11 de abr. de 2011

ABERTO O PROCESSO ELEITORAL DO SINDICATO

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A5

A Diretoria do Sinproep-DF deu início ao processo eleitoral que irá eleger a nova direção para o triênio 2011/2014. O Edital de convocação e indicação da Comissão Eleitoral foi publicado nesta quarta-feira, 23, nos jornais Tribuna do Brasil e Jornal de Brasília, com a determinação dos prazos estatutários para inscrição de chapas.



As eleições serão realizadas, em 13 e 14 de abril de 2011, nos horários compreendidos entre às 8 e 21 horas. As urnas percorrerão os locais de trabalho de acordo com o itinerário elaborado pela Comissão Eleitoral.


Conclamamos a todos os filiados aptos a exercer o seu direito de voto. O quorum exigido para validação do pleito é de 15% dos associados com direito a votar.



O PROFESSOR VÍTOR ANDRADE, leciona a disciplina de história no SESC-DF, e concorre a vaga de titular junto a federação.

Um abraço a todos,

Professor Vítor Andrade.'.







10 de mar. de 2011

A Revolução Inglesa

A Revolução Inglesa do século XVII representou a primeira manifestação de crise do sistema da época moderna, identificado com o absolutismo. O poder monárquico, severamente limitado, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou-se o regime parlamentarista que permanece até hoje. O processo começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa de 1688. As duas fazem parte de um mesmo processo revolucionário, daí a denominação de Revolução Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas.

Esse movimento revolucionário criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, limpando terreno para o avanço do capitalismo. Deve ser considerado a primeira revolução burguesa da história da Europa: antecipou em 150 anos a Revolução Francesa.

A Inglaterra atingiu no século XVII notável desenvolvimento, favorecido pela monarquia absolutista. Henrique VIII e Elizabeth I unificaram o país, dominaram a nobreza, afastaram a ingerência papal, criaram a igreja a nacional inglesa, confiscaram terras da Igreja Católica e passaram a disputar os domínios coloniais com os espanhóis. Tais tarefas agradaram à burguesia, mas agora o poder absolutista tornava-se incômodo, pois barrava o avanço da burguesia mercantil. Grande parte dos recursos do Estado vinham da venda de monopólios, como aqueles sobre comércio exterior, sal, sabão, alúmen, arenque e cerveja a, que beneficiavam um pequeno grupo, a burguesia financeira. E prejudicavam a burguesia comercial, sem liberdade para suas atividades, e os artesãos, que pagavam caro por alúmen e produtos indispensáveis a seu trabalho. Ao mesmo tempo, a garantia de privilégios às corporações de ofício impedia o aumento da produção industrial, pois eles limitavam a entrada de novos produtores nas áreas urbanas. Outro problema econômico estava no campo. A alta de preços e a expansão do consumo de alimentos e matérias-primas, como a lã, valorizaram as terras. Isto despertou a cobiça dos produtores rurais. Eles tentavam aumentar suas posses através dos cercamentos, isto é, tentavam transformar em propriedade privada as terras coletivas, devolutas ou sobre as quais havia uma posse precária. Tais ações expulsavam posseiros e criavam grandes propriedades, nas quais se investia capital para aumentar a produção. O Estado, para preservar o equilíbrio social necessário a sua existência, barrava os cercamentos e punha contra si dois setores poderosos: a burguesia mercantil e a nobreza progressista rural, a gentry.

No plano político, havia o conflito entre rei e Parlamento. A este, instituído pela Carta Magna de 1215, cabia o poder de direito, isto é, legítimo. Mas os Tudor exerceram o poder de fato, convocando pouco o Parlamento. As classes aí representadas não se opuseram ao absolutismo porque correspondia a seus interesses. O rei promovia desenvolvimento. No século XVII, o Parlamento pretendia transformar seu poder de direito em poder de fato. O rei correu a legitimar seu poder, que era de fato. Só havia uma forma: considerar o poder real de origem divina, como na França.

A luta política desenvolveu-se então no campo religioso e os reis manipularam a religião para aumentar seu poder. No século XVI, os Tudor haviam dado ênfase ao conteúdo do anglicanismo, isto é, seu lado calvinista, favorecendo a burguesia. Agora, os Stuart ressaltavam a forma católica do anglicanismo, identificando-se com a aristocracia, contra a burguesia. Claro, através do catolicismo era mais fácil justificar a origem divina do poder real. O Parlamento, dominado pela burguesia mercantil e a gentry, radicalizou suas posições e identificou-se com o puritanismo (forma mais radical do calvinismo), que rejeitava o anglicanismo.

A Revolução Puritana foi o resultado da luta entre burguesia e realeza pelo controle político do país.

Elizabeth morreu em 1603 sem deixar herdeiros e Jaime I, rei da Escócia, assumiu o trono. Ele procurou estabelecer as prerrogativas reais implantando uma monarquia absoluta de direito divino. Perseguiu seitas radicais e até os católicos, que organizaram a Conspiração da Pólvora em 1605 (pretendiam explodir Westminster durante um discurso do rei). Os descontentes emigravam para a América do Norte.

A oposição entre rei e Parlamento ficou evidente a partir de 1610. O rei queria uma ocupação feudal na Irlanda; o Parlamento, uma colonização capitalista. Discordaram quanto aos impostos, pois o rei pretendia o monopólio sobre o comércio de tecidos, o que o tornaria independente do Parlamento financeiramente, considerando-se que já possuía rendas de suas próprias terras e de outros monopólios.

Com a morte de Jaime I em 1625, sobe ao trono seu filho Carlos I. Em 1628, guerras no exterior o obrigam a convocar um Parlamento hostil, que lhe impõe a Petição dos Direitos. Os membros da casa exigiam o controle da política financeira, controle da convocação do exército e regularidade na convocação do Parlamento, já que lhe negaram a aprovação de rendas fixas. O rei dissolveu o Parlamento, que só voltaria a reunir-se em 1640, ano da Revolução.

Carlos I apoiou-se na Câmara Estrelada, tribunal ligado ao Conselho Privado do rei. Dentre seus assessores, destacaram-se o Conde de Strafford e o arcebispo Laud, de Canterbury, responsáveis pela repressão violenta do período. Cresceu a emigração para a América. O rei passou a cobrar impostos caídos em desuso, como o Ship Money, instituído em cidades portuárias para combater a pirataria e agora estendido a todo o reino. Como a forma de enquadrar os dissidentes era a política religiosa, Carlos tentou uniformizar o reino, impondo o anglicanismo aos escoceses, calvinistas. Eles se rebelaram e invadiram o norte inglês. O rei convocou o Parlamento em abril de 1640 e o dissolveu em seguida. Em novembro, sem opções, convocou-o de novo. Foi o Longo Parlamento, pois se manteve até 1653.

O Parlamento foi duro com o rei. Destruiu a Câmara Estrelada. Strafford foi executado em 1641 e Laud, em 1645. O rei não poderia mais ter exército permanente. O Parlamento se reuniria a cada três anos independentemente de convocação real; e conduziria a política tributária e religiosa. Acusou o rei de responsável pelo levante na Irlanda católica em 1641 e lhe dirigiu a Grande Remonstrance (repreensão). Em janeiro de 1642, o rei foi ao Parlamento e exigiu a prisão de cinco líderes oposicionistas. Houve reação violenta, sustentada nas milícias urbanas convocadas em apoio ao Parlamento.


O Parlamento sofreu nova depuração. Um Conselho de Estado, com 41 membros, passou a exercer o Poder Executivo. De fato, quem o exercia era Cromwell; ele procurou eliminar a reação realista que, com apoio escocês, tentava pôr no trono Carlos II, filho de Carlos I. Cromwell também eliminou os radicais do exército. Os líderes niveladores foram executados; os escavadores, do movimento proletário rural que pretendia tomar terras do Estado, da nobreza e do clero anglicano, foram dizimados. Liquidado o movi­mento mais democrático dentro da Revolução Inglesa, os menos favorecidos ficaram sem esperanças e aderiram a movimentos religiosos radicais, como os ranters e os seekers.

Em 1653, foi dissolvido o que restava do Longo Parlamento. Uma nova Constituição deu a Cromwell o título de Lorde Protetor. Tinha poderes tão tirânicos quanto os da monarquia. Ofereceram-lhe a coroa, mas ele recusou: já era um soberano e podia até fazer o sucessor. Para com­bater os rivais holandeses e fortalecer o comércio exterior inglês, baixou o Ato de Navegação. As mercadorias inglesas somente podiam entrar em portos ingleses em navios ingleses ou em navios de seus países de origem. Cromwell governou com rigidez e intolerância, impondo suas idéias puritanas. O filho Richard Cromwell o substituiu após sua morte em 165 8 e, pouco firme, foi facilmente deposto em 1659.


Com apoio do general Monk, comandante das tropas da Escócia, o Parlamento-Convenção pro­clamou Carlos II rei em 1660. Com poderes limitados, ele se aproximou de Luís XIV da França, tornando-se suspeito para o Parlamento. Uma onda contra-revolucionária sobreveio, favorecida por um Parlamento de Cavaleiros, composto por nobres realistas e anglicanos em sua maioria. O corpo de Cromwell foi desenterrado e pendurado na forca. O poeta Milton foi julgado e condenado. Carlos II baixou novos atos de navegação em favor do comércio inglês. Sua ligação com Luís XIV levou-o a envolver-se na Guerra da Holanda. O Parlamento baixou então, em 1673, a Lei do Teste, pela qual todos os que exercessem função pública deveriam professar seu antianglicanismo. Surgiram dois partidos: os whigs, contra o rei e pró-Parlamento; os tories, defensores das prerrogativas reais.

Jaime II, irmão de Carlos II, subiu ao trono mesmo sendo católico. Buscou restaurar o absolutismo e o catolicismo, punindo os revoltosos, aos quais negava o habeas-corpus. Indicou católicos para funções importantes. Em 1688, o Parlamento convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e mulher de Guilherme de Orange, governador das Províncias Unidas, para ocupar o trono. Foi um movimento pacífico. Jaime II refugiou-se na França e um novo Parlamento proclamou Guilherme e Maria rei e rainha da Inglaterra.

Os novos soberanos tiveram de aceitar a Declaração dos Direitos, baixada em 1689, que decretava: o rei não podia cancelar leis parlamentares e o Parlamento poderia dar o trono a quem lhe aprouvesse após a morte do rei; haveria reuniões parlamentares e eleições regulares; o Parlamento votaria o orçamento anual; inspetores controlariam as contas reais; católicos foram afastados da sucessão; a manutenção de um exército em tempo de paz foi considerada ilegal.

Os ministros passaram a tomar as decisões, sob autoridade do lorde tesoureiro. Funcionários passaram a dirigir o Tesouro e, em época de guerra, orientavam a política interna e externa. Em 1694, formou-se o tripé fundamental para o desenvolvimento do país, com a criação do Banco da Inglaterra: o Parlamento, o Tesouro e o Banco.

Abriam-se as condições para o avanço econômico que resultaria na Revolução Industrial. De um lado, uma revolução na agricultura através dos cercamentos que beneficiou a gentry. De outro, a expansão comercial e marítima garantida pelos Atos de Navegação, que atendiam aos interesses da burguesia mercantil. Assim se fez a Revolução Gloriosa, que assinalou a ascensão da burguesia ao controle total do Estado.

Revolução Inglesa

A Revolução Inglesa do século XVII representou a primeira manifestação de crise do sistema da época moderna, identificado com o absolutismo. O poder monárquico, severamente limitado, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou-se o regime parlamentarista que permanece até hoje. O processo começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa de 1688. As duas fazem parte de um mesmo processo revolucionário, daí a denominação de Revolução Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas.

Esse movimento revolucionário criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, limpando terreno para o avanço do capitalismo. Deve ser considerado a primeira revolução burguesa da história da Europa: antecipou em 150 anos a Revolução Francesa.

A Inglaterra atingiu no século XVII notável desenvolvimento, favorecido pela monarquia absolutista. Henrique VIII e Elizabeth I unificaram o país, dominaram a nobreza, afastaram a ingerência papal, criaram a igreja a nacional inglesa, confiscaram terras da Igreja Católica e passaram a disputar os domínios coloniais com os espanhóis. Tais tarefas agradaram à burguesia, mas agora o poder absolutista tornava-se incômodo, pois barrava o avanço da burguesia mercantil. Grande parte dos recursos do Estado vinham da venda de monopólios, como aqueles sobre comércio exterior, sal, sabão, alúmen, arenque e cerveja a, que beneficiavam um pequeno grupo, a burguesia financeira. E prejudicavam a burguesia comercial, sem liberdade para suas atividades, e os artesãos, que pagavam caro por alúmen e produtos indispensáveis a seu trabalho. Ao mesmo tempo, a garantia de privilégios às corporações de ofício impedia o aumento da produção industrial, pois eles limitavam a entrada de novos produtores nas áreas urbanas. Outro problema econômico estava no campo. A alta de preços e a expansão do consumo de alimentos e matérias-primas, como a lã, valorizaram as terras. Isto despertou a cobiça dos produtores rurais. Eles tentavam aumentar suas posses através dos cercamentos, isto é, tentavam transformar em propriedade privada as terras coletivas, devolutas ou sobre as quais havia uma posse precária. Tais ações expulsavam posseiros e criavam grandes propriedades, nas quais se investia capital para aumentar a produção. O Estado, para preservar o equilíbrio social necessário a sua existência, barrava os cercamentos e punha contra si dois setores poderosos: a burguesia mercantil e a nobreza progressista rural, a gentry.

No plano político, havia o conflito entre rei e Parlamento. A este, instituído pela Carta Magna de 1215, cabia o poder de direito, isto é, legítimo. Mas os Tudor exerceram o poder de fato, convocando pouco o Parlamento. As classes aí representadas não se opuseram ao absolutismo porque correspondia a seus interesses. O rei promovia desenvolvimento. No século XVII, o Parlamento pretendia transformar seu poder de direito em poder de fato. O rei correu a legitimar seu poder, que era de fato. Só havia uma forma: considerar o poder real de origem divina, como na França.

A luta política desenvolveu-se então no campo religioso e os reis manipularam a religião para aumentar seu poder. No século XVI, os Tudor haviam dado ênfase ao conteúdo do anglicanismo, isto é, seu lado calvinista, favorecendo a burguesia. Agora, os Stuart ressaltavam a forma católica do anglicanismo, identificando-se com a aristocracia, contra a burguesia. Claro, através do catolicismo era mais fácil justificar a origem divina do poder real. O Parlamento, dominado pela burguesia mercantil e a gentry, radicalizou suas posições e identificou-se com o puritanismo (forma mais radical do calvinismo), que rejeitava o anglicanismo.

A Revolução Puritana foi o resultado da luta entre burguesia e realeza pelo controle político do país.

Elizabeth morreu em 1603 sem deixar herdeiros e Jaime I, rei da Escócia, assumiu o trono. Ele procurou estabelecer as prerrogativas reais implantando uma monarquia absoluta de direito divino. Perseguiu seitas radicais e até os católicos, que organizaram a Conspiração da Pólvora em 1605 (pretendiam explodir Westminster durante um discurso do rei). Os descontentes emigravam para a América do Norte.

A oposição entre rei e Parlamento ficou evidente a partir de 1610. O rei queria uma ocupação feudal na Irlanda; o Parlamento, uma colonização capitalista. Discordaram quanto aos impostos, pois o rei pretendia o monopólio sobre o comércio de tecidos, o que o tornaria independente do Parlamento financeiramente, considerando-se que já possuía rendas de suas próprias terras e de outros monopólios.

Com a morte de Jaime I em 1625, sobe ao trono seu filho Carlos I. Em 1628, guerras no exterior o obrigam a convocar um Parlamento hostil, que lhe impõe a Petição dos Direitos. Os membros da casa exigiam o controle da política financeira, controle da convocação do exército e regularidade na convocação do Parlamento, já que lhe negaram a aprovação de rendas fixas. O rei dissolveu o Parlamento, que só voltaria a reunir-se em 1640, ano da Revolução.

Carlos I apoiou-se na Câmara Estrelada, tribunal ligado ao Conselho Privado do rei. Dentre seus assessores, destacaram-se o Conde de Strafford e o arcebispo Laud, de Canterbury, responsáveis pela repressão violenta do período. Cresceu a emigração para a América. O rei passou a cobrar impostos caídos em desuso, como o Ship Money, instituído em cidades portuárias para combater a pirataria e agora estendido a todo o reino. Como a forma de enquadrar os dissidentes era a política religiosa, Carlos tentou uniformizar o reino, impondo o anglicanismo aos escoceses, calvinistas. Eles se rebelaram e invadiram o norte inglês. O rei convocou o Parlamento em abril de 1640 e o dissolveu em seguida. Em novembro, sem opções, convocou-o de novo. Foi o Longo Parlamento, pois se manteve até 1653.

O Parlamento foi duro com o rei. Destruiu a Câmara Estrelada. Strafford foi executado em 1641 e Laud, em 1645. O rei não poderia mais ter exército permanente. O Parlamento se reuniria a cada três anos independentemente de convocação real; e conduziria a política tributária e religiosa. Acusou o rei de responsável pelo levante na Irlanda católica em 1641 e lhe dirigiu a Grande Remonstrance (repreensão). Em janeiro de 1642, o rei foi ao Parlamento e exigiu a prisão de cinco líderes oposicionistas. Houve reação violenta, sustentada nas milícias urbanas convocadas em apoio ao Parlamento.


O Parlamento sofreu nova depuração. Um Conselho de Estado, com 41 membros, passou a exercer o Poder Executivo. De fato, quem o exercia era Cromwell; ele procurou eliminar a reação realista que, com apoio escocês, tentava pôr no trono Carlos II, filho de Carlos I. Cromwell também eliminou os radicais do exército. Os líderes niveladores foram executados; os escavadores, do movimento proletário rural que pretendia tomar terras do Estado, da nobreza e do clero anglicano, foram dizimados. Liquidado o movi­mento mais democrático dentro da Revolução Inglesa, os menos favorecidos ficaram sem esperanças e aderiram a movimentos religiosos radicais, como os ranters e os seekers.

Em 1653, foi dissolvido o que restava do Longo Parlamento. Uma nova Constituição deu a Cromwell o título de Lorde Protetor. Tinha poderes tão tirânicos quanto os da monarquia. Ofereceram-lhe a coroa, mas ele recusou: já era um soberano e podia até fazer o sucessor. Para com­bater os rivais holandeses e fortalecer o comércio exterior inglês, baixou o Ato de Navegação. As mercadorias inglesas somente podiam entrar em portos ingleses em navios ingleses ou em navios de seus países de origem. Cromwell governou com rigidez e intolerância, impondo suas idéias puritanas. O filho Richard Cromwell o substituiu após sua morte em 165 8 e, pouco firme, foi facilmente deposto em 1659.


Com apoio do general Monk, comandante das tropas da Escócia, o Parlamento-Convenção pro­clamou Carlos II rei em 1660. Com poderes limitados, ele se aproximou de Luís XIV da França, tornando-se suspeito para o Parlamento. Uma onda contra-revolucionária sobreveio, favorecida por um Parlamento de Cavaleiros, composto por nobres realistas e anglicanos em sua maioria. O corpo de Cromwell foi desenterrado e pendurado na forca. O poeta Milton foi julgado e condenado. Carlos II baixou novos atos de navegação em favor do comércio inglês. Sua ligação com Luís XIV levou-o a envolver-se na Guerra da Holanda. O Parlamento baixou então, em 1673, a Lei do Teste, pela qual todos os que exercessem função pública deveriam professar seu antianglicanismo. Surgiram dois partidos: os whigs, contra o rei e pró-Parlamento; os tories, defensores das prerrogativas reais.

Jaime II, irmão de Carlos II, subiu ao trono mesmo sendo católico. Buscou restaurar o absolutismo e o catolicismo, punindo os revoltosos, aos quais negava o habeas-corpus. Indicou católicos para funções importantes. Em 1688, o Parlamento convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e mulher de Guilherme de Orange, governador das Províncias Unidas, para ocupar o trono. Foi um movimento pacífico. Jaime II refugiou-se na França e um novo Parlamento proclamou Guilherme e Maria rei e rainha da Inglaterra.

Os novos soberanos tiveram de aceitar a Declaração dos Direitos, baixada em 1689, que decretava: o rei não podia cancelar leis parlamentares e o Parlamento poderia dar o trono a quem lhe aprouvesse após a morte do rei; haveria reuniões parlamentares e eleições regulares; o Parlamento votaria o orçamento anual; inspetores controlariam as contas reais; católicos foram afastados da sucessão; a manutenção de um exército em tempo de paz foi considerada ilegal.

Os ministros passaram a tomar as decisões, sob autoridade do lorde tesoureiro. Funcionários passaram a dirigir o Tesouro e, em época de guerra, orientavam a política interna e externa. Em 1694, formou-se o tripé fundamental para o desenvolvimento do país, com a criação do Banco da Inglaterra: o Parlamento, o Tesouro e o Banco.

Abriam-se as condições para o avanço econômico que resultaria na Revolução Industrial. De um lado, uma revolução na agricultura através dos cercamentos que beneficiou a gentry. De outro, a expansão comercial e marítima garantida pelos Atos de Navegação, que atendiam aos interesses da burguesia mercantil. Assim se fez a Revolução Gloriosa, que assinalou a ascensão da burguesia ao controle total do Estado.

26 de fev. de 2011

A Páscoa e o Carnaval

O Carnaval e a Páscoa são duas datas importantíssimas, para o Brasil e para o mundo. Embora nem todos saibam, há uma ligação entre os dois. As duas são festas moveis, ou seja são comemoradas em datas diferentes a cada ano. A Páscoa tem um sentido religioso, e o Carnaval é uma festa pagã.

A História do surgimento do carnaval é tão antiga quanto a história do mundo, a resquícios de que ele tenha surgido com os povos primitivos, que faziam festas agrícolas após as colheitas para homenagear os deuses. Séculos mais tarde os gregos faziam festas para homenagear o deus Dionísio, que é o deus do vinho e das festas. Em Roma, Dionísio receberia o nome de Baco entre 605 e 527 a.C.

No Brasil, o Carnaval veio trazido por portugueses em 1723, que brincavam nas ruas o entrudo que consistia de um cortejo de bonecos grandes seguidos por brincadeiras e festejos carnavalescos. Outros ainda afirmam que na Colônia, ao saberem do casamento do príncipe D. João com Carlota Joaquina, em 1786, os colonos saíram às ruas para comemorar com desfiles em carros alegóricos.

E outros ainda atribuem a comemoração da chegada da Família Real, onde as pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias. Hoje, o Carnaval brasileiro é um dos mais importantes do mundo, seja no Rio de Janeiro e São Paulo, com os desfiles, com o frevo de Pernambuco, ou mesmo nos trios da Bahia, nos Clubes mineiros, e o inusitado carnaval de Brasília mostrando a diversidade cultural do povo brasileiro.

Mas o Carnaval tem também um cunho religioso. É a festa popular que antecipa a Quaresma, que é um período de abstinência e de preparação para a Páscoa. A Páscoa teve origem com os judeus, que rememoram a fuga do Egito por Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão do Faraó Ramsés II. No mesmo Egito haviam as festas em homenagem ao deus Saturno, onde desfilavam em carros alegóricos chamados: Carrum Navalis, uma possível origem do nome Carnaval, além do termo mais Cristão, Carne Nada Vale, que critica o erotismo ocorrido em alguns carnavais, e lembrando que a tradição Católica Romana é abstinência de carne.

Para os cristãos, a Páscoa adquiriu novo significado. Celebram a vitória da vida sobre a morte com a ressurreição de Jesus. A Páscoa Cristã coincide com a Páscoa Judaica porque, justamente no período em que os judeus celebravam a Páscoa, Cristo foi julgado e morto pelo império Romano. Não se pode esquecer também que o Cristianismo surgiu a partir da religião hebraica. Apesar da data estar se tornando cada vez mais comercial os ovos distribuídos nesta data também possuem um significado. O ovo simboliza a vida nova, bem como o coelho representa a fertilidade.

O Dia da Páscoa é comemorado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia posterior a 21 de março, dia do Equinócio de primavera no Hemisfério Norte, não pode, porém, ultrapassar o dia 25 de abril. Caso isso ocorra, antecipa-se para o domingo mais próximo. Assim o carnaval ocorre 47 dias antes, na terça-feira e precede a Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma. A data da Páscoa foi estabelecida no concilio de Nicéia, em 325.
Exemplo:

  • No ano de 2011 o carnaval será em Março, mais precisamente no dia 08.

  • A lua cheia após 21 de março será no dia 17 de Abril.

  • O próximo domingo após a lua cheia é dia 24 de abril dia da Páscoa, ou seja sexta-feira da paixão será dia 22/04 Feriado de Páscoa ( Sexta-feira da paixão de Cristo).

  • Do dia 08 de março ao dia 02 de abril são 47 dias, que é o período da quaresma.

11 de fev. de 2011

Breve História de Vargas a LULA


Introdução

Para dar inicio a este trabalho, é necessário primeiramente situar o período que envolve o final da República-Velha para a transição da Nova- República, após o Governo Washington Luiz para Getúlio Vargas em 1930.

Para a maior parte da população não houve diferenças entre o Regime Imperial e a República ( Velha e nova), afinal as oligarquias, as elites brasileiras sempre foram as protagonistas dos processos políticos e sociais do país. A maior parte da população permanecia analfabeta, sem acesso à informação, reclusa ao campo. Este sentimento de que apenas as elites comandavam os rumos da nação permaneceu pouco alterado por longos anos, nos períodos da República Velha, onde havia a política do Café com Leite, no golpe de Getúlio Vargas, durante o governo de JK, com seu populismo e durante o Regime Militar. A reabertura para a democracia, também é mera especulação, embora todos soubessem, que Tancredo Neves não viria para libertar seu povo, como se fazia acreditar, e que seu concorrente Paulo Maluf era um antigo afilhado da elite econômica brasileira, apoiado pelos militares. Após a morte de Tancredo, antes da posse, assumiu a Presidência José Ribamar de Araújo Costa, ou José Sarney, filho de uma família tradicional do norte do país, entre o Maranhão e o Pará, herdeiro do coronelismo remanescente.

Governo Washington Luiz 1926-1930

Washington Luiz Pereira de Sousa nascido em Macaé, Advogado, historiador, maçom, assumiria a Presidência da República aos 47 anos, e último presidente da República – Velha, apesar de ser do Rio de Janeiro, fazia parte do Partido Republicano Paulista, e também o último da famigerada “politica do café com leite”, ou seja neste momento era a vez dos “paulistas” assumirem a Presidência.
O Governo de Washington Luiz foi tranquilo até 19229, quando o mundo entrava em colapso devido a “Crise de 29”, fato provocado pela quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, São Paulo por ter maior poder econômico devido a produção do Café, sentiu-se abalado, pois a economia do Brasil era baseado na monocultura, e lavouras de café ( principal produto de exportação do Brasil).
Já antes da politica de valorização do café, mantida por Washington Luiz, era questionada e combatida dentro do próprio PRP onde reunia a burguesia cafeeira de São Paulo, onde meses mais tarde formariam o Partido Democrático, a pequena burguesia junto com a ala radical, formaria o grupo politico que ficou conhecido com o”Tenentismo”, pois haviam militares do exército que fizeram parte da antiga coluna prestes (1925-1927).
O Governo de Washington, foi não somente de “ apagar incêndios”, como também de progressos, a intenção de integrar o Brasil através das rodovias, era gerar desenvolvimento sem ter que precisar apenas do café, criou arquivo nacional, por ser historiador e saber da importância da conservação da memória do Brasil. Washington tinha que agradar a burguesia, os militares e até mesmo o cangaço de lampião que avassalava o nordeste brasileiro.
A sucessão de Washington Luiz não foi dada de maneira tranquila, não havia como dizem o revezamento entre São Paulo e Minas Gerais, mas a frequência entre os dois era maior, Washington Luiz cometeu para o período um verdadeiro suicídio politico, apoiando o paulista Júlio Prestes eu baiano Vital Soares, isso daria fim a politica do Café com Leite, onde Minas Gerais indicaria Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Antônio Carlos então faria uma aliança ( Aliança Liberal) como os Gaúchos, e lançariam Getúlio Vargas e João Pessoa, como presidente e vice. Após as eleições de 1º de março de 1930, entre inúmeras acusações de fraudes, venceriam os paulistas do PRP, em junho de 1930 era assassinado João Pessoa, por questões familiares, mas foi utilizado como questões politicas, em 03 de outubro de 1930 Getúlio Vargas, era o Novo Presidente do Brasil, após revolução eclodia em Porto Alegre, após o golpe Washington Luiz foi exilado, morou nos Estados Unidos, e morreu em 1957 em São Paulo.

Governo Getúlio Vargas. 1930 – 1934.

Getúlio Dorneles Vargas, Gaúcho, Nascido em São Borja, em 1882, era advogado , e primeiro presidente da Nova República, assumiu a Presidência como já visto através de um golpe de Estado.
Vargas herdou uma politica econômica fragilizada após, a crise de 29, neste cenário a economia britânica e alemã já faziam parte do mundo e Vargas teria que saber fazer o jogo de ambos tendo em vista que tinha mais afinidade a politica americana, mesmo assim Vargas assumiu o poder como “Governo provisório”, com uma politica arrojada, protecionista, e que valorizava o café, mas também previa o desenvolvimento econômico do país através de outro mecanismo como presença do Estado na economia.
No inicio do Governo Vargas logo após o golpe, ele havia garantido aos trabalhadores vitórias trabalhistas, como jornada de trabalho de 8 horas, justiça do trabalho, direito a sindicalização, mas a politica era proibida dentro dos sindicatos que deveriam funcionar apenas para o lazer dos trabalhadores, em contra partida o governo concedia empréstimos a empresários e industriais e limitava as importações.
Na esfera politica Vargas governou sem constituição, pois a última seria a de 1891, e após a Revolução Constitucionalista de 1932, foi promulgada uma constituição aprovada por uma assembleia constituinte. Em São Paulo a inquietação politica era mais acentuada, o principal foco de revolta era oriundo do Partido Democrático de São Paulo que se sentiu fora do Poder por militares de várias partes do país, o Jornal “ A Gazeta” era o maior veiculo de comunicação de oposição a Vargas juntamente com o “Estado de São Paulo ( fundado em 1875 como nome de A província de São Paulo)”, com ideias republicanas.
No dia 09 de julho de 1932 ocorria a “ Revolução Constitucionalista de 32”, que tinha por objetivo o fim do Governo Provisório e a promulgação de uma nova constituição, a revolta durou 87 dias e o seu Presidente era o advogado Pedro de Toledo, mas com a superioridade bélica e logística, os federalistas venceram ao combate, a Revolução serviu para abrilhantar a constituição de 1934, que com muitos acordo acabou sendo promulgada e através do voto indireto Getúlio Vargas fora eleito Presidente do Brasil.

O Estado-Novo 1937-1945.

Após a constituição de 1934, e a eleição de Vargas o Brasil vivia um outro momento de sua história, que era a época dos conflitos, da partidarização e internacionalização. Em 1930 havia sido fundado o partido Fascista, mas no Brasil já existia como foco de resistência o Partido Comunista, e em contra ponto a Ação Integralista Brasileira, que defendia o Estado forte, o nacionalismo, eram antissemitistas, anticomunistas e contra o liberalismo, tinha como lema: Deus, Pátria e família ”. Muitas vezes esse autoritarismo, faziam com que os comunistas fizessem manifestações públicas, e muitas vezes acabando em pancadarias, criando assim a ANL Aliança Nacional Libertadora, encontrando-se tenentistas, comunistas e liberais oponentes a Vargas, tendo como líder principal Luís Carlos Prestes.
Vargas respondeu aos rebeldes com o fechamento da ANL, e os militantes foram presos e deportados, pois defendiam nacionalização de empresas estrangeiras, reforma agrária, governo popular, bem parecido aos moldes comunistas, após o controle da situação Vargas resolve ampliar a centralização do poder, após uma falsa denúncia de um plano comunista de golpe de Estado ( Plano Cohen), suspeita levantada por um oficial integralista Góis Monteiro, em 1937, Vargas decretou Estado de Guerra, dissolveu o congresso, extinguiu a constituição de 1934, implantando o Estado Novo, regime ditatorial que duraria até1945.
O Estado-Novo , extinguiu os partidos políticos, aboliu a liberdade de imprensa e instituiu a censura, os Estados agora eram comandados por interventores, Vargas criou um clima de civismo a o olhar dele, criando o DIP- Departamento de Imprensa e Propaganda-, colégios para filhos de operários e a famosa” VOZ DO BRASIL”, a mesma voz que anunciou no rádio que o munda vivia uma Segunda Guerra Mundial. A segunda Guerra Mundial trouxe problemas ao país, tendo que se aliar a Guerra (1942) ao lado dos países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão, inclusive enviando tropas a guerra, com a vitória dos aliados, Vargas acabou libertando presos políticos, restabelecer ao processo eleitoral, e convocar novas eleições. Cria chamada Constituição polaca que recebia este nome por se parecer a constituição polonesa.
Vargas tentando retardar o processo politico, acabou deposto em 1945, assumiu o Presidente do STF, José linhares até a posse do General Eurico Gaspar Dutra, que restabeleceu eleições diretas, e abertura da imprensa. Em 1950 Vargas vence as eleições para presidente. Onde certamente foi o melhor período dele no poder, direcionou o Brasil ao rumo do desenvolvimentismo, avançando nos setores de transportes, indústrias, e energia, a Petrobras, ainda hoje a maior emprese de exploração de petróleo do mundo.
As empresas estavam lucrando e Vargas criaria a lei que proibia a empresas multinacionais a enviarem lucros ao exterior, o que contrariou o setor, em contra partido operários exigiam maiores salários, estava armada briga, em 1953 explodiu a maior greve do período chamada de greve dos 300 mil. Sem apoio da burguesia Vargas resolve se aliar aos trabalhadores aumenta o salário minimo, sem apoio Vargas em vésperas de tomar outro golpe militar, comete suicídio, finalizando com a frase “ deixo a vida para entrar na história”, apelidado de paí dos pobres, e por outros como pai dos pobre e mão dos ricos, Vargas deixou o seu legado para a historiografia nacional, difícil de ser apagada.

Café Filho 1955-1955.

Com medo de uma nova rebelião popular, assume a Presidência João Fernandes Campo Café Filho, nordestino, nascido em Natal-RN. Café Filho assumiu o mandato com o objetivo de convocar novas eleições presidenciais, o mandato “tampão” de Café Filho foi inexpressivo, com problemas de saúde, onde assume o presidente da câmara Carlos Luz, que não queria dar posse ao presidente eleito Juscelino Kubitschek.
Há de se fazer uma observação importante que depois de 1945, o período pós-guerra, trouxe a valorização do cinema, a evolução do rádio, do telefone, inclusive a ONU, Organização das Nações Unidas, a Organização dos Países Americanos, numa tentativa de tentarmos esquecer, o Nazismo de Hitler, o fascismo de Mossolini, a bomba atômica, sem esquecer que os Jogos Olímpicos e a a Copa do Mundo ficaram suspensos nesse período por que de certa maneira não havia condições para tais eventos. Em 1950 o Brasil reabre as Copas do Mundo e perde dentro de casa para o Uruguai dentro do maracanã lotado de virada, ficando com o Vice campeonato.

Juscelino Kubtischeck- 1956 – 1961.
Após os conflitos, as guerras, e os entraves,assumia um presidente Mineiro, em 1956, Juscelino Kubitschek de Oliveira,médico ( um dos maiores urologistas do mundo), dá ao país um olhar diferenciado, ainda no discurso de comício para presidente é sabatinado por Seu Toniquinho, em Jataí Goiás no ano de 1955, se eleito fosse o presidente iria respeitar a constituição e transferir a nova capital da República, e JK disse sim, e hoje Brasília é a concretização de um sonho, não só de Dom Bosco, do Marquês de Pombal, mas de todo um povo brasileiro.
JK iniciou o governo com a promessa de desenvolver o país em 50 anos em 5, com intervenção do Estado na economia, com investimentos em infra-estrutura, comunicação e transporte, mas para isso foi necessário empréstimos absurdos no exterior contribuindo com o aumento de nossa divida externa. Na esfera politica, anistiou antigos condenados, e tornou-se populista as vistas do povo, mesmo sendo visível que seu governo era mediano e atingia apenas algumas parcelas da sociedade, inclusive utilizando do fato d Brasil ter sido campeão do mundo na Suécia em 1958 no futebol.
Em 21 de abril de 1960 JK, inaugura Brasília, e já abriria espaço para novas eleições a presidente da República, JK apoiava o General Lott que havia sido o responsável por sua posse em 1956, mas perdem as eleições para Jânio Quadros, e o seu vice João Goulart é reeleito vice-presidente, “era a Luta da espada contra a vassoura”, isso por que Jânio Quadros prometeu varrer a corrupção.

Jânio Quadros – 1961

Jânio da Silva Quadros, o primeiro e único presidente nascido no Mato Grosso do Sul mas erradicado em São Paulo, apesar de um período da infância em Curitiba, advogado, Maçom, aliás o último presidente da República a pertencer a Ordem Maçônica, assumiu a presidência com a missão de defender os interesses populares e combater a corrupção, mas ficou apenas 07 meses no poder, tinha apoio popular e pouco apoio no congresso, há quem diga que Jânio sairia por cima na renúncia, que ele pediria renúncia, o povo se revoltaria e voltaria nos braços populares, mas o congresso aceitou a renúncia, o povo não se manisfestou e Jânio acabou fora da presidência.
Jânio havia rompido com o mais importante partido do período a UDN, que tornou-se opositor implacável. Antes de Jânio deixar o poder ainda deu tempo de condecorar o guerrilheiro “ Che Guevara” ( renunciaria 2 dias depois) , mas em contra partida proibiu o uso do biquíni, apoio a PEI (politica externa Independente) em 25 de agosto o “repórter esso” anunciaria a renúncia de Jânio Quadros ao país, anos mais tarde perderia os direitos políticos junto com JK e com o seu vice João Goulart.

João Goulart- 1961 – 1964.
Após a renúncia de Jânio Quadros assumiria a presidência o Vice-presidente eleito João Goulart, com um caráter mais liberal-social, já havia sido ministro do trabalho no governo Vargas, Jango assim como era chamado, prendia a atenção de setores delicados da sociedade, a classe alta, empresários e militares, que temiam que suas reformas pudessem além de os enfraquecerem, correrem o risco de ver o Brasil tornar-se um país socialista, pois Jango tinha mas proximidade e afinidade aos países que seguiam essa politica, como China e União Soviética, lembrando que esse período é do Guerra Fria.
Jango propôs reforma agrária, aumento de 100% no salário minimo, tinha o apoio de trabalhadores e sindicalistas, como Jango estava em visita oficial a China, os parlamentares mais conservadores do congresso tentaram impedir sua posse, na tentativa de golpe de Estado, a UNE ( União Nacional dos Estudantes), sindicalistas, organizaram grandes atos de apoio a Jango, que permaneceu no poder.
O Congresso insatisfeito com a posse de Jango e temendo um país sendo governado por sindicalistas, forçou Jango a aceitar o parlamentarismo no Brasil, na verdade foi um acordo diplomático, pois os militares queriam impedir a todo preço a posse de Jango , seu cunhado o então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, criou o movimento pela legalidade, fazendo costuras politicas para assegurar a posse de Jango, a saída foi de fato o parlamentarismo, assumindo o cargo mo primeiro ministro Tancredo Neves.
Em 1963 as vésperas da saída de Jango, foi aprovado um plebiscito que retornou o regime presidencialista no Brasil. Jango ganhou um certo apoio popular e logo tratou de implantar o que ele chamou de reformas de base com as reformas já citadas a cima, a maior manifestação veio em 1964 com 300 mil pessoas em um comício em São Paulo ao qual prometeu acelerar as reformas e convocar uma nova constituinte, a oposição se organizou e realizou a “Marcha da família com Deus pela liberdade, que convocou a ala conservadora da Igreja Católica Romana, e os setores mais tradicionais da sociedade. O oficialato militar também temias as Reformas de base, então em 1º de Abril de 1964 os militares com apoio do EUA deram o golpe militar que duraria 20 amargosos anos, Brizola ainda tentou resistir mas para evitar uma Guerra Civil, Jango achou por bem se exilar no Uruguai,o congresso declarou o cargo vago e tomou posse Ranieri Mazzili presidente da câmara dos deputados, no dia 10 de abril tinha seus direitos cassados por 10 anos através do Ato Institucional I – AI-1.

Castelo Branco 1964-1967.

Havendo tomado posse o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, foi chefe do Estado maior de João Goulart e depois daria um golpe no mesmo, oriundo de família nobre, estudou fora do país, liderou as tropas da FEB, e tinha o prestigio dos setores elitistas da sociedade, há quem diga, e principalmente os militares que não houve golpe mas sim uma “revolução”.
No campo politico, Castelo Branco aboliu os partidos políticos e começou a governar o país através de Atos Institucionais, Castelo Branco deveria apenas completar a governo de João Goulart, mas com as eleições suspensas permaneceu no poder até 1967.
Castelo Branco tratou de combater os oponentes, enquadrando-os na Lei de Segurança Nacional, a lei de imprensa, o Serviço Nacional de Informações SNI, e na esfera econômica criou a moeda cruzeiro novo, na tentativa de diminuir a inflação, aprovou o Estatuto da Terra, a lei 4320 que instituía normas ao sistema financeiro. Em 1965 houve eleições para governador em 11 estados, e o governo militar ganhou em seis deles. Em resposta, foi editado o AI-2, que permitia não só a intervenção do governo federal nos estados e municípios, mas também que o Executivo legislasse através de decretos-lei.

Em outubro do mesmo ano, o Congresso foi fechado, e no início de 1967 reaberto pelo AI-4 para se reunir extraordinariamente e aprovar a nova Constituição brasileira, quinta da história do Brasil e quarta desde a proclamação da República. O texto dessa Constituição submetido por Castelo Branco, aprovado aos 24 de janeiro de 1967, foi importante para que os militares dessem um ar de legalidade ao regime, e veio a fortalecer o poder Executivo, manteve as eleições indiretas e diminuiu a autonomia dos estados, embora mantivesse o Brasil como federação. O Terreno já estava preparado para o militar Costa e Silva que assumiria o poder em 1967.

Costa e Silva 1967-1969

Arthur da Costa e Silva, Marechal, foi o segundo presidente do regime militar no Brasil, foi eleito pelo congresso nacional, em 1967, sendo candidato único pela ARENA, existia um movimento de resistência chamado frente ampla liderado por JK e Jango, exilados e com os direitos cassados, Enquanto o PCB defendia o caminho pacífico para a implantação do comnunismo no país (por meio de reformas estruturais), os grupos e organizações de esquerda dissidentes defendiam o emprego da guerra revolucionária, ou seja, a chamada "luta armada", para derrubar a ditadura militar e em seguida implantar o socialismo.
A atuação dos movimentos oposicionistas chegou ao auge no ano de 1968. A Frente Ampla promovia comícios, passeatas e reuniões e havia ampliado suas bases de apoio conseguindo adesão até mesmo de setores das Forças Armadas. Por outro lado, o movimento estudantil começou a se reorganizar. O Ano de 1968 é tido como o mais violento e o de maior repressão, inclusive com a prisão de estudantes da Universidade de Brasília.
Graças a Deus o Governo Costa e Silva foi interrompido após sofrer um AVC, as a solução definitiva para a crise institucional aberta com o afastamento do presidente Costa e Silva foi encontrada com a escolha de um general para um novo mandato governamental. O escolhido foi o general Médici.
O Governo de Costa e Silva foi um frente de permanência do poder militar frente a vontade politica e de resistência a focos de oposição aos militares, sem arrocho econômico, sem grande obras sem expressão social e politica, conseguiu apenas entrar para história como um dos períodos mais violento do Brasil.

Médici -1969-1974

Emílio Garrastazu Médici, foi o terceiro militar a assumir o poder em 1969, assumiu com o compromisso de restabelecer a Ordem Pública e Social, pois no pais vinha sendo organizadas guerrilhas,ou seja focos de resistência a o regime ditatorial, Nas duas eleições ocorridas durante seu governo, a ARENA saiu amplamente vitoriosa, fazendo, em 1970, 19 senadores contra 3 do MDB, e, em 1972 , elegendo quase todos os prefeitos e vereadores do Brasil. Eram proibidas manifestações populares e reivindicações salariais por trabalhadores.
Os três ministros mais importantes de seu governo, e que tinham grande autonomia, eram Delfim Neto, que comandava a economia, João de Abreu, como coordenador político, e , que comandava o combate à guerrilhas. Esses foram os responsáveis pelo que foi chamado de milagre brasileiro, pois deram um outro rumo a economia do país, alguns brasileiros já podiam ter geladeira, fogão, televisor em cores, para assistiram a cor os gols de Pelé, pois a essa altura o Brasil já era Tri campeão mundial de futebol.
No seu governo, concluiu-se o acordo com o Paraguai para construção da Unisa de Itaipu, à época a hidreletrica de maior potência instalada do mundo. No campo social, foi criado o Plano de Integração Social (PIS) e o Programa de Assistência Rural (PRORURAL), ligado ao FUNRURAL, que previa benefícios de aposentadoria e o aumento dos serviços de saúde até então concedidos aos trabalhadores rurais. Foi feita uma grande campanha de alfabetização de adultos através do MOBRAL ( Movimento Brasileiro de Alfabetização)e uma campanha para melhoria das condições de vida na Amazônia com a participação de jovens universitários chamado Projeto Rondon.
Médici terminou o seu governo em 1974, deixando a vaga para Ernesto Geisel, que comandaria o país até 1979, tinha frase como : Brasil ame ou deixe-o, e em oposição exite a história do cantor Juca Chaves, que certa vez perguntou a um jornalista: Você sabe como se faz para medir um burro? Não. Mede-se (Médici) da cabeça aos pés.


Ernesto Geisel 1974-1979

O Gaúcho e militar Ernesto Geisel, assumiu a presidência em 1974, com a missão de começar a abertura politica, extinguiu o AI-5, e deu continuidade a politica anterior, mas o grande diferencial foi a diplomacia, tento interna como externa, voltou as relações com a China, reconheceu a independência de Angola, e trabalhou o Poder para João Figueiredo fizesse a abertura politica do Brasil.

Figueiredo 1979-1985

João Batista de Oliveira Figueiredo, carioca, militar e ex combatente na revolução constitucionalista de 1932, Seu mandato foi marcado pela continuação da abertura política iniciada no governo Geisel, e pouco após assumir, houve a concessão de uma anistia ampla geral e irrestrita aos políticos cassados com base em atos institucionais.
Em 1980, extinguiu-se o bipartidarismo instaurado. A partir disto, foi criado o PMDB como sucessor do MDB, e o Partido Democrático Social(PDS) como sucessor do ARENA, além de outros novos partidos; Figueiredo, assim, virou filiado ao PDS.
Em 1982, engendrou-se uma reforma eleitoral para assegurar a situação maioria nas eleições de 82 onde se defrontariam os governistas do PDS e quatro legendas de oposição. Contudo, durante o seu governo ocorreram vários atentado terroristas, atribuídos a setores da direita e militares da linha dura. Sua gestão ficou marcada pela grave crise econômica que assolou o mundo, com as altas taxas de juros internacionais, pele segundo choque do petróleo em 1979, a disparada da inflação que passou de 45% ao mês para 230% ao longo de seis anos, e com a divida externa crescente no Brasil, que pela primeira vez rompeu a marca dos 100 bilhões de dólares, o que levou o governo a recorrer ao FMI em 1982. Neste ano, houve a criação do estado de Rôndonia e é justamente aí que surge a figura do operário LUIZ INÀCIO LULA DA SILVA, no ABC paulista liderando as greves e onde surge o PT PARTIDO DOS TRABALHADORES, e mesmo ano que a maior seleção brasileira de futebol segundo só críticos sairia precocemente da copa para a Itália pelos pés de Paulo Rossi.
Em 1983, têm início as campanhas das Diretas Já, que acabaram rejeitadas no Congresso Nacional. Entretanto, o governo Figueiredo promoveu a primeira eleição civil brasileira desde 1964, que decretava o fim do Regime Militar. Figueiredo apoiava o candidato do PDS,Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo candidato oposicionista Tancredo Neves. Como Tancredo veio a falecer antes de assumir a presidência, o Vice-presidente José Sarney antigo membro do PDS, assume o poder. Figueiredo recusou-se entregar sua faixa presidencial a Sarney na cerimônia de posse em 1985, pois o considerava um "impostor", vice de um presidente que nunca havia assumido .

José Sarney- 1985-1990

José Ribamar Sarney de Araújo Costa, lidera juntamente com Paulo Maluf o rol dos políticos mais antigos do Brasil ainda atuante na vida politica, assumiu a presidência da República após a morte de Tancredo Neves que nem chegou a tomar posse, Sarney assumiu com uma dúvida constitucional se ele deveria tomar posse ou Ulysses Guimarães então presidente da câmara dos Deputados, mesmo assim o asseguraram a posse.
Com um país onde a hiperinflação tomava conta, com instabilidade politica, pois eram 20 anos de desconfiança politica, Sarney assumiu a dura missão de conduzir o pais para a democracia, para promulgar uma nova constituição, e acabar com a crise econômica, nada fácil para um país que vinha de repressão politica.
Na área econômica Sarney, congelou preços, criou o plano cruzado, a economia sofreu graves prejuízos no que tangia fornecimento, então foi lançado o plano cruzado II, sem funcionamento o pais decretou moratória, com uma inflação de mais de 80% ao mês e 2.000 % ao ano, o país entrava em recessão, foram criados planos que funcionavam como remédios econômicos, em 1988 o Brasil aprovaria a Constituição que prevalece até os dias atuais,e conduziu o Brasil a primeira eleição depois de 26 anos.
Na primeira eleição para Presidente, entre 22 candidatos que defendiam os mais diferentes interesses, ficaram dois candidatos antagônicos, Fernando Collor que tinha “nascido com aquilo roxo”, ou seja nasceu das elites para governar para elites, e “caçar marajás”, e Luiz Inácio Lula da Silva, que de origem pobre, sem formação universitária, representava uma vontade esquerdista e surgia como opção para um país recém saído de uma ditadura e como representante de uma América já tão desfragmentada com ditaduras e pobrezas, mas que não agradava empresários e a burguesia brasileira. No segundo turno era evidente que não venceria Lula, saiu vitorioso Fernando Collor.

Fernando Collor 1990-1992

Fernando Afonso Collor de Mello, foi o mais novo presidente do brasil, depois de mais de 20 anos se eleições diretas, e de graves crises politicas e econômica, Collor era a esperança de um povo, jovem, esportista, experiente e de família nobre e repeitada, assumiu a presidência com uma postura arrojada, visando o Brasil ao Desenvolvimento.
Collor desburocratizou o serviço público, tendo que para isso demitir funcionários, trouxe novas empresas automobilísticas, moralizou o concurso público, mas Collor esqueceu de um ponto forte na politica nacional, o congresso, sem acordo e arrumações politicas, Color viu seu governo ser descafelado pela corrupção, pela falta de administração interna, indicou a prima Zélia para ser ministra, o primo Marco Aurélio para o STF, e o próprio irmão Pedro o denunciou no esquema de corrupção e caixa 2.
Collor pagou um preço alto, caiu nas desgraças do povo, para combater a inflação, Criou o Plano Collor e dentro dele estava previsto o confisco das poupanças, o governo começava a ruir.O Governo Collor agradou gregos e troianos com uma política externa acentuada, abertura econômica, modernização do serviço público, tudo muito bom, mas assim como D.João VI, D.Pedro II, Vargas, JK, Collor menosprezou o Congresso, acreditou poder governar através do poder executivo, assim como fez D.Pedro I com o Poder Moderador, agredindo políticos vindos do regime militar, de antigas oligarquias, ou financiados por estes, não tardou muito para que fosse desfeito seu governo, e por uma ilusão que ficará marcada na memória brasileira, seu Impecheament foi aprovado, houveram os “ cara-pintadas”, CNBB, CUT, dentre outras organizações que forçaram alguma atitude por parte do parlamento, o que foi feito.
Itamar Franco 1992 -1994
Itamar Augusto Cautieiro Franco, baiano erradicado politicamente em Minias Gerais, Itamar foi o vice-presidente, de Fernando Collor, e assumiu o país a meio de crises, sendo orientado até mesmo a fechar o congresso, Itamar tinha amissão de apagar o fogo de insatisfação popular ,e dar um eixo de novo progresso para o país.
Após a cassação do presidente Collor, que foi ilegítima ( sem pretender defendê-lo), pois o mesmo havia renunciado ao cargo, não podendo ser cassado pelos problemas de seu governo. Assume seu vice Itamar Franco, sem expressão, pode fazer um governo modesto e sem muitas complicações, consegue criar o plano Real, dando poderes a eleição de Fernando Henrique Cardoso, e também a sua reeleição, permanecendo como forte aliado o congresso, a política econômica, e Neoliberalismo, dando maior força ao empresariado, com interferência mínima do Estado na economia

Fernando Henrique Cardoso 1994 -2002

Fernando Henrique Cardoso, ou FHC, Carioca, e erradicado politicamente em São Paulo, onde foi professor emérito da USP, assumiu a presidência após derrotar Luiz Inácio Lula da Silva por duas vezes em 1994 e 1998, o que alavancou a eleição foi o plano real , que cortava “Zeros” da moeda, e dava poder de compra e venda ao povo, fortalecendo a moeda e a economia dando equilíbrio a balança Comercial.
O Governo FHC foi marcado, pela presença do capitalismo, e do neo liberalismo econômico, recheado de privatizações, entre elas a Vale do Rio Doce, ausentou o Estado da economia, enfraqueceu o serviço público, mas deu margem aos movimentos sociais. FHC, na área econômica produziu o que o FMI, sugeriu que fosse implantado, na área politica teve que responder a escândalos de mensalão, pela aprovação da reeleição.



LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA DE 2002 PARA HISTÓRIA.

Ao fim da era FHC, ascenderia ao poder o ex-metalúrgico LULA, que disputaria quatro eleições à presidente. Mais maduro, menos radical, Lula consegue eleger-se mantendo a política econômica de FHC, a dando mais ênfase a política social. Dizer que o povo votou em Lula porque acreditava que ele era um homem do povo, é uma metáfora populista, pois dificilmente a mentalidade do eleitorado brasileiro mudaria em menos de 20 anos, o que não ocorreu em 500, a eleição de Lula, foi o encerramento de um ciclo político, após a elite chegar ao poder na abertura política com Collor, com a eleição dos sociais democratas ( PSDB), era a hora da “esquerda” mesmo camuflada chegar ao poder, ainda que para isso tivesse que contar com velhos inimigos para garantir a governabilidade, Paulo Maluf, José Sarney, a filha de Sarney Roseana, Renan Calheiros, o próprio ex-presidente Collor, e até mesmo ouvir conselhos de Antonio Carlos Magalhães e Delfim Neto, ou seja a ruptura ainda não veio, estamos a mercê de pessoas engajadas e comprometidas com seus próprios interesses, e o povo ainda espera a sua vez de agir como protagonista das grandes transformações sociais.
O Governo Lula foi marcado por transformações socais, valorização do povo, combate a fome, a pobreza, fez o dinheiro e o desenvolvimento chegarem ao nordeste, distribuiu renda, valorizou o serviço, e o servidor público, fez moradias, enfim fez as mudanças necessárias para o desenvolvimento do país, fez alianças na hora certa, fez sua sucessora, foi elogiado internacionalmente, pagou a divida com o FMI, criou o Pro UNI para dar acesso ao nível superior, fortaleceu as estatais, enfim Lula como disse o presidente Barack Obama dos EUA : É O CARA! Tornou-se um grande líder mundial e fez o Brasil ser repeitado não só pelo futebol e o carnaval, mas pelo trabalha de um povo que luta, depois de Lula, um negro foi presidente dos EUA, Um índio na bolívia, um esquerdista na Venezuela, uma mulher no Chile, Zelaya em Honduras, uma mulher na Argentina, entre outro países onde pode mostrar que as minorias podem chegar ao poder e fazer as coisas acontecerem. Lula entrou para história é o maior presidente da História do país e deixou uma mulher Dilma Roussef, para dar continuidade as grandes mudanças.









20 de jan. de 2011

Abertura dos Portos


A abertura dos Portos - 203 anos (1808-2011)
A chegada de D. João e a transferência da Corte para o Brasil

A transferência do Corte Portuguesa para o Brasil deu-se no dia 26 de novembro de 1807, com ele viria também todo o Estado Português, toda a administração pública, e aproximadamente 15.000 portugueses, maioria nobres, e serviçais do Reino de Portugal.



O Principal motivo da transferência da corte Portuguesa para o Brasil foi primeiramente o Tratado de Fontainebleau, assinado entre a França e a Espanha que dividiria o Reino de Portugal, o momento era das grandes invasões Napoleonicas, que em 1806 tentou sem sucesso invadir a Inglaterra, decretando assim o bloqueio continental, pois Portugal não aceitou a condição do bloqueio pelo fato de ser um forte aliado da Inglaterra. Napoleão resolve então invadir Portugal, mas para isso era necessário cruzar o território espanhol para chegar até Lisboa. As tropas de Napoleão chegam ao território Português no dia 30 de novembro de 1807, mas as embarcações que trariam a familia real e a corte portuguesa, já estavam em alto-mar, e viriam desembarcar no Brasil no dia 22 de Janeiro de 1808 na provincia da Bahia.



Dom João , no dia 28 de Janeiro declara a abertura dos Portos as nações amigas, pois até então a economia da colônia era baseada através do monopólio comercial assim era uma maneira da Côrte assegurar sua sobrevivência, esse medida era chamada pacto colonial. O fato de D. João ter aberto os Portos foi a primeira sinalização de Independência da Colônia, pois antes da abertura, a econômia era básicamente de subsistência, ou para a sustentação para a o Reino de Portugal, assim D. João e a Corte partem para o Rio de Janeiro com o intuito de estruturar o poder politico português em terras brasileiras. Em abril de 1808, D. João revogou os decretos que proibiam a instalação de manufaturas na Colônia, isentou de tributos a importação de matérias-primas destinadas à indústria, ofereceu subsídios para as indústrias de lã, de seda e do ferro, incentivando a introdução de novas máquinas. Criou, também, no mesmo ano, a Biblioteca Real, o primeiro Banco do Brasil, a Escola de Marinha e a Imprensa Régia e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.



Houve a abertura de produções gráficas no Brasil, assim surgiriam às primeiras revistas e jornais, inovando a consciência e mentalidade dos que aqui residiam, mas isso não significava uma liberdade de expressão e imprensa, era apenas o inicio para abastecer a elite letrada da Corte.

A gazeta do Rio de Janeiro - tinha um caráter quase oficial e estava sujeito, como todas as demais publicações, a uma comissão de censura encarregada de examinar os papéis e livros que se mandassem publicar e fiscalizar que nada se imprimisse contra religião, o governo e os bons costumes.

A corte portuguesa trouxe consigo a preocupação de criar academias e fabricas, foi criado a partir desse momento um observatório astronômico, fundando a fábrica de pólvora e arsenais, onde anos depois trabalharia lá Joaquim Gonçalves Ledo, e que se tornaria em 1811, a Academia Militar. Este órgão tinha entre as suas funções, a de promover um curso das chamadas ciências exatas (Matemática) e de observação (Física, Química, Mineralogia e História Natural). Essa academia formava oficiais do exército, engenheiros, geógrafos e topógrafos para que administrassem as obras empreitadas pelo governo, como a abertura de estradas, minas, portos, etc.. D. Rodrigo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, criou medidas de política e defesa da Colônia estruturada, por que também se preocupava em estabelecer canais de comunicação com todas as regiões.



Os objetivos reais dessas medidas eram principalmente em proteger a colônia de guerras e facilitar a vida econômica da colônia que incluía o trafego através de rios e dos Portos, chegavam ao o Rio de Janeiro mercadorias e gêneros alimentícios tanto do exterior quanto de outras regiões do Brasil. As embarcações que passavam pela Baía da Guanabara traziam hortaliças e pequenos animais. Por terra chegavam animais de grande porte e produtos vindos da região das Minas e de São Paulo.




Essas medidas jamais haviam sido pensadas antes da chegada da Corte ao Brasil, assim dá para entender a importância da vinda da Família Real a Colônia, mas havia preconceito e retaliação as que eram nascidos na colônia em relação aos vindos de Portugal, principalmente na esfera comercial, e nos cargos públicos e nos negócios. Muitos dos Novos habitantes eram imigrantes, não apenas portugueses, mas espanhóis, franceses, ingleses, que viriam a formar uma classe média de profissionais e artesãos qualificados



Neste mesmo período na Europa Hipólito José da Costa, estava preso, pelas perseguições que sofreria por indicação de Pina Munique pelo fato de ser Maçom, após fugir da cadeia em 1805, consegue em 1808 chegar a Londres na Inglaterra, onde fundaria o jornal “Correio Braziliense”, pois no Brasil pelo fato de existir a censura dificilmente poderia circular no Brasil, esse seria o maior jornal de veiculação que retratava a verdadeira realidade brasileira, onde defendia já a partir daí a abolição da escravatura, transferência da capital para o interior do país, e até mesmo de forma sutil a Independência do Brasil, Hipólito entrou para o rol dos brasileiros celebres reconhecidos mundialmente, e hoje é o “Patriarca da Imprensa Brasileira”.


Mas de Fato o Era a Abertura dos Portos? Há várias linhas de frente, uma delas protecionismo Estatal, depois protecionismo ecônomico, e outra vertente é Independência se consolidando,e a abertura diplomática da colônia. A abertura dos Portos não é um fato histórico isolado, ele abrange as relações internacionais, assim como economia, direito, cultura.


A abertura era um fator inevitável, o principe D. João não tinha alternativa, ou se fechava e se afundava, ou abria o país e a colônia para o mundo, a abertura simboliza um marco das relações ecônomicas, politicas e internacionais do país, e um sinal de amadurecimento, de uma terra de Santa Cruz, onde se plantando tudo dá.

31 de dez. de 2010

Dia 09 de Janeiro "DIA DO FICO"


Em 2011 será o 189º ano do ” Dia do FICO”, que simboliza a permanência do príncipe D. Pedro no Brasil, simbolizando a emancipação politica, pois econômica já havia sido feita por D. João quando trouxe toda a Corte Portuguesa para ao Brasil, fugindo das tropas e da invasão napoleônica.


Desde a transferência da Corte portuguesa ao Brasil, em 1808, o povo que havia permanecido em Portugal ficou literalmente a ver navios, assistiram a família real e a nobreza fugirem desesperadamente para a colônia brasileira, e meses mais tarde viram a colônia virar metrópole, e com isso o fim do pacto colonial. Isso tudo, sem sombra de dúvidas, era muito ruim para os portugueses.

Após o congresso de Viena, sete anos mais tarde, e o fim das guerras travadas com Napoleão, o povo português queria de volta a família real a Lisboa e o retorno do pacto colonial. O povo português exigia o retorno do Rei a Portugal, e o Brasil viu que podia ser Independente. Eis que em Agosto de 1820 eclodia a Revolução Liberal do Porto, em Lisboa. Essa revolução exigia o retorno da Família Real a Portugal, o retorno do Brasil a condição de Colônia, e o estabelecimento de uma monarquia constitucional. Surge um grande problema para D. João VI, ficar no Brasil e ver o reino de Portugal se transformar em uma república, voltar para Portugal e rebaixar o Brasil a situação de colônia, o que causaria revolta por parte dos comerciantes e o povo brasileiro, não podendo ser esquecido que a América espanhola já estava se emancipando, que já haviam grandes movimentos em prol de uma libertação da América, e com grande participação popular, inclusive da maçonaria.D.João tinha ao seu lado uma grande aliada a Igreja Católica, defendia os Estados Absolutistas.


As instituições principalmente comerciais viam que o Brasil deveria ser Independente, pois não era interessante o retorno do pacto colonial, mas também já não era mais vantajoso tornar-se uma monarquia portuguesa, ela queira sim o Império do Brasil.


Antes de partir o Rei D.João VI assinaria decretos importantes como que daria igualdade de condições e participação brasileira em relação a Portugal, assim dava certa tranqüilidade aos comerciantes e fazendeiros que ficaram no Brasil. Em Portugal, a Revolução Liberal estabeleceu uma junta governativa. Em função de o Rei estar ausente de Portugal governaria o Estado, convocariam as Cortes, redigiriam e aprovariam uma nova Constituição. Dentre os critérios de representação, o Brasil ficaria com 70 representantes, num total de mais de 200, e as capitanias passariam a se chamar províncias. No Brasil a notícia foi recebida com grande euforia. O Norte e Nordeste haviam se rebelado (Belém e Salvador), e no Rio de Janeiro a revolta seria pela reformulação dos ministérios e pela convocação das cortes com eleições indiretas. Dentre as facções políticas brasileiras surgiu, assim, o Partido Português, que defendia o retorno do Rei D. João VI à Portugal, e o retorno do Brasil à condição colonial.


O Rei D. João VI, então decidiu que seu filho D. Pedro fosse para Portugal buscando uma solução para o problema, chegando a lançar um decreto enviando D.Pedro para Lisboa, mas sobre pressão do Clero, da Nobreza e dos militares D. João VI resolve mudar de planos e retornar à Portugal, sob uma saída muito inteligente, pois assim continuaria com os plenos poderes tanto no Brasil como em Portugal, pois deixaria D.Pedro como príncipe regente do Brasil e após a sua morte uniria os dois Reinos e a manteria viva a Casa dos Bragança. Em abril de 1821, D. João VI retornaria a Portugal, com mais 4.000 pessoas entre nobres, militares, clero, magistrados. O Brasil passou a ser governado por um príncipe regente, D.Pedro de Alcântara, mais tarde intitulado D.Pedro I.


Meses depois, no Brasil ocorreria a convocação para as cortes, e entre os eleitos estariam muitos defensores da Independência do Brasil. Muitos deles pertencentes à Maçonaria como: Cipriano Barata, médico e eleito pela província da Bahia, Francisco Muniz Tavares, Padre e eleito pela província de Pernambuco, o irmão de José Bonifácio, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva, advogado eleito por São Paulo, Diogo Antônio Feijó, Padre e eleito por São Paulo, e Nicolau dos Santos Vergueiro, fazendeiro e também eleito por São Paulo.


A Maçonaria neste momento ainda continuaria suspensa e as Lojas Maçônicas fechadas. As atividades maçônicas ressurgiriam em 24 de Junho de 1821 período de festas a São João, que é o padroeiro dos Maçons. Cerca de um ano mais tarde seria iniciado o príncipe regente D.Pedro I. Tomaria novo fôlego o trabalho incansável da Maçonaria para proclamar a independência do Brasil. Os Maçons travavam a luta emancipacionista tanto nas Lojas Maçônicas quanto na vida política e social brasileira, que no momento encontrava-se instável. As cortes haviam se reunido em janeiro de 1821 e àquela hora já teriam editado uma série de leis e decretos que prejudicariam o Brasil. As províncias agora não mais seguiam orientação do Rio de Janeiro e sim de Lisboa, tanto que no fim do ano de 1821 uma determinação vinda direta de Lisboa, transferia ministérios e repartições públicas do Rio de Janeiro para Lisboa, e a última reação de Portugal foram os decretos 124 e 125 de Dom João VI, que exigiam o retorno imediato do príncipe Dom Pedro I à Portugal:


As cortes gerais extraordinárias e constituintes na nação portuguesa, havendo decretado, em data de hoje a forma de governo e administração pública das províncias do Brasil, de maneira que a continuação da residência do príncipe real no Rio de Janeiro se torna não só necessária, mas até indecorosa à sua alta hierarquia: e considerando juntamente quanto convém aos interesses da nação que sua alteza real no viaje por alguns países ilustrados , a fim de obter aqueles conhecimentos que se fazem necessários, para um dia ocupar dignamente o trono português: mandam respeitosamente participar a El-Rei que tem resolvido o seguinte: 1º que o príncipe real regresse quanto antes para Portugal; 2º que Sua Alteza, logo que chegue a Portugal, passe a viajar incógnito às cortes e reinos da Espanha, França e Inglaterra, sendo acompanhado por pessoas dotadas de luzes, virtudes e adesão ao sistema constitucional, que para este fim, Sua majestade houver por bem nomear.

A essa altura o Brasil já não podia mais retornar a sua condição colonial, já havia uma mentalidade própria se solidificando. Os próprios brasileiros que foram estudar na Europa, no inicio do século, àquela altura, já haviam se formado, já eram homens maduros, e muitos faziam parte da corte Portuguesa, como é caso de José Bonifácio de Andrade e Silva, que anos antes havia sido apresentado ao Ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho, que solicitou décadas antes ao Maçom Hipólito da Costa para ir aos Estados Unidos e a Inglaterra para estudos econômicos.
José Bonifácio se formou em Coimbra, foi professor universitário, e com a formação da juntas governativas provisórias foi nomeado vice-presidente da província de São Paulo, assim teria uma proximidade muito grande junto ao imperador Dom Pedro I.


A partir do mês de setembro de 1821, circulava pelas ruas do Rio de Janeiro o jornal “Reverbero Constitucional Fluminense”, impresso feito circular pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e o Conêgo Januário da Cunha Barbosa. A principio, o jornal defendia a idéia de Reino Unido, defendendo que o Brasil voltasse a ser Sede da Corte. O jornal tomou uma dimensão muito grande e começou a defender a Independência do Brasil.


Em janeiro de 1822, D.Pedro I deveria cumprir os decretos de seu pai e partir para Portugal. No dia 09 do mesmo mês, os maçons Joaquim Gonçalves Ledo, José Januário da Costa e José Clemente Pereira, um magistrado que havia sido eleito para o Senado da Câmara, entregaram uma carta ao príncipe regente, assinada ainda por José Bonifácio, Frei Francisco de Santa Tereza e Pedro Dias Paes Leme e mais 8 mil assinaturas, solicitando que não jurasse a Constituição portuguesa e que descumprisse os decretos de seu pai, permanecendo no Brasil. Em resposta D. Pedro I pronunciou a famosa frase: COMO É PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO ESTOU PRONTO, DIGA AO POVO QUE EU FICO”. Depois de dar resposta: fico. D Pedro dirigindo-se á janela, disse ao povo: “Agora só tenho a recomendar-vos: UNIÃO E TRANQÜILIDADE”.

Há um conflito histórico em relação a assinaturas, no Brasil é altíssimo o número de analfabetos então como se deram 8.000 assinaturas? Onde estão as assinaturas? Na verdade haviam nomes de donos de cafezais, de fazendeiros, de traficantes de escravos, que muitas vezes tinham títulos de nobreza. Outro pinto que merece destaque são os partidos Brasileiro e Português, primeiramente não se faz politica sem dinheiro, apesar que o partido português era um partido ideológico que corrente de opinião e não necessariamente um partido, o partido Brasileiro era formado por profissionais liberais ( o que caracteriza elite), padres, advogados, sendo que o principal objetivo era não voltar a condição de colônia, em nome do povo? Não. Em nome de suas propriedades dos seus próprios bolsos, e por Lobby em relação ao príncipe regente.

A partir desse momento como a própria orientação do príncipe era a hora de tranquilidade. As tropas portuguesas que se negavam a jurar fidelidade a D. Pedro eram mandadas de volta a Portugal, e criava-se assim o exército brasileiro. José Bonifácio foi nomeado ministro de D. Pedro. Ainda não era a Independência do Brasil, e sim uma resposta do partido brasileiro, exigindo maior autonomia, em um segundo momento o desejo de uma Independência política começou a se fortalecer. O dia 09 DE JANEIRO de 1822 é considerado pela historiografia brasileira como:

“O DIA DO FICO”.

José Bonifácio é considerado hoje “Patriarca da Independência”. A sua inteligência sempre foi uma de suas maiores virtudes vindo a se tornar o todo poderoso Ministro do Reino e Estrangeiro. Devido a influência de José Bonifácio junto ao Príncipe, considerando que Bonifácio era defensor da idéia de uma Monarquia Constitucional, enquanto o grupo de Gonçalves Ledo era a favor de um regime republicano. Essas questões seriam levantadas diante do impasse do imperador, se convocava eleições diretas ou indiretas para as Cortes portuguesas. Começava aí o distanciamento do Príncipe em relação a Portugal, e abriria as portas para a Independência do Brasil meses mais tarde.

O Dia 09 de Janeiro de 1822, é o marco para Independência “política” do Brasil, na verdade ninguém tinha coragem de se manifestar, nem fazendeiros que não concordavam com a situação de virar colônia novamente, nem comerciantes, nem políticos, o povo infelizmente não teve participação neste acontecimento, e se teve a história fez questão de esquecê-los. A data deve ser lembrada, vivificada, estudada, os livros de história e os historiadores, devem relembrar essas datas, é triste ler nos livros apenas 1 linha a respeito de nomes como GONÇALVES LEDO, CIPRIANO BARATA, JANUÁRIO CUNHA BARBOSA,entre outros.E por fim me despeço com a frase do saudoso Paulo Leminski :

Haja hoje para tanto ontem,
Tenho a impressão
que já disse tudo.
E tudo foi tão de repente,
Vai vir o dia, quando tudo que eu diga , Vai virar poesia...”

13 de dez. de 2010

A Juventude- publicação de Artigo para o Jornal o Taguá de Dezembro de 2008



O trabalho de construção de uma sociedade melhor, passa pela idéia de transformação de base, e deve ser trabalhada principalmente entre os jovens, seja nas Igrejas, nas escolas, no movimento estudantil ou nos partidos políticos, mas de maneira que o jovem se sinta protagonista das transformações que ocorrem em seu meio, e a adaptação ao mundo globalizado. Mas o que faz o jovem sentir-se motivado a lutar por mudanças em seu meio? É a consciência de não ser massa de manobra, de não trocar seus sonhos por espelhos, conhecer seus direitos, conhecer as leis e saber de seus deveres, e mesmo que sinta seus direitos ameaçados, lutar para que seu ponto de vista seja visto e respeitado.

A juventude deve manifestar-se através de seu tempo, seja de maneira social ou cultural, através da música, dança, e outras formas de arte; ou de manifestação política. Atualmente, o “Funk”, por exemplo, teve seu sentido original desvirtuado. Quando surgiu, ainda nos anos 70, como Black Music, tinha o significado de música de protesto. Ser jovem e ter juventude podem ser bem diferentes.

De acordo com o último censo do IBGE a população jovem de Taguatinga representa cerca de 40% do total de sua população, ou seja, quase a metade da Cidade, que é uma das mais importantes do Distrito Federal, este é um argumento muito positivo para trabalharmos em prol de uma cidade melhor, justa e perfeita. O que está acontecendo? Estaria a juventude adormecida? Ao invés dela se adaptar ao meio, ela está se entregando aos extremos. O diálogo está sendo trocado pelo computador, pelo MSN, Orkut, internet, pelo consumismo e pelo comodismo. Desta forma, não há como ver as coisas acontecerem, a juventude é a construção de um mundo a longo prazo.

A juventude não pode perder o seu perfil, sua identidade, ela deve pôr a sua cara na rua e não usar máscaras, a democracia brasileira foi protagonizada principalmente pelos jovens que combateram a ditadura, e outros não viram nem se quer seu sonho realizado, mas ao contrário, morreram por ele. Podemos citar como exemplos, Honestino Guimarães, Chico Mendes e tantos outros que morreram por seus ideais. O que faz alguém dar a vida por seus ideais? É acreditar que um mundo melhor é possível!

Recentemente o Brasil deu posse a seus prefeitos e vereadores, entre eles o PT ( Partido dos Trabalhadores ) elegeu 373 vereadores e 30 prefeitos com menos de 29 anos dentro do total de 4.119 e 559 vagas conquistadas. Isso é muito bom tendo em vista que para prefeito a idade mínima é 21 anos e vereador 18, mostra um trabalho de conscientização política voltada para a juventude. Minha mãe dizia que a mão que balança o berço é a mesma que domina o mundo, e a juventude de Taguatinga hoje é a mesma que vai administrar esse cidade amanhã .Que 2009 comece cheio de ideais jovens de mudança e de transformação, aonde possamos dar prumo as ações que serão construídas durante o ano.

” Nossa linda juventude/Página de um livro bom/Canta que te quero/Cais e calor/Claro como o sol raiou/Claro como o sol raiou...”( 14 Bis ,Linda Juventude).

Vítor Andrade

Licenciado em História




22 de nov. de 2010

A Juventude do Distrito Federal

Meus amigos e meus Irmãos,

Hoje penso que um dos problemas mais graves do Distrito Federal e por que não dizer do Brasil é a Juventude, da falta de politicas públicas para a Juventude, e de jovens que não conseguem atingir a maturidade por barreiras que impedem a sua chegada até lá, assim após anos de lutas e atendendo a conovação de vários setores da sociedade, me faço a disposição para defender a Juventude do Distrito Federal, sei na pele o que é a falta de oportunidades para os jovens e o tanto que é dificil para alcançar coisas boas, se curvar perante coisas ruins, assim me apresento como o Sub-secretário de Juventude do Governo do Distrito Federal.


Peço apenas um pouco de paciênciapara ler o breve histórico de nossa caminhada.

Apresentação


Vítor Andrade, conhecido como Vitinho, filho de imigrantes nordestinos, nasceu em Taguatinga no ano de 1983. Sua mãe, empregada doméstica, fez parte de Associação de Inquilinos da cidade, recebendo uma casa construída em mutirão no Setor M Norte.

Seus pais faleceram quando ele tinha apenas seis anos. Foi criado juntamente com seus irmãos pela tia e pela avó. Apesar de todas as dificuldades, conseguiu estudar e concluir graduação em História no ano de 2008.


Sua vida foi permeada por participação em movimentos políticos e sociais desde os 14 anos. Filiado ao PC do B do DF desde os 18, participou de grupo de jovens na Igreja Católica, tendo sido coordenador por três anos consecutivos, participou do Grupo Ecumênico de Brasília, atuou em grêmios estudantis e esteve na organização da 1ª Caminhada da Juventude, atividade esta oriunda das reflexões da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2000. Foi ainda professor de Serigrafia na antiga Fundação Educacional do DF para Jovens e Adultos. Ajudou a fundar grupo do PC do B em Samambaia, reorganização em Ceilândia e da base de Taguatinga. Participou do Movimento Estudantil na UBES, UNE e UJS e na eleição de LULA para presidente em 2002.


Em 2004, após aprovação em concurso para o Ministério da Integração Nacional, muda-se para Porto Alegre, auxiliando na organização do Núcleo Regional Sul da pasta, onde permanece atuando junto ao PC do B. Participou ativamente nas campanhas para as Eleições Municipais no mesmo ano. Ainda em 2004 casa-se com Francisca Uiara, servidora da Justiça Eleitoral. Atuou ativamente no Fórum Social Mundial. Em 2006 nasce sua filha, Maria Isabel.


De volta à Brasília, participa das coordenações das candidaturas de Arlete Sampaio ao Governo do DF e de Agnelo Queiroz ao Senado. Ainda no mesmo ano contribui com a fundação do Fórum Permanente em Defesa de Ceilândia, sendo secretário de Formação e Juventude. E no Ministério da Integração cria a Centro de Informação Bibliográfica e Legislativa, e depois sua Biblioteca.


Pertence ao quadro de obreiros da Loja Maçônica Universitária Verdade e Evolução, do Grande Oriente do Distrito Federal.


Atualmente é aluno de Pós-Graduação em História e leciona essa disciplina no SESC de Taguatinga Norte, após aprovação em processo seletivo, eleito para a CIPA período 2011/2012.


Breve Curriculum Vitae


    • Professor de Serigrafia na Secretaria de Educação do DF no ano de 2002;

    • Assistente Técnico-Administrativo no Ministério da Integração Nacional de 2004 a 2009, tendo atuado em diversas áreas no Rio Grande do Sul e em Brasília;

    • Professor de História no SESC/DF;

    • Graduado em História pela UPIS em 2008;

    • Estudante de Pós-Graduação em História pela UDF.

Ante o histórico apresentado, e por ser Vítor Andrade uma liderança Jovem reconhecida por seus pares, por toda a experiência social, politica e administrativa demonstrada com apenas 27 anos e por sua participação ativa junto à juventude, defendemos o nome de Vítor Andrade para atuar junto à Juventude no Governo de Agnelo Queiroz do Distrito Federal.


OBJETIVOS:



Por ser jovem e por ser morador de área de conflitos sociais, entre Ceilândia e Taguatinga, conheço os problemas enfrentados pelos jovens de hoje no Distrito Federal. Falta-lhes inclusão sócio-educativa, alternativas de lazer, condições básicas e minimas previstas na Carta Magna de 1988 e na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Hoje possuo 27 anos de idade e há 13 trabalho com crianças, jovens e adolescentes, sou professor, atuei em grupos jovens e em outras atividades relacionadas à juventude. Desta forma, alguns seguimentos da sociedade, tais como partidos políticos, igrejas, lojas maçônicas,professores, sindicatos, entre amigos e familiares decidiram propor o meu nome ao Governo do Distrito Federal para Sub-secretaria de Juventude, por acreditarem que possuo legitimidade para atuar nesse seguimento.

Para tanto é necessário que essa indicação passe por pessoas estratégicas, como senadores, deputados, empresários, por se tratar de uma área delicada e também por representar força de atuação politica e que chegue à Equipe de Transição do Governo. Nos últimos anos, no Distrito Federal não houve nem uma proposta eficaz para a juventude, que anda sem rumo, sem alternativas, muitas vezes encontrando caminhos de águas turvas, onde muitas vezes impede o jovem de atingir a fase adulta pelos mais diversos problemas.

Por possuir experiência administrativa, politica e social, acredito que é possível fazer uma politica voltada para o jovem sem gastos abusivos para os cofres públicos, e contribuir para uma vida melhor para jovens e não jovens. Hoje venho levar ao teu conhecimento a indicação de meu nome a Subsecretaria de Juventude, vinculada a Secretaria de Justiça e Cidadania do Governo do Distrito Federal, e dentro das possibilidades contar com o apoio de outras pessoas estratégicas como já citado.


Projetos importantes:


  • Auxiliar na inserção social e criação de politicas de empregos para jovens, no ramos técnico e científico, por meio de Parcerias Público-Privado;

  • Instalar o projeto Menina-Moça, para atendimento à saúde da jovem, com equipe multidisciplinar, com psicólogos, ginecologistas, médicos especialistas em adolescência, em todas as cidades satélites do Distrito Federal, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e de Saúde;

  • Apoiar o reaparelhamento e a atuação dos Conselhos Tutelares;

  • Projeto “Respeite os mais velhos, um dia você chega lá”, preocupação com quem sempre contribuiu para a sociedade; levar os jovens à repensar a forma como são tratados os mais velhos;

  • Rediscutir a forma como vem sendo trabalhado o “passe-livre” estudantil, que está sendo motivo de prejuízo ao Estado, e desrespeito ao Cidadão;

  • Projeto “Poema nos ônibus”, hoje já existe em Porto Alegre, mas não é voltado apenas para jovens. Poderia ser feito um concurso para crianças, jovens e adolescentes,onde os vencedores teriam seus poemas afixados em adesivos nos coletivos públicos;

  • Festival de Música Popular, de garagem e barzinho, dando oportunidade de reconhecer novos talentos que não possuem incentivos para divulgarem seus trabalhos;

  • Proporcionar aos jovens tardes de discussão, louvor e lazer, a fim de realizarem suas práticas religiosas e sociais;

  • Realizar constantes palestras no CAJE, Escolas Públicas, Igrejas, De Molays, e outros grupos onde se encontrem a juventude assim como seminários em simpósios com temas de abordagem ao público jovens como medida de prevenção ao uso de drogas, de bebidas alcoólicas, ao sexo sem proteção, à gravidez indesejada, à transmissão de DST, etc;

  • Assim como o “ Eixão do Lazer”, projeto parecido poderia ser levado à outras Regiões Administrativas, proporcionando espaço para o lazer através do fechamento de avenidas aos domingos;

  • Está cada dia mais frequente doenças relacionadas a alimentação, projeto de alimentação saudável ( medida de prevenção) aos jovens para quando atingirem idade mais avançada não sofram desses males.

  • Medidas de combate ao “Bulling” e a todo o tipo de preconceito, através de campanhas sócio-educativas;

  • Trabalhar conjuntamente com a secretaria de educação o retorno dos cursos técnicos em nível médio em horário contrário as aulas, devida a carência que o mercado de trabalho tem em formar mão-de-obra de nível técnico.


Acredito que com alguns projetos simples é possível transformar a vida de muitos jovens que hoje encontram-se em situação de risco, ou que buscam uma melhor alternativa de vida.

Assim peço seu apoio para a indicação para ser o Sub-secretário de Juventude para que juntos possamos fazer uma sociedade Justa e Perfeita, combatendo as desigualdades com objetidade e confiança, juntos podemos fazer muitas coisas, sabendo que a Juventude é o porvir do nosso país e de nossa sociedade.



Currículo


Nome: Vítor Andrade

Idade: 27 anos

Correio Eletrônico: vitor_u@hotmail.com

Formação acadêmica: Licenciatura Plena em História.

Pós Graduação: Pós Graduando em História

Técnico: Artes Gráficas.

Atualmente: Professor de História do SESC de Taguatinga Norte

Cursos, seminários, fóruns Complementares:


  • Curso de desenvolvimento de competências (Escola Nacional de Administração Pública) e Organizador.

  • Seminário Nacional de desenvolvimento sustentável (Ministérios da Integração Nacional MI e Agricultura Agropecuária e abastecimento MAPA) e Organizador.

  • Fórum Nacional de ética e Cidadania (Câmara dos deputados).

  • II Fórum Internacional das Águas-(Governo Federal e do Estado do Rio Grande do Sul) e Organizador.

  • Credenciamento de professores de ensino religioso ( não concluído, apenas primeira fase) Arquidiocese de Brasília.

  • Curso de História do Brasil Republicano (Universidade de Brasília).

  • Curso Artes gráficas (Centro Social Luterano).

  • Curso Artes Gráficas/Corel Draw (Sarmento Computadores).

  • Curso Artes Gráficas (FAT).

  • Curso Ms Office (IPD, Ms DOS, Windows, word, excel)/ Planfor @site,saber.



Atividades Profissionais:


  • Servidor contratado do Ministério da Integração Nacional, atuando nas áreas de organização de diretoria no Núcleo Regional de Porto Alegre-RS, Desenvolvimento de atividades neste Ministério junto a Secretaria de Obras Públicas e Saneamento do Rio Grande do Sul –SOPS- no processo de estiagem dos anos de 2004-2005 atendendo cerca de 500 prefeituras gaúchas, juntamente com a defesa civil, bem como o atendimento a Prefeitos, Vereadores, Deputados e demais autoridades governamentais.


  • A convite da administração central veio a prestar seus serviços em Brasília desde maio de 2006, na assessoria do gabinete do Departamento de Obras Hídricas.

  • Fundador e Chefe de Serviço de Informação Bibliográfica e legislativa de setembro de 2006 à abril de 2008 lotado no Gabinete da Secretaria de Infra-estrutura Hídrica e em sua assessoria.


  • Desde então trabalha na assessoria técnica administrativa da Coordenação Geral de Implantação de Projetos de Irrigação, e da Diretoria de Desenvolvimento Hidroagricola, no controle de pagamentos de convênios, assim como controles de notas de empenho e ordens bancárias, acompanha a execução de convênios de Descentralização de Crédito Orçamentário e dos Projetos – Piloto de investimentos, de acordo com a legislação vigente e respeitando a LOA e o PPA, bem com prestação de informações ao Senado, Câmara dos Deputados, governos estaduais e municipais e demais eventos do Departamento.



  • Técnico operacional do SINCONV, sistema do governo federal que auxilia entidades governamentais a formalizarem convênios com o Ministério da Integração Nacional.

  • Ex- professor contratado da Secretária de Estado da Educação do Distrito Federal, no período letivo de 2002.

  • Professor de Artes Gráficas e Serigrafia na Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal no Período letivo de 2002 para diferentes Faixas Etárias.

  • Primeiro Colocado no Processo Seletivo de 2003 e 2004 para professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e 9º em 2009.

  • Colaborador do Jornal “O Taguá” com publicação de artigos.

  • Primeiro Colocado no processo seletivo do SESC para professor de História


  • Leciona as disciplinas de:


História, História Social, História política brasileira, história do Brasil,

geopolítica,economia, atualidades, política,história da arte, História Contemporânea, Ecumenismo, Doutrina Social da Igreja.



Atividades Políticas :



  • Assessor político nas eleições de 2002 para presidente, e governador do GDF;

  • Assessor da frente popular em Porto Alegre nas eleições para prefeito e vereador em 2004;

  • Assessor político na eleição de 2006 para Senador de Agnelo Queiroz;

  • Assessor político de candidaturas à deputados federais, estaduais e distritais;

  • Organizador de eleições para conselhos tutelares em Taguatinga e Ceilândia;

  • Secretário de Formação e Juventude do Fórum Permanente em defesa de Ceilândia;

  • Organizador de movimentos sociais como prefeituras comunitárias, associações, sindicatos;

  • Ex- Assessor Técnico do Ministério da Integração Nacional.