06/08/2010

BIOMA: PAMPA



Queridos Alunos, gostaria que ao final da página vocês comentassem, relatando as dificuldades do trabalho, e se possível pondo nome e turma.Ok? Um abraço a todos vocês...

Professor Vítor.'.

Se preferirem posto aqui um Link, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que possui muito conteúdo sobre o Bioma Pampa...

http://www.googlesyndicatedsearch.com/u/ufrgs?hl=pt-BR&ie=ISO-8859-1&q=bioma+pampa&btnG=Pesquisar&sitesearch=

Pampa ou Campos Sulinos


Os Campos da região Sul do Brasil são denominados como “pampa”, termo de origem indígena para “região plana”. Esta denominação, no entanto, corresponde somente a um dos tipos de campo, mais encontrado ao sul do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo o Uruguai e a Argentina.
Outros tipos conhecidos como campos do alto da serra são encontrados em áreas de transição com o domínio de araucárias. Em outras áreas encontram-se, ainda, campos de fisionomia semelhantes à savana. Os campos, em geral, parecem ser formações edáficas (do próprio solo) e não climáticas. A pressão do pastoreio e a prática do fogo não permitem o estabelecimento da vegetação arbustiva, como se verifica em vários trechos da área de distribuição dos Campos do Sul.
A região geomorfológica do planalto de Campanha, a maior extensão de campos do Rio Grande do Sul, é a porção mais avançada para oeste e para o sul do domínio morfoestrutural das bacias e coberturas sedimentares. Nas áreas de contato com o arenito botucatu, ocorrem os solos podzólicos vermelho-escuros, principalmente a sudoeste de Quaraí e a sul e sudeste de Alegrete, onde se constata o fenômeno da desertificação. O solo, em geral, de baixa fertilidade natural e bastante suscetível à erosão.
À primeira vista, a vegetação campestre mostra uma aparente uniformidade, apresentando nos topos mais planos um tapete herbáceo baixo – de 60 cm a 1 m -, ralo e pobre em espécies, que se torna mais denso e rico nas encostas, predominando gramíneas, compostas e leguminosas; os gêneros mais comuns são: Stipa, Piptochaetium, Aristida, Melica, Briza. Sete gêneros de cactos e bromeliáceas apresentam espécies endêmicas da região. A mata aluvial apresenta inúmeras espécies arbóreas de interesse comercial.
Na Área de Proteção Ambiental do Rio Ibirapuitã, inserida neste bioma, ocorrem formações campestres e florestais de clima temperado, distintas de outras formações existentes no Brasil. Além disso, abriga 11 espécies de mamíferos raros ou ameaçados de extinção, ratos d’água, cevídeos e lobos, e 22 espécies de aves nesta mesma situação. Pelo menos uma espécie de peixe, cará (Gymnogeophagus sp., Família Cichlidae) é endêmica da bacia do rio Ibirapuitã.
O Pampa Gaúcho está situado no sul do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai. O Pampa é uma região de clima temperado, com temperaturas médias de 18°C, formada por coxilhas onde se situam os campos de produção pecuária e as várzeas que se caracterizam por áreas baixas e úmidas. A região sul tem, na pecuária, uma tradição que se iniciou com a colonização do Brasil.
Os campos no RS ocupam uma área de aproximadamente 40% da área total do estado. O Pampa gaúcho da Campanha Meridional encontra-se dentro da área de maior proporção de campos naturais preservados do Brasil, sendo um dos ecossistemas mais importantes do mundo.


Significado de Bioma Pampa:

Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas. O bioma são as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico chamado biótopo.

O Pampa, também conhecido como campos do sul, ocorre no estado no Rio Grande do Sul e se estende pelo Uruguai e Argentina.
A vegetação dominante é de gramíneas entremeadas por florestas mesófilas, florestas subtropicais (especialmente floresta com araucária) e florestas estacionais. Caracteriza-se pela grande riqueza de espécies herbáceas e várias tipologias campestres, compondo em algumas regiões, ambientes integrados
com a floresta de araucária. Atualmente, este bioma sofre forte pressão sobre seus ecossistemas, com introdução de espécies forrageiras e com a atividade pecuária.

Leite no RS
A pecuária leiteira está em pleno desenvolvimento no Rio Grande do Sul e também no Brasil. Dados da Emater/RS-Ascar de 2007 mostram que o setor lácteo movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano e que a cadeia produtiva, direta e indireta, é estimada em 730 mil pessoas.

O Rio Grande do Sul é o segundo na produção de leite, perdendo apenas para Minas Gerais. A produtividade gaúcha é de 2.336 litros/vaca/ano, sendo a segunda maior média estadual, ficando atrás apenas de Santa Catarina (IBGE, 2008). Atualmente, a produção no Estado é de 3,31 bilhões de litros de leite (2,9 bilhões em 2007). Este volume representa 11,7% da produção nacional, que, em 2008, foi de 27,5 bilhões. Enquanto o crescimento da produção nacional é de 5,5% em média, no Rio Grande do Sul o incremento foi de 12,6%. Além disso, o total é de 134.654 produtores gaúchos. A região de Bagé responde por 4% do volume total do Estado, sendo que os principais municípios produtores são Aceguá, Santana do Livramento e Alegrete.

Aliar pesquisa e extensão, um dos objetivos do atual processo de reengenharia pelo qual passa a Embrapa Pecuária Sul Unidade de Pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mapa que, junto às instituições parceiras, busca oportunizar, através da realização de dias de campo e workshops, a troca de conhecimentos que venham a beneficiar os atores da cadeia produtiva. Prova disso, foi a realização, entre os dias 02 e 04 de dezembro, da Atualização Técnica em Boas Práticas Agropecuárias Bovinos de Corte.

A atividade visou a capacitação de pesquisadores da Unidade, bem como, de técnicos das instituições ligadas ao projeto que consiste na implantação do Programa Boas Práticas Agropecuárias Bovinos de Corte (BPA) em propriedades rurais da Região Sul. Durante os três dias de evento, realizado na sede da Unidade, em Bagé/RS, os profissionais receberam um treinamento que buscou formar agentes conscientizadores das práticas que integram o projeto, tais como normas e procedimentos que sustentam a implantação de processos de controle e qualidade, o que garantirá a produção de alimentos seguros, atendendo uma demanda de mercado e, principalmente, os anseios dos consumidores.

Como ponto de partida, conforme explicou a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, que atuará como Coordenadora da atividade na Região Sul, Cristina Genro o BPA será implantado nas propriedades que compõem a Associação dos Produtores do Pampa Meridional Apropampa e, ainda, a Associação dos Produtores da Região de Cima da Serra Procima, parceiras nessa nova empreitada. Conforme ela, o projeto, nesta fase, não possibilita agregação de valores de maneira imediata, e sim a redução dos custos de produção por meio de um melhor controle de gestão, controle sanitário e de vendas, além de oportunizar aos empregados inúmeros benefícios, através de uma capacitação.

“O produtor precisa se preocupar com o bem-estar do animal desde o nascimento até sua chegada ao frigorífico e, após, ao prato do consumidor”, é o que afirma o Gerente Regional da Emater/RS-Ascar Carlos Requião. Em relação à aceitação das normativas propostas pelo programa, Requião esclarece que os cuidados já estão sendo adotados por muitos produtores, conscientes da importância da prática, e que o ponto crucial é um tratamento racional, a fim de possibilitar aos rebanhos o menor sofrimento possível, trazendo benefícios que irão refletir diretamente na produtividade.

Em conjunto com várias empresas, instituições e organizações, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulga e lança suas tecnologias, produtos e serviços, através dos diferentes centros de pesquisa representando a instituição a nível nacional.
Nesta edição da feira, participam as unidades Embrapa Pecuária Sul (Bagé-RS), Embrapa Clima Temperado (Pelotas-RS), Embrapa Suínos e Aves (Concórdia-SC), Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves-RS), Embrapa Trigo (Passo Fundo-RS), Embrapa Florestas (Colombo-PR), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP) Embrapa Agroenergia (Brasília-DF), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF), Embrapa Transferência de Tecnologia (Brasília-DF), Embrapa Informação Tecnológica (Brasília-DF). Todas vão compor cenários sobre certificação e rastreabilidade, com temas de interesse em agroenergia, fitoterápicos, fruticultura de clima temperado e produção animal e vegetal.
A Embrapa Clima Temperado vai apresentar um projeto especial de conhecimento e identificação das riquezas do Bioma Pampa. Um cenário de 40 metros quadrados, apresentando animais vivos e empalhados, com a presença de pastagens nativas e cultivadas e espécies de árvores nativas e exóticas, ao criar um passeio em que o visitante sinta-se envolvido pela paisagem dos campos sulbrasileiros. Como atração, estarão expostos terneiras de corte, ovelhas e cabras.

Um passeio pelas tecnologias - O visitante que realizar a caminhada no ambiente “Conhecendo o Bioma Pampa”, vai ter conhecimento sobre tecnologias, serviços e produtos que estão sendo realizados pela Embrapa, através de painéis inseridos em cada recanto do cenário e com o apoio de pesquisadores e técnicos que estarão acompanhando o trajeto.
As tecnologias que estão inseridas neste ambiente são:
1) Processo de caracterização, produção agroecológica e desenvolvimento sustentável no Bioma Pampa. A ecologização da produção pecuária familiar na região da Serra do Bioma Pampa tem o objetivo de introduzir novas práticas de produção animal, valorizando a riqueza e a diversidade do ambiente e promovendo o uso de tecnologias mais sustentáveis.
2) Conservação de recursos genéticos forrageiros nativos e programa de melhoramento genético com forrageiras cultivadas. O programa de melhoramento genético forrageiro busca o lançamento de cultivares de estação fria com potencial produtivo para a época da maior escassez alimentar no Bioma Pampa, como: azevém, trevos branco e vermelho, capim lanudo e cornichão. A Embrapa Pecuária Sul ainda mantém um banco de recursos genéticos forrageiros nativos compotencial para um futuro programa de lançamento de cultivares, incluindo acessos de: Paspalum dilatatum (Capim Melador), Paspalum notatum (Grama Forquilha), Paspalum regnelli (Capim Regneli) e Bromus auleticus (Cevadilha).
3) Estratégias para a contenção de invasão do Capim Annoni nos campos sulbrasileiros. A crescente infestação com o Capim Annoni ameaça um dos principais componentes naturais do Bioma Pampa. A Embrapa Pecuária Sul está desenvolvendo estratégias para regeneração e manejo para as áreas de pastagens naturais e cultivadas invadidas por Annoni, baseadas na fisiologia da planta, no uso racional de herbicidas, na integração com sistemas agrícolas e silviculturais.
4) Caracterização do processo de seleção e composição da dieta em bovinos em ambientes pastoris naturais do Bioma Pampa. A existência de uma relação entre diversidade florística e a qualidade do produto animal mostra que a diversidade de espécies forrageiras da pastagem pode ser uma das questões chave para a caracterização de áreas produtoras de carne de qualidade. As melhores estratégias de manejo da pastagem natural e dos bovinos, visando o desempenho produtivo e qualidade de carne, passam necessariamente pelo processo de identificação de como os animais procedem a busca e a ingestão do alimento em ambiente pastoril diverso e heterogêneo, como o Bima Pampa.
5) Identificação de raças e cruzamentos de bovinos de corte adaptados ao ambiente do Bioma Pampa. Esta tecnologia permitirá a identificação dos genótipos melhores adaptados entre as raças puras Hereford, Angus, Nelore e Caracu e cruzamentos, visando o desempenho produtivo, reprodutivo, materno, resistência à parasitas, temperamento e qualidade da carne em distintos ambientes do Pampa Gaucho.
6) Desenvolvimento de técnicas e recomendações para a reprodução em rebanhos bovinos e ovinos. A baixa taxa prolificidade de matrizes e o alto índice de mortalidade de cordeiros são entraves para o desenvolvimento da atividade de ovinocultura em rebanhos do Sul do Brasil. A Embrapa Pecuária Sul estuda a introdução de um gene mutante para incrementar a taxa reprodutiva dos rebanhos ovinos comerciais e reduzir a mortalidade dos cordeiros nascidos mediante suplementação nutricional durante o final de gestação das ovelhas. Estas tecnologias buscam duplicar a quantidade de carne produzida por ovelha acasalada na região do Bioma Pampa.
7) Desenvolvimento de sistemas alternativos para o controle de endo e ectoparasitas em rebanhos bovinos e ovinos. A Embrapa Pecuária Sul desenvolve estudos em sanidade animal via identificação de tolerância genética à endoparasitoses em ovinos, à Tristeza Parasitária e sua relação à infestação de carrapatos em bovinos das raças puras Angus, Hereford, Nelore, Caracu e cruzamentos no Bioma Pampa. O controle de parasitas em ovinos vem enfrentando o crescente problema de resistência aos medicamentos. Através de estudos com fitoterápicos, a Embrapa está identificando e testando extratos de plantas do Bioma Pampa que possuam potencial anti-helmíntico, como: Hortelã, Canafístula, Pitangueira e Guabiju.

Sob coordenação do pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Jamir Luís Silva da Silva, o evento, que acontece em dezembro, tem como objetivo sintetizar as informações sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e tecnologias para uso sustentável do Bioma Pampa, ecossistema caracterizado por campos nativos com pastagens nativas entremeadas por matas de galerias. O bioma Pampa ocupa área correspondente a 63% do território gaúcho, estendendo-se pelo Uruguai (15%), pela Argentina (10%) e pelo Paraguai (5%).
No evento, de forma sistêmica, serão esclarecidas dúvidas e questões sobre o ILPF através de palestras e debates técnicos. De acordo com o pesquisador Jamir, o Workshop será realizado com a intenção de despertar para o uso sustentável dos sistemas de produção integrada nesse ecossistema. “Esperamos obter subsídios para o desenvolvimento de uma plataforma de pesquisa, inovação e tecnologias adequadas ao bioma Pampa”, acrescentou Jamir.

BIOMA PAMPA

Bioma é um conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação próximos e identificáveis em escala regional, com condições de solo e clima similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria daquela região.

O Brasil é constituído por seis Biomas distintos que são; Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, e Pampa, sendo esse último com área aproximada de 176.496 Km2, ocupando a área de 2,07% do total do Brasil.

No Brasil, o Bioma Pampa só ocorre no Rio Grande do Sul.

Equivocadamente, quando pensamos em meio ambiente e em biodiversidade vem à nossa mente a imagem da Amazônia, com suas árvores exuberantes. O problema é que nossos olhos já estão tão acostumados à paisagem local que perdemos a sensibilidade para conseguirmos enxergar os detalhes da grande riqueza de espécies vegetais e animais que nos cercam.

Não se conhece exatamente o que resta de vegetação original do Pampa e o grau de preservação destas áreas. As atividades agrícolas de larga escala como o arroz e a soja são os principais fatores de degradação do bioma. Grandes áreas alagadas, onde antes havia banhados, foram drenadas para o plantio de arroz. Não existem números oficiais sobre as áreas de banhados perdidas. A fruticultura também vem gerando impacto, mas em menor escala por ocupar áreas menores. A degradação também ocorre pelo pastoreio intensivo. Esta atividade é um dos principais fatores de aceleração do processo de arenização que ocorre em parte do Estado: são terras transformando-se em grandes areais, com enormes voçorocas, em um processo popularmente chamado de desertificação. Este é um processo natural intensificado pelo uso incorreto do solo. Por outro lado, foi a pecuária extensiva, praticada em todo o Pampa, que garantiu a sua preservação. A criação de gado em vastos campos é a imagem da cultura gaúcha, a identidade do povo que se identifica como gaúcho ao invés de sul-rio-grandense.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O Bioma Pampa é característico da América do Sul, ocorrendo em três países:

▪ Argentina, Uruguai e Brasil; neste último, abrange áreas de somente um estado, o Rio Grande do Sul, em cerca de 60 % do seu território;

▪ No Rio Grande do Sul, o Bioma Pampa concentra-se na chamada Metade Sul do Estado, área sob a qual se estende uma grande parte do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do planeta;

▪ No Bioma Pampa, existem 88 áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade, definidas com a participação de variados setores da sociedade gaúcha.

Apesar de sua riqueza, o Pampa é um dos Biomas com menor percentual de área legalmente protegida. Nas áreas de ocorrência do Bioma Pampa stricto sensu - regiões da Campanha, Depressão Central, Serra do Sudeste e Missões – somente 0,04% (cerca de 7.000 hectares) estão em Unidades de Conservação de Proteção Integral, nenhuma federal. Na área junto à fronteira com o Uruguai, existe uma unidade de uso sustentável federal, a Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã.

O Bioma Pampa já apresenta passivos ambientais que, pela difícil reversibilidade, são considerados graves, tais como a arenização de extensas áreas, a alteração da fauna e flora nativas pela invasão de espécies exóticas e a supressão de extensas áreas com ecossistemas nativos (campos, banhados e matas) para uso agropecuário.

Nos últimos anos, o Bioma Pampa transformou-se em região prioritária para a implantação de um grande pólo mundial de silvicultura e produção de celulose, abrangendo áreas da Argentina, Uruguai e Brasil. Para a efetivação desse projeto no

Estado do Rio Grande do Sul, a área do Bioma Pampa foi dividida em 3 sub-áreas por parte de 3 grandes empresas: Aracruz Celulose, Stora Enso e Votorantim Celulose e Papel (VCP);

Devem ser levados em conta, com muita atenção, os exemplos de impactos ambientais negativos gerados pela implantação, sem o devido planejamento, de grandes projetos de silvicultura e produção de celulose em outras regiões do Brasil.

Dada a magnitude e abrangência dos investimentos e áreas previstas para a implantação dos projetos de silvicultura e de produção de celulose no Bioma Pampa,

pode-se prever fortes impactos negativos não somente de caráter ambiental, mas também sociais e culturais se tais projetos não forem precedidos de planejamento ambiental adequado.

Com vistas a indicar áreas com potencialidades ou restrições à implantação da silvicultura, de forma a orientar o licenciamento ambiental, foi proposto um Zoneamento Ambiental para esta atividade por meio de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta.

AVALIAÇÃO DO ZONEAMENTO AMBIENTAL DA SILVICULTURA

A proposta de Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura no Rio Grande do Sul, elaborada pela FEPAM em conjunto com a Fundação Zoobotânica (FZB), é de inegável qualidade técnica, contemplando, com ampla base científica, os critérios e diretrizes necessárias à garantia das condições mínimas para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, recursos naturais e paisagem do Bioma Pampa no Estado.

A abordagem feita pelo Zoneamento – Unidades de Paisagem Natural (UPN) – mostra-se adequada aos propósitos do estudo, ao integrar diferentes elementos ambientais e sócio-econômicos, considerando ainda as peculiaridades de cada unidade quanto às suas vulnerabilidades e potencialidades ao plantio de árvores exóticas.

O Zoneamento incorpora as informações mais recentes e até então inéditas sobre o Bioma Pampa, tais como: o Mapa dos Remanescentes da Vegetação do Bioma e o Mapa das Áreas Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios do Bioma Pampa; ambos elaborados com a participação da comunidade científica gaúcha.

O Zoneamento atende de forma satisfatória às fragilidades ambientais verificadas em extensas áreas do Pampa, especialmente a arenização e a deficiência hídrica, fatores limitantes à própria viabilidade/continuidade de atividades econômicas em implantação, como a silvicultura, ou mesmo aquelas tradicionalmente desenvolvidas na região, como a pecuária extensiva e o cultivo de arroz irrigado.

O Zoneamento Ambiental da Silvicultura está de acordo com os mais modernos princípios, normas e critérios para o plantio de florestas comerciais de forma ambientalmente sustentável. Ao contrário de inviabilizar os investimentos propostos, o GT entende que o Zoneamento apenas estabelece regras que visam à gestão ambiental integrada e ao estímulo ao uso sustentável dos recursos ambientais, evitando o acirramento de conflitos ambientais já existentes (déficit hídrico, arenização, etc.) e conferindo, inclusive, maior segurança e sustentabilidade ambiental e legal aos próprios projetos a serem implantados.

A elaboração e implementação do Zoneamento Ambiental da Silvicultura poderá colocar o Rio Grande do Sul como Estado pioneiro no planejamento do uso de seus recursos naturais para esta atividade no Brasil.

Em razão de sua abrangência e qualidade técnica, o Zoneamento poderá servir como instrumento orientador e de referência para a elaboração de diretrizes visando à implantação de outras atividades econômicas além da silvicultura, como o plantio de frutíferas, cana-de-açúcar e mamona, iniciativas que começam a ser intensificadas no Bioma Pampa.

De acordo com o relatório anual de sustentabilidade da Aracruz 2007, “A economia mundial manteve seu ritmo de expansão em 2007, propiciando um ambiente positivo para a indústria de papel e celulose, apesar das incertezas sobre o desempenho da economia americana.

A demanda mundial por papel e papelão registrou um crescimento de 2,7% em comparação com o ano anterior, superando 390 milhões de toneladas. Na América do Norte, Europa e Ásia, os principais mercados consumidores, houve crescimento em todos os tipos de papel produzidos com celulose de mercado – imprimir e escrever, tissues (sanitários) e especiais.

A celulose de eucalipto registrou aumento de demanda superior a 17% - equivalente a 1,4 milhões de toneladas – o que alavancou todo o segmento de celulose de mercado, que cresceu 5% em relação a 2006.

A escassez de celulose ao longo de toda a cadeia de distribuição afetou a oferta, contribuindo para a redução dos estoques em poder dos produtores mundiais de celulose de mercado. Diversos fatores, como falta de madeira, paradas para manutenção e problemas técnicos em algumas unidades produtivas, além de questões cambiais, concorreram para essa diminuição da oferta.

Apesar das expansões de capacidade esperadas na América Latina, o mercado de celulose deverá permanecer em equilíbrio nos próximos anos, com aumento na demanda pela fibra de eucalipto, o que deverá gerar a continuidade de um ambiente favorável à estratégia de crescimento das empresas localizadas no cone sul".

Estas eram as perspectivas antes das quedas do "sub-prime", após este evento descrito anteriormente, o cenário muda drasticamente em função das incertezas para o futuro, visto que os investimentos alem de elevados, demandam de um tempo de maturação bastante longo.

As empresas envolvidas com investimentos diretos na região (VCP, Aracruz e Stora Enso), resolvem diminuir a velocidade dos investimentos como forma de defesa e ganho de tempo para uma melhor avaliação de perspectivas futuras.

Os investimentos em novas plantas (VCP/Stora Enso) ou ampliação da atual estrutura (Aracruz) são paralisados, porém os investimentos em terras e plantio de eucalipto são mantidos em um ritmo menor (VCP passa de 20.000 ha/ano para 10.000 ha/ano, Stora Enso passa de 20.000 ha/ano para 10.000 ha/ano).

Os motivos destas decisões são: uma perspectiva de crescimento de demanda duvidosa nos principais mercados consumidores, onde com o menor consumo, poderá ocorrer uma redução do preço da celulose (somente em outubro ocorreu uma redução de 7 % do preço na America do Norte).

Adequação dos níveis de estoque nos mercados consumidores devido a uma oferta menor de crédito disponível às empresas, o que em um primeiro momento leva a uma redução de compras e adaptação ao novo cenário.

Apesar do cenário desfavorável, a região deverá ter um impacto menor graças às possibilidades de produção muito favoráveis em relação a outras regiões do mundo, visto que na região do Bioma Pampa, os níveis de produtividade de plantas para produção de celulose de fibra curta encontram-se em 41 m3/ha/ano (Brasil), enquanto em outros países as produtividades são as seguintes: Chile 30 m3/ha/ano, África do Sul 20 m3/ha/ano, Espanha 10 m3/ha/ano e Finlândia 4 m3/ha/ano.

Com este diferencial agronômico tão favorável, o país continua muito competitivo no cenário mundial, conseguindo custos competitivos, escala de produção adequada, gestão correta e produção sustentável, tornando-se um competidor muito forte com as empresas que aqui estão instaladas.

O QUE IRÁ ACONTECER COM A BOLSA DE VALORES NOS PRÓXIMOS MESES?

Há inúmeros adivinhos de plantão, todos eles dando seus “palpites” sobre o desempenho futuro da Bovespa. O fato é que a bolsa de valores, por mais que detenha hoje mecanismos visando negociações mais justas e honestas, não deixará nunca de ser de certo modo e em determinadas ocasiões, manipulada por detentores de grande “poder de fogo”, ou seja, investidores individuais ou mais certamente, grandes fundos, com muita “bala na agulha” como se diz popularmente, influenciando a alta ou a queda dos papéis, conforme seu interesse. Obviamente ninguém irá admitir isto, sob pena de punição junto a CVM, porém a realidade é que em maior ou menor grau, isto sempre ocorreu e sempre irá ocorrer. Então como, sendo um pequeno aplicador, você pode se defender destes movimentos de interesse dos grandes aplicadores? A verdade é que se você aplicar em papéis sólidos, você não tem o que temer, pois no médio e longo prazos, você sempre irá ganhar, através do bom desempenho destas empresas, mesmo que você tenha se entusiasmado e comprado um papel no momento em que ele está caro. Se este foi o seu caso recente, o que você deve fazer agora, se possível, ao ver seu papel perdendo valor, é comprar mais deste papel, no sentido de reduzir seu preço médio de aquisição e ao acontecer a inevitável reação na cotação do mesmo no futuro, você obter maior ganho. Por isso é sempre aconselhável não aplicar de forma alguma em bolsa, um dinheiro do qual você terá de dispor no futuro próximo e também procurar “entrar”, quando você acha que todo mundo está desprezando este tipo de aplicação. Lembre-se: infelizmente no mercado de ações, sempre há os que ganham e os que perdem, de que lado você quer estar?

BRASIL

A crise no Brasil, ao contrário da “Ilha da Fantasia” criada pelo governo Lula está levando o país a um colapso financeiro sem precedentes. A Bovespa, Bolsa de Valores de São Paulo, que movimenta 70% de todo o comércio da América Latina, perdeu nesta semana, mais que em todo o mês de setembro, que foi o segundo pior mês de 2008 para a bolsa paulista.

Paralisou as atividades duas vezes no mesmo dia, com perdas acima de 15% e nestes três primeiros dias da semana a Bovespa teve perda acumulada de 12,33%, em todo o mês de setembro, foram 11,33% de perdas. Outro sinal de grande agravamento da crise no Brasil é a saída de capital estrangeiro da Bovespa e dos mercados em geral. Este ano entre saídas e entrada de investimento há um déficit de R$ 17,81 bilhões. Com isso, as exportações brasileiras ficam completamente comprometidas. Com pouco dinheiro estrangeiro no País, para investimentos, e com a queda vertiginosa das commodities, as exportações, grande fonte de renda do governo nos últimos anos está praticamente nula. Tanto que o governo Lula está preparando um investimento de R$ 10 bilhões para dar aos exportadores.

A perspectiva para os próximos dias é de agravamento total desta crise que vai colocar os países do mundo todo em um colapso financeiro com sérias características revolucionárias.

A subida vertigionosa do dólar como índice da massiva fuga de capitais projeta uma forte tendência inflacionária para o próximo período e obrigou o governo a realizar três leilões da moeda norte-americana para acalmar temporariamente o mercado, mas sem resolver nenhum problema real. O governo anunciou também que foi obrigado a utilizar as reservas cambiais em um montante não definido.

CONCLUSÃO

Hoje, as grandes plantações de eucalipto são as preocupações de ambientalistas e técnicos da área ambiental. As plantações de árvores exóticas em áreas de campos nativos trarão, inevitavelmente, perda da biodiversidade, alteração significativa da paisagem e da economia regional, estas últimas que são a base da cultura gaúcha. Isto sem contar é claro com os demais impactos desta atividade econômica e de toda sua cadeia produtiva.

O que preservou o Pampa foi o pastoreio. Na metade sul do Rio Grande do Sul há principalmente latifúndios e na metade norte pequeno e médias propriedades. A área de Mata Atlântica, situada na parte norte, foi devastada, principalmente, pelo médio e pequeno produtor rural. Na metade sul, em razão dos grandes latifúndios e do pastoreio, o Pampa foi preservado. Nos dias de hoje, a pecuária não se sustenta economicamente. Não existem políticas públicas de incentivo à pecuária e a conseqüente preservação do Pampa. Para a pecuária voltar a ter importância econômica no Rio Grande do Sul é necessária, por exemplo, a revisão dos padrões de lotação do campo, uma vez que hoje se usa a mesma taxa de produtividade em todo o Brasil. É imprescindível essa revisão de produtividade visando garantir realmente um desenvolvimento sustentável para região. Existem políticas públicas de incentivo as grandes indústrias, mas não há políticas públicas de incentivo à pecuária e à agricultura diversificada. Não existe incentivo para agropecuária: nem para a pequena e nem para a grande produção.

Assim, é necessário criar políticas públicas que beneficiem os produtores rurais (pequenos, médios e grandes). O reconhecimento do Pampa tem que começar pelas entidades ambientalistas. Desta forma vai começar haver uma conscientização de que o Pampa é algo muito maior, que vai além dos eucaliptos, que vai além de mineração de carvão ou das plantações de arroz.

O Senado se preocupa com os Pampas:

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) tem uma pauta de cem itens para votar no próximo dia 4 de agosto, entre eles, proposta do senador Paulo Paim (PT-RS) que inclui os Pampas na lista dos biomas brasileiros. Na definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE), bioma é o conjunto de espécies animais e vegetais que compartilham uma diversidade biológica própria.
A proposta (PEC 5/09) também inclui, na mesma lista, o Cerrado e a Caatinga. O Senado já aprovou uma matéria tratando desses dois biomas. De autoria do senador Demóstenes Torres, a PEC 51/03 agora tramita na Câmara dos Deputados.
Desde que o Brasil sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Eco-92, o respeito aos biomas vem ganhando espaço nas políticas públicas e estratégias de crescimento das empresas brasileiras, assim como nas campanhas realizadas por organizações não governamentais preocupadas com o meio ambiente.
Na justificação de sua proposta, o senador Paulo Paim afirma que, só em 2003, com base na análise das diferentes vegetações, foram tecnicamente definidos os sete biomas nacionais. São eles: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Costeiro, Caatinga, Pantanal e Campos Sulinos (Pampas).
Hoje a Constituição menciona apenas a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. Pelo projeto, a Serra do Mar não seria mais citada. Com a entrada de Cerrado, Caatinga e Pampas, a lista ficará com sete itens. O mapa dos biomas nacionais é referência para a fixação de políticas públicas diferenciadas e para o acompanhamento, pela sociedade, das ações de proteção ambiental conduzidas no país.
Relatora da matéria na CCJ, a senadora Marina Silva (PV-AC) afirma que a inclusão do conceito de bioma no planejamento de obras públicas, instalação e expansão de fábricas, fazendas, empreendimentos imobiliários, hoteleiros e turísticos poderá mudar a lógica de desenvolvimento do Brasil, que antes tratava o meio ambiente mais como problema que como solução para uma economia mais limpa e sustentável.
Marina diz, em seu relatório, que os Pampas são o único bioma brasileiro situado nos limites de um único Estado, que ocupa 63% do território gaúcho. Ela afirma que, por não ser uma formação florestal, os Pampas não têm sido tratados como área prioritária para conservação, tendo apenas 1% de seu território protegido. De acordo com a senadora, a biodiversidade dos Pampas tem declinado bastante em decorrência da expansão acelerada da atividade agropecuária naquela região.


RESUMO

A economia do RS, historicamente, evoluiu, tendo por base a pecuária, agricultura, a exploração florestal, em especial da araucária, e seus subprodutos; as principais culturas são arroz, soja, milho, fumo, trigo e frutas. Com a expansão da economia, em especial do mercado de exportação, ocorreu também uma expansão da fronteira agrícola, avançando em muitas regiões sobre locais de grande fragilidade ambiental, colocando em risco a biodiversidade e a sobrevivência das populações locais. Essa situação é, claramente, devida à falta de valorização dos recursos naturais, em geral, e da biodiversidade, em particular.

Outras atividades como a exploração de recursos minerais, a produção de energia elétrica, o extrativismo predatório, a introdução de espécies exóticas invasoras, a ocupação de áreas de preservação permanente e o processo de urbanização acelerado são ameaças graves às condições de sobrevivência dos recursos bióticos do Estado.

Palavras-chave: economia, biodiversidade, recursos naturais.
Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Scherer Duarte y Mauch Palmeira: "O impacto da crise econômica americana no bioma pampa" en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 105, 2008. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/

BIOMA PAMPA

Bioma é um conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação próximos e identificáveis em escala regional, com condições de solo e clima similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria daquela região.

O Brasil é constituído por seis Biomas distintos que são; Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, e Pampa, sendo esse último com área aproximada de 176.496 Km2, ocupando a área de 2,07% do total do Brasil.

No Brasil, o Bioma Pampa só ocorre no Rio Grande do Sul.

Equivocadamente, quando pensamos em meio ambiente e em biodiversidade vem à nossa mente a imagem da Amazônia, com suas árvores exuberantes. O problema é que nossos olhos já estão tão acostumados à paisagem local que perdemos a sensibilidade para conseguirmos enxergar os detalhes da grande riqueza de espécies vegetais e animais que nos cercam.

Não se conhece exatamente o que resta de vegetação original do Pampa e o grau de preservação destas áreas. As atividades agrícolas de larga escala como o arroz e a soja são os principais fatores de degradação do bioma. Grandes áreas alagadas, onde antes havia banhados, foram drenadas para o plantio de arroz. Não existem números oficiais sobre as áreas de banhados perdidas. A fruticultura também vem gerando impacto, mas em menor escala por ocupar áreas menores. A degradação também ocorre pelo pastoreio intensivo. Esta atividade é um dos principais fatores de aceleração do processo de arenização que ocorre em parte do Estado: são terras transformando-se em grandes areais, com enormes voçorocas, em um processo popularmente chamado de desertificação. Este é um processo natural intensificado pelo uso incorreto do solo. Por outro lado, foi a pecuária extensiva, praticada em todo o Pampa, que garantiu a sua preservação. A criação de gado em vastos campos é a imagem da cultura gaúcha, a identidade do povo que se identifica como gaúcho ao invés de sul-rio-grandense.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O Bioma Pampa é característico da América do Sul, ocorrendo em três países:

▪ Argentina, Uruguai e Brasil; neste último, abrange áreas de somente um estado, o Rio Grande do Sul, em cerca de 60 % do seu território;

▪ No Rio Grande do Sul, o Bioma Pampa concentra-se na chamada Metade Sul do Estado, área sob a qual se estende uma grande parte do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do planeta;

▪ No Bioma Pampa, existem 88 áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade, definidas com a participação de variados setores da sociedade gaúcha.

Apesar de sua riqueza, o Pampa é um dos Biomas com menor percentual de área legalmente protegida. Nas áreas de ocorrência do Bioma Pampa stricto sensu - regiões da Campanha, Depressão Central, Serra do Sudeste e Missões – somente 0,04% (cerca de 7.000 hectares) estão em Unidades de Conservação de Proteção Integral, nenhuma federal. Na área junto à fronteira com o Uruguai, existe uma unidade de uso sustentável federal, a Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã.

O Bioma Pampa já apresenta passivos ambientais que, pela difícil reversibilidade, são considerados graves, tais como a arenização de extensas áreas, a alteração da fauna e flora nativas pela invasão de espécies exóticas e a supressão de extensas áreas com ecossistemas nativos (campos, banhados e matas) para uso agropecuário.

Nos últimos anos, o Bioma Pampa transformou-se em região prioritária para a implantação de um grande pólo mundial de silvicultura e produção de celulose, abrangendo áreas da Argentina, Uruguai e Brasil. Para a efetivação desse projeto no

Estado do Rio Grande do Sul, a área do Bioma Pampa foi dividida em 3 sub-áreas por parte de 3 grandes empresas: Aracruz Celulose, Stora Enso e Votorantim Celulose e Papel (VCP);

Devem ser levados em conta, com muita atenção, os exemplos de impactos ambientais negativos gerados pela implantação, sem o devido planejamento, de grandes projetos de silvicultura e produção de celulose em outras regiões do Brasil.

Dada a magnitude e abrangência dos investimentos e áreas previstas para a implantação dos projetos de silvicultura e de produção de celulose no Bioma Pampa,

pode-se prever fortes impactos negativos não somente de caráter ambiental, mas também sociais e culturais se tais projetos não forem precedidos de planejamento ambiental adequado.

Com vistas a indicar áreas com potencialidades ou restrições à implantação da silvicultura, de forma a orientar o licenciamento ambiental, foi proposto um Zoneamento Ambiental para esta atividade por meio de um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta.

AVALIAÇÃO DO ZONEAMENTO AMBIENTAL DA SILVICULTURA

A proposta de Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura no Rio Grande do Sul, elaborada pela FEPAM em conjunto com a Fundação Zoobotânica (FZB), é de inegável qualidade técnica, contemplando, com ampla base científica, os critérios e diretrizes necessárias à garantia das condições mínimas para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, recursos naturais e paisagem do Bioma Pampa no Estado.

A abordagem feita pelo Zoneamento – Unidades de Paisagem Natural (UPN) – mostra-se adequada aos propósitos do estudo, ao integrar diferentes elementos ambientais e sócio-econômicos, considerando ainda as peculiaridades de cada unidade quanto às suas vulnerabilidades e potencialidades ao plantio de árvores exóticas.

O Zoneamento incorpora as informações mais recentes e até então inéditas sobre o Bioma Pampa, tais como: o Mapa dos Remanescentes da Vegetação do Bioma e o Mapa das Áreas Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios do Bioma Pampa; ambos elaborados com a participação da comunidade científica gaúcha.

O Zoneamento atende de forma satisfatória às fragilidades ambientais verificadas em extensas áreas do Pampa, especialmente a arenização e a deficiência hídrica, fatores limitantes à própria viabilidade/continuidade de atividades econômicas em implantação, como a silvicultura, ou mesmo aquelas tradicionalmente desenvolvidas na região, como a pecuária extensiva e o cultivo de arroz irrigado.

O Zoneamento Ambiental da Silvicultura está de acordo com os mais modernos princípios, normas e critérios para o plantio de florestas comerciais de forma ambientalmente sustentável. Ao contrário de inviabilizar os investimentos propostos, o GT entende que o Zoneamento apenas estabelece regras que visam à gestão ambiental integrada e ao estímulo ao uso sustentável dos recursos ambientais, evitando o acirramento de conflitos ambientais já existentes (déficit hídrico, arenização, etc.) e conferindo, inclusive, maior segurança e sustentabilidade ambiental e legal aos próprios projetos a serem implantados.

A elaboração e implementação do Zoneamento Ambiental da Silvicultura poderá colocar o Rio Grande do Sul como Estado pioneiro no planejamento do uso de seus recursos naturais para esta atividade no Brasil.

Em razão de sua abrangência e qualidade técnica, o Zoneamento poderá servir como instrumento orientador e de referência para a elaboração de diretrizes visando à implantação de outras atividades econômicas além da silvicultura, como o plantio de frutíferas, cana-de-açúcar e mamona, iniciativas que começam a ser intensificadas no Bioma Pampa.

De acordo com o relatório anual de sustentabilidade da Aracruz 2007, “A economia mundial manteve seu ritmo de expansão em 2007, propiciando um ambiente positivo para a indústria de papel e celulose, apesar das incertezas sobre o desempenho da economia americana.

A demanda mundial por papel e papelão registrou um crescimento de 2,7% em comparação com o ano anterior, superando 390 milhões de toneladas. Na América do Norte, Europa e Ásia, os principais mercados consumidores, houve crescimento em todos os tipos de papel produzidos com celulose de mercado – imprimir e escrever, tissues (sanitários) e especiais.

A celulose de eucalipto registrou aumento de demanda superior a 17% - equivalente a 1,4 milhões de toneladas – o que alavancou todo o segmento de celulose de mercado, que cresceu 5% em relação a 2006.

A escassez de celulose ao longo de toda a cadeia de distribuição afetou a oferta, contribuindo para a redução dos estoques em poder dos produtores mundiais de celulose de mercado. Diversos fatores, como falta de madeira, paradas para manutenção e problemas técnicos em algumas unidades produtivas, além de questões cambiais, concorreram para essa diminuição da oferta.

Apesar das expansões de capacidade esperadas na América Latina, o mercado de celulose deverá permanecer em equilíbrio nos próximos anos, com aumento na demanda pela fibra de eucalipto, o que deverá gerar a continuidade de um ambiente favorável à estratégia de crescimento das empresas localizadas no cone sul".

Estas eram as perspectivas antes das quedas do "sub-prime", após este evento descrito anteriormente, o cenário muda drasticamente em função das incertezas para o futuro, visto que os investimentos alem de elevados, demandam de um tempo de maturação bastante longo.

As empresas envolvidas com investimentos diretos na região (VCP, Aracruz e Stora Enso), resolvem diminuir a velocidade dos investimentos como forma de defesa e ganho de tempo para uma melhor avaliação de perspectivas futuras.

Os investimentos em novas plantas (VCP/Stora Enso) ou ampliação da atual estrutura (Aracruz) são paralisados, porém os investimentos em terras e plantio de eucalipto são mantidos em um ritmo menor (VCP passa de 20.000 ha/ano para 10.000 ha/ano, Stora Enso passa de 20.000 ha/ano para 10.000 ha/ano).

Os motivos destas decisões são: uma perspectiva de crescimento de demanda duvidosa nos principais mercados consumidores, onde com o menor consumo, poderá ocorrer uma redução do preço da celulose (somente em outubro ocorreu uma redução de 7 % do preço na America do Norte).

Adequação dos níveis de estoque nos mercados consumidores devido a uma oferta menor de crédito disponível às empresas, o que em um primeiro momento leva a uma redução de compras e adaptação ao novo cenário.

Apesar do cenário desfavorável, a região deverá ter um impacto menor graças às possibilidades de produção muito favoráveis em relação a outras regiões do mundo, visto que na região do Bioma Pampa, os níveis de produtividade de plantas para produção de celulose de fibra curta encontram-se em 41 m3/ha/ano (Brasil), enquanto em outros países as produtividades são as seguintes: Chile 30 m3/ha/ano, África do Sul 20 m3/ha/ano, Espanha 10 m3/ha/ano e Finlândia 4 m3/ha/ano.

Com este diferencial agronômico tão favorável, o país continua muito competitivo no cenário mundial, conseguindo custos competitivos, escala de produção adequada, gestão correta e produção sustentável, tornando-se um competidor muito forte com as empresas que aqui estão instaladas.



CONCLUSÃO

Hoje, as grandes plantações de eucalipto são as preocupações de ambientalistas e técnicos da área ambiental. As plantações de árvores exóticas em áreas de campos nativos trarão, inevitavelmente, perda da biodiversidade, alteração significativa da paisagem e da economia regional, estas últimas que são a base da cultura gaúcha. Isto sem contar é claro com os demais impactos desta atividade econômica e de toda sua cadeia produtiva.

O que preservou o Pampa foi o pastoreio. Na metade sul do Rio Grande do Sul há principalmente latifúndios e na metade norte pequeno e médias propriedades. A área de Mata Atlântica, situada na parte norte, foi devastada, principalmente, pelo médio e pequeno produtor rural. Na metade sul, em razão dos grandes latifúndios e do pastoreio, o Pampa foi preservado. Nos dias de hoje, a pecuária não se sustenta economicamente. Não existem políticas públicas de incentivo à pecuária e a conseqüente preservação do Pampa. Para a pecuária voltar a ter importância econômica no Rio Grande do Sul é necessária, por exemplo, a revisão dos padrões de lotação do campo, uma vez que hoje se usa a mesma taxa de produtividade em todo o Brasil. É imprescindível essa revisão de produtividade visando garantir realmente um desenvolvimento sustentável para região. Existem políticas públicas de incentivo as grandes indústrias, mas não há políticas públicas de incentivo à pecuária e à agricultura diversificada. Não existe incentivo para agropecuária: nem para a pequena e nem para a grande produção.

Assim, é necessário criar políticas públicas que beneficiem os produtores rurais (pequenos, médios e grandes). O reconhecimento do Pampa tem que começar pelas entidades ambientalistas. Desta forma vai começar haver uma conscientização de que o Pampa é algo muito maior, que vai além dos eucaliptos, que vai além de mineração de carvão ou das plantações de arroz.

RESUMO

A economia do RS, historicamente, evoluiu, tendo por base a pecuária, agricultura, a exploração florestal, em especial da araucária, e seus subprodutos; as principais culturas são arroz, soja, milho, fumo, trigo e frutas. Com a expansão da economia, em especial do mercado de exportação, ocorreu também uma expansão da fronteira agrícola, avançando em muitas regiões sobre locais de grande fragilidade ambiental, colocando em risco a biodiversidade e a sobrevivência das populações locais. Essa situação é, claramente, devida à falta de valorização dos recursos naturais, em geral, e da biodiversidade, em particular.

Outras atividades como a exploração de recursos minerais, a produção de energia elétrica, o extrativismo predatório, a introdução de espécies exóticas invasoras, a ocupação de áreas de preservação permanente e o processo de urbanização acelerado são ameaças graves às condições de sobrevivência dos recursos bióticos do Estado.

Palavras-chave: economia, biodiversidade, recursos naturais.
Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Scherer Duarte y Mauch Palmeira: "O impacto da crise econômica americana no bioma pampa" en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 105, 2008. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/



Mapa de Biomas e de Vegetação
IBGE lança o Mapa de Biomas do Brasil e o Mapa de Vegetação do Brasil, em comemoração ao Dia Mundial da Biodiversidade

O Mapa de Biomas do Brasil, resultado de uma parceria entre o IBGE e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), mostra que o Bioma Amazônia e o Bioma Pantanal ocupam juntos mais de metade do território brasileiro. O Mapa de Vegetação do Brasil reconstitui com mais detalhes a provável situação da vegetação na época do descobrimento. Em tamanho mural e escala de um para cinco milhões, os dois mapas são lançados em comemoração ao Dia Mundial da Biodiversidade (22 de maio).

O bioma continental brasileiro de maior extensão, a Amazônia, e o de menor extensão, o Pantanal, ocupam juntos mais de metade do Brasil: o Bioma Amazônia, com 49,29%, e o Bioma Pantanal, com 1,76% do território brasileiro. Mapeados pela primeira vez, os seis biomas continentais brasileiros - Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa - são apresentados no Mapa de Biomas do Brasil (1: 5.000.000), resultado da parceria entre o IBGE e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Assim como o Mapa de Vegetação do Brasil (1: 5.000.000) 2004, que lhe serviu de referência, o Mapa de Biomas do Brasil se junta à série "Mapas Murais" do IBGE, que inclui outros temas como relevo, solos, geologia, unidades de conservação federais, fauna e flora.

Além de representar cartograficamente a abrangência dos seis biomas continentais brasileiros, o Mapa de Biomas do Brasil 1: 5.000.000 (primeira aproximação) traz a área aproximada que ocupa cada um desses conjuntos, sua descrição e a proporção de sua presença nas 27 unidades da federação. Também estão indicadas no mapa as áreas alteradas pela presença humana (antropismo).

Complementares, o Mapa de Biomas do Brasil e o Mapa de Vegetação do Brasil têm grande utilidade para a análise de cenários e tendências dos diferentes biomas. Servem como referência para o estabelecimento de políticas públicas diferenciadas e para o acompanhamento, pela sociedade, das ações implementadas. Bioma é conceituado no mapa como um conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria.

Vegetação brasileira tem formações florestais e campestres

O Mapa de Vegetação do Brasil reconstitui a situação da vegetação no território brasileiro na época do descobrimento pelos portugueses e mostra que no país ocorrem dois grandes conjuntos vegetacionais: um florestal, que ocupa mais de 60% do território nacional, e outro campestre. As formações florestais são constituídas pelas florestas ombrófilas (em que não falta umidade durante o ano) e estacionais (em que falta umidade num período do ano) situadas tanto na região amazônica quanto nas áreas extra-amazônicas, mais precisamente na Mata Atlântica. Na Amazônia, predominam as florestas ombrófilas densas e abertas, com árvores de médio e grande porte, com ocorrência de cipós, bromélias e orquídeas. As florestas extra-amazônicas coincidem com as formações florestais que compõem a Mata Atlântica, onde predominam as florestas estacionais semideciduais (em que 20 a 50 % das árvores perdem as folhas no período seco do ano), e as florestas ombrófilas densas e mistas (com araucária). Em ambos os conjuntos florestais ocorrem, em menor proporção, as florestas estacionais deciduais (em que mais de 50% das árvores perdem folhas no período seco).

As formações campestres são constituídas pelas tipologias de vegetação abertas, mapeadas como: savana, correspondente ao Cerrado que predomina no Brasil central, ocorrendo também em pequenas áreas em outras regiões do país, inclusive na Amazônia; savana estépica que inclui a caatinga nordestina, os campos de Roraima, o Pantanal mato-grossense e uma pequena ocorrência no extremo oeste do Rio Grande do Sul; estepe que corresponde aos campos, do planalto e da campanha, do extremo sul do Brasil; e a campinarana, um tipo de vegetação decorrente da falta de nutrientes minerais no solo e que ocorre na Amazônia, na bacia do rio Negro.

O mapa traz ainda a indicação das áreas das formações pioneiras, que abrigam a vegetação das restingas, dos manguezais e dos alagados, além das áreas de tensão ecológica, onde ocorrem os contatos entre tipos de vegetação, e os chamados refúgios vegetacionais onde a vegetação em geral é constituída por comunidades relíquias.

Estão assinaladas no mapa as formações remanescentes, que correspondem à vegetação que permanece preservada ou pouco alterada, e os antropismos, ou seja, as áreas afetadas pelas atividades humanas. Estas, mapeadas como vegetação secundária e atividades agrárias, estão representadas no mapa por um pontilhado que recobre as cores que representam os tipos de vegetação original.

Em sua terceira versão (as anteriores foram editadas em 1988 e 1993), o Mapa de Vegetação do Brasil traz aprimoramentos permitidos pelo avanço da tecnologia de mapeamento e geoprocessamento, bem como da pesquisa científica. As inovações contribuem também para a qualidade do Mapa de Biomas do Brasil, que tem ao fundo as linhas e letras do Mapa de Vegetação do Brasil, que lhe serviu como referência técnico-operacional.

Mapa de Biomas é resultado da parceria entre IBGE e MMA, iniciada em 2003

O Mapa de Biomas do Brasil é resultado do termo de cooperação assinado entre o IBGE e o Ministério do Meio Ambiente em agosto de 2003. Com sua publicação, o governo brasileiro e a sociedade passam a contar com um valioso instrumento na formulação de políticas públicas específicas para os diferentes biomas brasileiros, denominados: Bioma Amazônia, Bioma Mata Atlântica, Bioma Caatinga, Bioma Cerrado, Bioma Pantanal e Bioma Pampa.

Os nomes adotados foram os mais usuais e populares, em geral associados ao tipo de vegetação predominante, ou ao relevo, como no caso do Bioma Pantanal, que constitui a maior superfície inundável interiorana do mundo. O Bioma Amazônia é definido pela unidade de clima, fisionomia florestal e localização geográfica. O Bioma Mata Atlântica, que ocupa toda a faixa continental atlântica leste brasileira e se estende para o interior no Sudeste e Sul do País, é definido pela vegetação florestal predominante e relevo diversificado. O Pampa, restrito ao Rio Grande do Sul, se define por um conjunto de vegetação de campo em relevo de planície. A vegetação predominante dá nome ao Cerrado, segundo bioma do Brasil em extensão, que se estende desde o litoral maranhense até o Centro-Oeste e ao Bioma Caatinga, típico do clima semi-árido do sertão nordestino.

Desde o próprio entendimento de bioma até as possíveis correlações existentes entre os biomas brasileiros e os conceitos que definem o Mapa de Vegetação do Brasil, base técnico-operacional do primeiro, houve ampla discussão sobre o marco conceitual orientador do mapeamento dos biomas. Além de técnicos e representantes regionais do IBGE, participaram da discussão futuros usuários, tanto do Ministério do Meio Ambiente quanto da comunidade científica e de organizações da sociedade civil atuantes no campo socioambiental. No segundo semestre de 2003 o IBGE sediou dois seminários com a finalidade de discutir o Mapa de Biomas do Brasil.

No Mapa de Biomas do Brasil, elaborado em meio digital, foram considerados exclusivamente os seis biomas continentais do território brasileiro. O mapa mural apresenta os biomas em cores dominantes, tendo ao fundo, além da representação dos rios e estradas principais, os polígonos e letras-símbolo das regiões fitoecológicas (conforme o Mapa de Vegetação do Brasil) que compõem o bioma, com suas formações remanescentes. O mapa inclui uma nota técnica explicativa sobre os conceitos e a terminologia utilizada, além de dois quadros: um com a legenda do mapa indicando a área aproximada de cada bioma, e outro com o percentual de área ocupada pelos biomas nos estados e no Distrito Federal.

Amazônia e Mata Atlântica ocupam 100% de oito estados brasileiros

Maior reserva de diversidade biológica do mundo, a Amazônia é também o maior bioma brasileiro em extensão e ocupa quase metade do território nacional (49,29%). A bacia amazônica ocupa 2/5 da América do Sul e 5% da superfície terrestre. Sua área, de aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados, abriga a maior rede hidrográfica do planeta, que escoa cerca de 1/5 do volume de água doce do mundo. Sessenta por cento da bacia amazônica se encontra em território brasileiro, onde o Bioma Amazônia ocupa a totalidade de cinco unidades da federação (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), grande parte de Rondônia (98,8%), mais da metade de Mato Grosso (54%), além de parte de Maranhão (34%) e Tocantins (9%). O Bioma Mata Atlântica ocupa inteiramente três estados - Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina - e 98% do Paraná, além de porções de outras 11 unidades da federação.

O Bioma Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da metade dos estados de Goiás (97%), Maranhão (65%), Mato Grosso do Sul (61%), Minas Gerais (57%) e Tocantins (91%), além de porções de outros seis estados. O Bioma Caatinga se estende pela totalidade do estado do Ceará (100%) e mais de metade da Bahia (54%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte (95%), quase metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%). O Bioma Pantanal está presente em dois estados: ocupa 25% do Mato Grosso do Sul e 7% do Mato Grosso. O Bioma Pampa se restringe ao Rio Grande do Sul e ocupa 63% do território do estado.

ALGUNS VIDEOS SOBRE OS PAMPAS:














A VERDADEIRA TORCIDA DOS PAMPAS: É A DO GRÊMIO É CLARO.




Herdeiro da Pampa Pobre
Engenheiros do Hawaii
Composição: Gaucho da Fronteira - Vaine Dard

Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Mas que pampa é essa que eu recebo agora
Com a missão de cultivar raízes
Se dessa pampa que me fala a história
Não me deixaram nem sequer matizes?

Passam às mãos da minha geração
Heranças feitas de fortunas rotas
Campos desertos que não geram pão
Onde a ganância anda de rédeas soltas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas

O que hoje herdo da minha grei chirua
É um desafio que a minha idade afronta
Pois me deixaram com a guaiaca nua
Pra pagar uma porção de contas

Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai

Eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai


6 comentários:

Dicas De Jogos & Games do LR disse...

Professor,Muito pouco tempo pra um trabalho tão grande.

Lucas Roque
6 ''D''

Vítor Andrade.˙. disse...

Concordo com você Lucas,mas o tempo é a gente que faz, e não foi um prazo impossível de ser cumprido. mas como o trablaho é em trio , e vocês não têm outros trabalhos para realizarem a pesquisa se torna medianamente fácil, faça divisão dentro do grupo, um faz colagens,outro desenhos, outro introdução e conclusão, e lembre-se que podem contar comigo, tragam suas dúvidas, se quiserem eu posso aulia-los na terça feira pela manhã, combinem comigo.

Matheus disse...

Professor, O Trabalho é em trio to fazendo só, fica dificil assim


Matheus
6ª "C"

Jessyca disse...

Ooii
Tipo pra 7ª vcs so deixaram fazer em dupla e eu estou fazendo sozinhaaaaaa
pq so sobrou o coisa do Vitor Ramos e eu naum fasso trabalho com ele nem mortinhaa então eu acho q poderia ser mais ou menos 1 semana e meia pois e muito pouco tempo "como disse o Lucas"


Bjsss Pra Bel

Jessyca Silva
7ª"C"

Juliano Eymar disse...

Olá... Nãoo sou teu aluno mas me ajudou bastante em um trabalho!! Continue com o blog, tenho certeza que vai ajudar além de mim ... Váaaarios outros alunos ;)

Juliano Eymar - Belo Horizonte Mg

Vítor Andrade.˙. disse...

Valeu Juliano, divulgue o blog e também sugira matérias que eu posta aqui pode ser ? um forte abraço...Profº Vítor.'.