serão mais adiante descritas.

A Bandeira Nacional é o que faz o mundo reconhecer quem é seu país, após 1822 quando D.Pedro I proclama nossa independência politica, não podíamos mais usar a bandeira do Reino Unido de Brasil Portugal e Algarves, entra em cena então o patriarca da Independência: José Bonifácio, que já havia conhecido a Europa e sabia que para sermos independentes precisávamos de bandeira, de brasão próprio. Quem compôs o Hino da Independência? D.Pedro I, e quem elaborou a bandeira foi José Bonifácio e Jean Baptiste Debret, desenhista e pintor de grande importância no Brasil de 1816 à 1830. Esta bandeira durou de 18 de Setembro à 1º de Dezembro de 1822.

Havia a tradição que a cada troca de reinado que se trocasse a Coroa desenhada na bandeira, essa foi a única mudança, o café e o tabaco continuavam presentes um pouquinho diferente seu formato mas ainda eram café e tabaco Esta bandeira do período Imperial, foi criada a partir do decreto de 18/09/1822, ainda ostentava um coroa real e não imperial, então em 01/12/1822 era trocada pela coroa Imperial.

Então vamos lá: D.Pedro I criou a maior Dinastia Européia na América com seu casamento com D. Leopoldina da Casa do Habsburgo da Europa, família rica e poderosa desde o Século XI na Áustria. O verde na verdade simboliza a casa dos Bragança, mas no Brasil, por que em Portugal a cor é o escarlate; o amarelo simboliza a casa de Lorena ou da casa imperial da Áustria ( Habsburgo); e para o losango existem várias versões, entre elas que D.Pedro utilizou o losango em admiração a Napoleão, afinal o Imperador era Bragança e Bourbon descendente de reis da França, onde o símbolo era utilizado em bandeiras de guerra, outra versão mais inusitada seria de que o losango teria sido uma homenagem à mulher, ou a sua genitália, pela admiração que o Imperador tinha pelas mulheres, fica a cargo do leitor escolher a versão. Este é o fim das bandeiras do Primeiro Império.

No Primeiro Império a bandeira possuía 19 estrelas e no Segundo Império ou reinado 20, devido a criação da província de Rio Negro (Amazonas) e nenhuma ligação com a Teresa de Duas Sicilias sua esposa e mãe de princesa Isabel. Na verdade D. Pedro II tinha mais coisas a fazer ao invés de mexer com bandeiras, até mesmo tirar um cochilo.

Essa bandeira do Brasil durou até proclamação da república 15 de Novembro de 1889, tendo sido substituída pela bandeira provisória do Brasil que durou 4 dias, bem parecida com a do Estados Unidos da América, mas com o Verde, Azul, e 20 estrelas brancas, da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil, criada no Centro Republicano Lopes Trovão no Rio de Janeiro. Deodoro da Fonseca resolve manter o mesmo padrão da bandeira do Império, retirando apenas a Coroa Imperial, mas houveram muitos projetos pela mudança da Bandeira Nacional: o vencedor foi o projeto de Raimundo Teixeira Mendes, desenhado pelo pintor Décio Vilares e instituída com o decreto Nº 4 de 19 de novembro de 1889. O losango diminuiu e uma esfera azul com 21 estrelas, representando um globo celestial substituiu o escudo ou brasão imperial. Essa esfera ao contrário do que dizem, representa a esfera azul que foi utilizada na Confederação do Equador, que afinal de contas tinha sido uma revolução de ideais republicanos.

O Artigo 11 do decreto Nº 4 de 1889 diz: “A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais: verde e amarelo, do seguinte modo, um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul e pontuada por 21 estrelas...” Lei 5.700 de 1971 regula todos os procedimentos com a bandeira nacional, inclusive prevê punição aos que desrespeitarem a Bandeira Nacional.

Percebe-se que o texto diz esfera celeste azul, e não esfera azul celeste, pois a idéia era representar o céu do Rio de Janeiro na hora da proclamação da República aproximadamente as 08:30 da manhã, mas me respondam como podemos ver estrelas brancas num céu azul claro àquela hora? Então em 1992 a lei 8421, que dispõe sobre os símbolos nacionais, não especifica quais as tonalidades das cores.

O lema Ordem e Progresso de origem positivista defendido por vários fatores, entre eles que não se queria mais vincular a República ao Império. A data de 19 de novembro de 1889 foi decretada a Bandeira Nacional. Outro fato interessante sobre a data é que 19 anos mais tarde, ou seja 1908, numa cerimônia fúnebre de guardas da marinha, um sacerdote católico romano haveria se recusado a cobrir o caixão com a bandeira ao menos que se cobrisse o lema: Ordem e Progresso. Houve pancadaria e a partir do incidente foi redigido um manifesto assinado por Lauro Sodré, Tasso Fragoso, Olavo Bilac, sugerindo que se fosse comemorado anualmente o 19 de Novembro como o DIA DA BANDEIRA. Cá entre nós, é de arrepiar ouvir o Hino da Bandeira.

A letra do Hino à Bandeira foi escrito por Olavo Bilac e a música composta por Francisco Braga. Ele foi apresentando pela primeira vez em 9 de novembro de 1906.
BANDEIRA DE 1502 À 1816 e a BANDEIRA DO REINO UNIDO DE BRASIL PORTUGAL E ALGARVES


1502 a 1816
Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarves





Bandeira Provisória: Após a Independência








Bandeira do Império






Primeira Bandeira da República




Bandeira Atual

DIA DA BANDEIRA



*Profº Vítor Andrade.'.

No mês de novembro comemora-se entre outras datas como proclamação da República, o dia da bandeira(19, como uma bandeira brasileira, pois antes da Independência nós adotamos a bandeira de Portugal afinal ainda éramos colônia.

Em 1808 com a vinda da família Real portuguesa para o Brasil, devido as invasões Napoleônicas,  D.João trouxe a primeira etapa da Independência do Brasil, a segunda veio apenas em 1815 no congresso de Viena, com o mapa europeu redesenhado. D.João sabiamente eleva o Brasil ao Reino Unido de Brasil Portugal e Algarves, com isso nós ganhamos uma bandeira e um brasão próprios, mas havia outros impasses, o  Congresso proibia que países tivessem suas sedes fora da Europa. D. João sai do impasse diplomático unindo reinos e continua no Rio de Janeiro.  Neste período, de 1808 à 1822, tivemos 4 bandeiras que serão mais adiante descritas.

A Bandeira Nacional  é o que  faz o mundo reconhecer quem é seu país, após 1822 quando D.Pedro I proclama nossa independência politica, não podíamos mais usar a bandeira do Reino Unido de Brasil Portugal e Algarves, entra em cena então o patriarca da Independência: José Bonifácio, que já havia conhecido a Europa e sabia que para sermos independentes precisávamos de bandeira, de  brasão próprio. Quem compôs o Hino da Independência? D.Pedro I, e quem elaborou a bandeira foi José Bonifácio e Jean Baptiste Debret, desenhista e pintor de grande importância no Brasil de 1816 à 1830. Esta bandeira durou de 18 de Setembro à 1º de Dezembro de 1822.

Havia a tradição que a cada troca de reinado que se trocasse a Coroa desenhada na bandeira, essa foi a única mudança, o café e o tabaco continuavam presentes um pouquinho diferente seu formato mas ainda eram café e tabaco Esta bandeira do período Imperial, foi criada a partir do decreto de 18/09/1822, ainda ostentava um coroa real e não imperial, então em 01/12/1822 era trocada pela coroa Imperial.

Então vamos lá: D.Pedro I criou a maior Dinastia Européia na América com seu casamento com D. Leopoldina da Casa do Habsburgo da Europa, família rica e poderosa desde o Século XI na Áustria. O verde na verdade simboliza a casa dos Bragança, mas no Brasil, por que em Portugal a cor é o escarlate; o amarelo simboliza a casa de Lorena ou da casa imperial da Áustria ( Habsburgo);  e para o losango existem várias versões, entre elas que D.Pedro utilizou o losango em admiração a Napoleão, afinal o Imperador era Bragança e Bourbon descendente de reis da França, onde o símbolo era utilizado em bandeiras de guerra, outra versão mais inusitada seria de que o losango teria sido uma homenagem à mulher, ou a sua genitália, pela admiração que o Imperador tinha pelas mulheres, fica a cargo do leitor escolher a versão. Este é o fim das bandeiras do Primeiro Império.

No Primeiro Império a bandeira possuía 19 estrelas e no Segundo Império ou reinado 20, devido a criação da província de Rio Negro (Amazonas) e nenhuma ligação com a Teresa de Duas Sicilias sua esposa e mãe de princesa Isabel. Na verdade D. Pedro II tinha mais coisas a fazer ao invés de mexer com bandeiras, até mesmo tirar um cochilo.

Essa bandeira do Brasil durou até proclamação da república 15 de Novembro de 1889, tendo sido substituída pela bandeira provisória do Brasil que durou 4 dias, bem parecida com a do Estados Unidos da América, mas com o Verde, Azul, e 20 estrelas brancas, da República Federativa dos Estados Unidos do Brasil,  criada no Centro Republicano Lopes Trovão no Rio de Janeiro.  Deodoro da Fonseca resolve manter o mesmo padrão da bandeira do Império, retirando apenas a Coroa Imperial, mas houveram muitos projetos pela mudança da Bandeira Nacional: o vencedor foi  o projeto de Raimundo Teixeira Mendes, desenhado pelo pintor  Décio Vilares e instituída com o decreto Nº 4 de 19 de novembro de 1889. O losango diminuiu e uma esfera azul com 21 estrelas, representando um globo celestial substituiu o escudo ou brasão imperial. Essa esfera ao contrário do que dizem, representa a esfera azul que foi utilizada na Confederação do Equador, que afinal de contas tinha sido uma revolução de ideais republicanos.

O Artigo 11 do decreto Nº 4 de 1889 diz: “A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais: verde e amarelo, do seguinte modo, um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul e pontuada por 21 estrelas...” Lei 5.700 de 1971 regula todos os procedimentos com a bandeira nacional, inclusive prevê punição aos que desrespeitarem a Bandeira Nacional.

Percebe-se que o texto diz esfera celeste azul, e não esfera azul celeste, pois a idéia era representar o céu do Rio de Janeiro na hora da proclamação da República aproximadamente as 08:30 da manhã, mas me respondam como podemos ver estrelas brancas num céu azul claro àquela hora? Então em 1992 a lei 8421, que dispõe sobre os símbolos nacionais, não especifica quais as tonalidades das cores.

O lema Ordem e Progresso de origem positivista defendido por vários fatores, entre eles que não se queria mais vincular a República ao Império. A data de 19 de novembro de 1889 foi decretada a Bandeira Nacional. Outro fato interessante sobre a data  é que 19 anos mais tarde, ou seja 1908, numa cerimônia fúnebre de guardas da marinha, um sacerdote católico romano haveria se recusado a cobrir o caixão com a bandeira ao menos que se cobrisse o lema: Ordem e Progresso. Houve pancadaria e a partir do incidente foi redigido um manifesto assinado por Lauro Sodré, Tasso Fragoso, Olavo Bilac, sugerindo que se fosse comemorado anualmente o 19 de Novembro como o DIA DA BANDEIRA.  Cá entre nós, é de arrepiar ouvir o Hino da Bandeira.

A letra do Hino à Bandeira  foi escrito por Olavo Bilac e a música composta por Francisco Braga. Ele foi apresentando pela primeira vez em 9 de novembro de 1906.
BANDEIRA DE 1502 À 1816 e a  BANDEIRA DO REINO UNIDO DE BRASIL PORTUGAL E ALGARVES
                                         
NOTEM A DIFERENÇA NAS COROAS

 COROA REAL                                                                 COROA IMPERIAL                                
                                                                                                             


BANDEIRA PROVISÓRIA  (durou 4 dias)                     BANDEIRA ATUAL




15 de nov. de 2013

O Individualismo e o patrimonialismo no Brasil O Público e o Privado


*Vítor Andrade

O individualismo e o patrimonialismo no Brasil, infelizmente, ainda  é confundido com o privatismo. Na primeira impressão  podem parecer sinônimos mas não são. No Brasil a privatização começou logo cedo, com o Português Fernando de Noronha. Em 1504 com o nosso país recém descoberto, o então Rei de Portugal D. Manuel I, na data de 16 de Fevereiro, entregou carta patente dando direito de Fernão de Noronha ou Fernando, a explorar, a ilha, sendo a primeira capitania hereditária do Brasil, logo depois D. Manuel I doou, como se fosse dele, a Ilha para Fernando de Noronha.

Nosso país ainda não conseguiu separar o Estado da vida privada, e o que se vê é a cada dia a população mais revoltada, principalmente quando se fala da vida política partidária. Como dizia o gaúcho Barão de Itararé ou  Aparicio Torelli: "Certos políticos brasileiros confundem a vida pública com a privada", aliás, Barão já é um titulo nobiliárquico, que foi muito distribuído no período colonial e imperial, o Barão pertence a Nobreza do Estado, no caso monarquista, mas Aparicio utilizava esse titulo como pseudônimo,  para criticar o Estado. Dom Pedro I, Defensor perpétuo do Brasil, quando foi jurar a constituição de 1824 declarou que defenderia a  nossa  constituição se ” fosse digna do Brasil e de Mim.”

O Brasil infelizmente pulou algumas etapas sociais, como toda a beleza contrastada e  rebuscada da Idade Média, o Brasil é “descoberto” em 1517. Enquanto aqui havia exploração, na Alemanha Lutero já havia questionado o Poder da Igreja Católica com alta carga de renascimento que nós não sentimos em nosso processo de formação.

O divisor de águas da Idade moderna para a Idade Contemporânea é a Revolução Francesa em 1789, mas não podemos esquecer que mais de 100 anos antes a Inglaterra já havia realizado a revolução puritana, já havia discutido o modelo de Estado e já havia  cortado a cabeça de seu Rei. A América Anglo saxônica, já havia declarado Independência, e o Brasil ainda era colônia, quando nós ficamos “Independentes” muitos outros países Latino-Americanos, já estavam independentes. Só para citar: Perú e Venezuela entre outros,  o que dizer de nossas Universidades, uma das primeiras  Universidade da América-Latina é a do Peru em 1551, e a do Brasil é do Amazonas em 1909, segundo o livro dos recordes e a própria UFAM, e com as leis brasileiras.

O Brasil, não viveu as Revoluções Industriais, nós não passamos por duas Guerras mundiais para termos que  construir e reconstruir um Estado, o próprio Deodoro da Fonseca que fez a nossa proclamação da República era monarquista, e não sabia se gritava Viva a Monarquia ou Viva a República, ou seja a construção do povo brasileiro foi feita às avessas, misturando o público como privado. Quando fizeram a “abolição da escravatura”, poderiam ter feito a Reforma Agrária. Soltaram os ex-escravos nas ruas, e ainda indenizaram os senhores de escravos, sendo que o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão no mundo.

Quem não se lembra do Ministro do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que disse certa vez: “Gente, cachorro também é gente” quando foi flagrado levando seu cachorro para passear em carro oficial. E não para por aqui, é ministro viajando de avião pago por empreiteira, é lobista dando presentes de fim de ano para funcionários do Governo, é a Máquina pública inchada de cargos em comissão para fazer propaganda política.

E o que dizer de nosso Judiciário, que não presta contas para a sociedade. Tem motorista levando filho de ministro para escola e até para faculdade, e o mais inusitado o motorista atrapalhado ou cheio do poder ainda estacionou o carro oficial na vaga para deficiente. Ainda tem ministro que diz: “Eu sou Ari Pargendler e você está demitido!!!,. No filme Cidade de Deus tem uma cena em que um personagem grita: Dadinho é o C... meu nome agora é Zé Pequeno, quem falou que a boca é tua!”, resumindo: eu é quem mando nisso aqui é meu, em ambos os casos.

O Estádio do Curintia  é uma obra privada, feita com dinheiro público, afinal é publico ou privado? Nossa sofrida e mal remunerada policia militar é quem faz a segurança dos torcedores nos jogos, alguém sabe me dizer por quê? A PM ao invés de ir para as ruas vai para os estádios, e ainda vem o Ricardo Teixeira dizer que não deve prestar contas à sociedade. Por que somente a Globo tem direito a exclusividade em jogos da seleção de jogadores nascidos no Brasil?

É o público misturado como privado, mas só para os ricos. O pobre se contenta em por carro na calçada, em fazer calçada desnivelada, em por cone de ferro e por até corrente para ninguém passar. Infelizmente quem vê os poderosos fazendo o que querem, quer fazer aqui em baixo o mesmo, mas de acordo com seu poder. Acabaremos com isso quando? Quando o professor, for valorizado, motivado, bem remunerado, e os alunos puderem ter um professor idealista, que dá aulas com prazer, em uma escola bem equipada. Em um Brasil com tantas desigualdades, haja ao menos igualdade entre alunos e mestres, lembrando que igualdade não é ausência de hierarquia. E é assim que sonhamos, acreditamos e assim será.


Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim


*Vítor Andrade
Professor de história
Pós graduado em História da Maçonaria
Diretor do SINPROEP-DF


30 de out. de 2013

1º Fórum de História, Geografia e Relações Internacionais.




Gostaríamos de convidar aos professores e aos alunos do colégio, amigos e familiares a comparecerem ao 1º Fórum de Geografia, Historia e Relações Internacionais, que acontecera no dia 31/10 as 19:00 horas na Universidade Católica de Brasília na Unidade da Asa Norte. 


Esse evento tem como intuito a criação de um fórum permanente de professores dessas disciplinas, a fim de fazer uma integração acadêmica voltada para a reflexão e discussão de acontecimentos globais atuais.



Também acontecerá a premiação da Comenda professor Global, que tem o intuito de premiar os professores que mais se destacaram durante esse ano nas disciplinas de historia e geografia, a premiação será realizada pela Universidade Católica de Brasília.



Gostaria de Ver todos por lá, meu Irmãos, meus amigos, meus alunos e meus colegas professores.


Um abraço

Profº Vítor Andrade.'.

23 de out. de 2013

O primeiro dia de aula


*Vítor Andrade.’.

Falar sobre o primeiro dia de aula de uma criança muda bastante quando você é pai, e outra quando você é professor, mas quando você está envolvido nas duas situações, pela lógica, seria mais fácil entender o processo, mas não é tão simples, existem várias circunstâncias que nos obriga a separar um do o outro.

Com o ingresso da mulher no mercado de trabalho, seja para aumentar a renda familiar, seja pela mudança do perfil das famílias, observado pelo aumento de lares chefiados por mulheres, os pais são obrigados a colocar os pequenos cada vez mais cedo na escola.As que mais sofrem com esta situação são as mães, pois elas além de carregarem as crianças por nove meses em seu ventre têm a licença maternidade, ou seja, elas estão juntas das crianças por mais de um ano, e o fato de colocar o filho na escola é uma barreira que as separa. O processo pode ser muito dolorido. Mas é preciso se preparar para esse momento, o que pode acontecer com meses de idade, ou com anos de idade, é preciso ter a consciência que mais cedo ou mais tarde pais e filhos terão que passar por esta situação.

A primeira preocupação dos pais é saber se a criança vai se adaptar, depois se elas vão sofrer com a distância. Choros de ambos os lados é absolutamente normal, talvez não muito saudável se for prolongado por dias, mas ocorre. È comum ligar na escola para saber se está tudo bem, mas não pode virar uma constante. Algumas dicas podem ser consideradas para quem vai passar pelo primeiro dia na escola dos filhos.

Importante frisar que seu filho é uma criança como você foi, ou seja, você também teve seu primeiro dia e você conseguiu superar, talvez possa ter ocorrido algum fato anormal, mas seu filho também superará, portanto faça exercícios com seu filho antes dele encarar a vida escolar, leia junto com ele, e faça perguntas do tipo: - Você está entendendo? Se a respostar for: - sim, então pergunte algum fato ocorrido no texto, pois é muito comum eles se distraírem, divida o livro em capítulos no primeiro dia fale sobre o que será lido, no segundo dia o capítulo 2, no terceiro o 3 e assim sucessivamente, até o fim do livro, assim ele terá gosto pela leitura, aí pode ser falado que na escola ele terá muitos momentos de leitura.

Os pais podem fazer os famosos “pic nic’s”, pois elas adoram e falar que na escola terão muitos momentos iguais a esse, levar á parquinhos de areia onde existem várias crianças assim ela verá com sua ajuda que na escola também é freqüente esses momentos. É bom, mas deve-se ter cuidado levar os filhos para fazerem as compras de alguns materiais escolares, de preferência os mais simples, pois artigos como mochilas, podem sair caros, pois eles analisam os personagens, os ídolos e não a qualidade do produto como fazem os pais, assim elas poderão apagar um pouco a barreira que separa ela dos pais na escola, é importante levar ela para conhecer a escola antes de iniciar as aulas, e também se possível já conhecer professores e funcionários, o primeiro contato é bom para pais, alunos, e para escola.

Se pais optarem por transporte escolar pesquise a habilitação do condutor ou da empresa, veja se existem multas de excesso de velocidade, se a pessoa é habilitada para transportar estudantes, se todos não sentados e com cinto, verifique também a segurança da escola e da qualificação dos funcionários.

Existem escolas que permitem a presença dos pais nas dependências nos primeiros dias, se a escola permitir e você puder ficar fique, mas se não puder deixe sua criança com os profissionais e vá embora, e nada de levar os filhos até a porta da sala, faça isso, caso seja permitido, no primeiro dia, após isso deixe-o na porta da escola, pois os professores e a escola está preparada para recebê-los, afinal você já foi a escola ematriculou seu filho lá então você deve ter total confiança.

Nada de ficar andando, às vezes até escondido da escola, nos corredores, ou deixando em sala material esquecido, ou coisas do tipo, caso ocorra deixe na direção ou na coordenação da escola, e lá os profissionais entregarão, e nada de celular em sala de aula, e não ligue para seu filho, mesmo que seja urgente, para isso tem o telefone da escola, e se for realmente necessário a escola transmitirá o aviso ( isso vale para qualquer idade).

Exemplos de coisas que podem acontecer na escola e que os pais têm que estar preparados: cair de um brinquedo no parquinho, ganhar mordidas de algum coleguinha, brigas, desentendimento entre as crianças. De qualquer forma, todo ocorrido deve ser conversado com os professores e equipe pedagógica. Lembrando que seu filho não é melhor nem pior que ninguém, e o respeito deve ser trabalhado com eles, e caso ocorra alguma coisa com a criança, é importante lembrar que poderia ter ocorrido com qualquer outro aluno, e tudo deve ser resolvido entre coordenação/direção e pais.

Pronto! Está finalizado o processo, o que resta agora é observar o comportamento de seu filho, ficar atento a eventuais mudanças de comportamento, os primeiros dias são normais o cansaço e elas dormirem cedo, mas após uma semana, dez dias, faça o dever de casa junto com ela, estimule com brinquedos pedagógicos, se possível com músicas, ou montagem de “lego”, quebra-cabeça, jogos da memória, a esta altura ela já está acompanhando aquele livro que foi falado no inicio do texto pelo menos na metade, dentro do contexto surgirão palavras desconhecidas, assim elucide o significado.

Essas dicas eu utilizei no processo educacional de minha filha, e alguns pontos utilizo até hoje, e funcionaram perfeitamente bem, as crianças devem ser seguras, e isso vem dos pais, a maturidade elas atingirão através de incentivo nas tomadas de decisões, e os pais são fundamentais, aqui utilizo padrões de crianças que tem os pais juntos ou separados, de classe “D” até classe “A”, e todos os pontos podem se adaptados as mais diversas realidades, além de não atrapalhar o funcionamento da escola, contribuem para um bom aprendizado e uma boa conduta da escola. Com estimulo, com perseverança e dedicação teremos excelentes alunos, excelentes professores, e um relacionamento muito bom entre ambos, assim podemos por no prumo nossa sociedade, sendo conduzida de maneira Justa e Perfeita, pois o primeiro dia na escola é o primeiro passo de uma grande caminhada.

* Vítor Andrade
Professor de História
Pós Graduando em História da Maçonaria
Diretor do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares do DF.

11 de out. de 2013

Parabéns ao Professor


*Profº Vítor Andrade

Mais um ano se passa e mais uma vez estamos aqui, felicitando nossos heróis anônimos. Aqueles à quem muitas vezes vamos até a porta da escola, deixamos nossas sementinhas com eles e vamos embora, confiantes que nossos filhos estão nas mãos de profissionais, pessoas que levaram muitos anos para serem chamados: professor!

Seja no setor público ou no setor privado a educação é a chave com a qual podemos abrir todas as portas possíveis, mas para isso é necessário dirigir um olhar diferenciado ao professor. O Estado precisa compreender que a educação não é moeda de troca e não é gasto ou despesa, ela é investimento. O dono de escola particular precisa saber que o professor não é fonte geradora de lucro ou vendedor de educação, ele é agente formador de opinião para uma  sociedade mais justa e perfeita.

A educação no Brasil sempre foi motivo de assuntos políticos, comemora-se o dia do professor dia 15 de Outubro por um decreto do Imperador D.Pedro I que já se preocupava com a educação no Brasil. O dia é oficializado, inclusive com feriado pelo então presidente João Goulart (Decreto nº 52.682/63). Além de um dia no calendário, o professor precisa de mais atenção, de mais saúde, de mais proteção. Não podemos deixar a educação morrer. Pais não encarem a escola como um ponto de refúgio para os filhos. Professores assumam seu verdadeiro papel protagonista. Alunos enxerguem na educação, e na escola um local de serem felizes, e o professor como seu amigo preocupado com seu futuro. Sindicatos de professores  não sejam uma extensão de partidos políticos e do governo, para que possamos dar legitimidade em nossas ações, correspondidas com conquistas e aval da sociedade.


A educação é vista como algo necessário, mas ainda não é interessante ao poder público investir nela, vivemos em um país que possui 16 milhões de analfabetos, e  26% da população vivem abaixo do nível da pobreza, isso sem levar em conta os que vivem na pobreza absoluta, é a 6ª potência do mundo e a melhor universidade brasileira classificada no ranking mundial é a Universidade de São Paulo –UsP em 158º ( dados dados  da revista Times Higher Education –THE – Revista Números de Educação Superior de 2012), atrás de Universidades como de Jerusalém e Singapura, aqui analfabeto vota, professor dar aula de baixo de lona, mas em compensação em termos de modernidade nosso Senado que só perde para o senado Estadosunidense, por que não se copia o modelo deles na educação onde no ranking das melhores universidades do mundo possui 44 entre as 100 primeiras universidades classificadas?Lá se valoriza o professor.


Professor é verbo, é presente, é passado, é futuro, o professor é vida, legalidade, segurança. Ele é um dos profissionais pelo qual todos devemos passar. O primeiro é o médico na hora em que nascemos, mas este também teve que passar por dezenas de professores, grandes homens da humanidades passaram pelos professores, e muitos ainda passarão.

 O professor é aquele que leva horas e mais horas, elaborando provas, preparando aula, corrigindo, lançando notas, muitas vezes distante da família, da vida social, dos filhos,  na semana, nos fins de semana, feriado, esgotado mental e fisicamente, muitas vezes sofrendo pressão em suas escolas, de direção, de pais, mas mesmo com tudo isso ele se orgulha e diz: sou professor! E todo esse trabalho feito anonimamente, na frente de um livro ou de um computador ele ergue a cabeça em mais dia e dá sua aula, por isso merece respeito, por isso merece ser honrado, e valorizado, pois a profissão de professor é redentora deste país.

A escola deve ser um local de partilha, de troca de experiências, vamos cuidar de nossos professores para que eles continuem regando todos dias os jardins da vida, e que nossas sementes se tornem frutos sadios. Professor continue acreditando, você é o profissional que a sociedade tem de melhor, e o que você produz, é o que ela colhe  com mais sabor, a educação, por isso professor você merece ser feliz. Mestre muito obrigado Parabéns Professor!!!


*Profº Vítor Andrade
Professor de História
Esp. em Sociologia e em História da Maçonaria
Diretor do Sindicato do Professores em Estabelecimentos Particulares do -DF Diretor da CUT-DF